André Gustavo Richer, ex-presidente do Comitê Olímpico Brasileiro, foi Chefe de Missão em três Jogos Olímpicos

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André Richer, ex-presidente do Flamengo e do COB

Dirigente atuou na entidade por mais de 40 anos e foi Chefe de Missão em três Jogos Olímpicos; Richer também foi alvo de investigações da Polícia Federal na operação “Unfair Play”

 

André Gustavo Richer (à esq.) ao lado do ex-presidente da Fifa João Havelange (1916-2016) – (Foto: Antonio Scorza – 5.out.12/AFP)

 

 

André Gustavo Richer (Visconde do Rio Branco, 1928 – Rio de Janeiro, 11 de abril de 2018), dirigente, ex-presidente do Flamengo e do Comitê Olímpico do Brasil (COB) e vice-presidente durante a gestão de Carlos Arthur Nuzman.

O Grande Benemérito e ex-presidente do Clube de Regatas do Flamengo André Gustavo Richer, nascido em 1928, na cidade de Rio Branco, Minas Gerais, Richer foi atleta do remo rubro-negro na década de 1950, fazendo parte do “Transatlântico de Luxo”, time que, na época, ganhou tudo. Treinada pelo técnico Rudolf Keller (1917-1993), a equipe permaneceu invicta por três anos, sendo campeã Sul-Americana em 1954. André Richer foi atleta olímpico e participou da edição de Melbourne, em 1956.

Mineiro de Visconde do Rio Branco, Richer foi atleta do remo. Conquistou títulos cariocas, brasileiro e sul-americano, e participou dos Jogos Olímpicos de Melbourne-1956 e Pan-americanos de Chicago-1959.

Ex-atleta olímpico do Remo, tendo disputado os Jogos de Melbourne 1956, Richer entrou para o COB como dirigente em 1975, atuando no departamento jurídico. Também foi Chefe de Missão do Brasil nos Jogos Olímpicos de Moscou 1980, Los Angeles 1984 e Seul 1988.

Como dirigente, André Richer foi presidente do Flamengo de 1969 a 1973 e diretor da Confederação Brasileira de Futebol de 1975 a 1986.

Respeitado dentro da Gávea, chegou à presidência do Flamengo em 1969, onde ficou até 1973. À frente do clube, conquistou o Campeonato Carioca de 1972 e, no ano seguinte, o bicampeonato da Taça Guanabara. Realizou também obras de reforma e melhoria das dependências da Gávea.

 

Ele ingressou no COB em 1975 e se tornou presidente da entidade, após 15 anos na entidade, de 1990 a 1995, e assumiu posto de vice-presidente nos anos 2000, já na gestão de Nuzman, tendo atuando também como vice do Comitê Organizador dos Jogos Pan-americanos Rio 2007. Richer deixou a posição na vice-presidência do COB em 2016, após 41 anos na entidade.. Depois, tornou-se vice-presidente na gestão de Carlos Arthur Nuzman.

 

Investigado na operação “Unfair Play”

 

Em 2017, André Richer foi um dos investigados pela Polícia Federal na operação ‘Unfair Play’, que apurava suspeita de corrupção na escolha do Rio como sede das Olimpíadas de 2016. Na ocasião, o ex-presidente do COB, Carlos Arthur Nuzman, e o diretor geral de operações, Leonardo Gryner, chegaram a ser detidos. Cumprindo um mandado de busca e apreensão em apartamento de Richer, a PF encontrou armas, munição, relógios de ouro e uma quantia em dinheiro.

André Richer faleceu em 11 de abril de 2018, aos 90 anos, no Rio de Janeiro.

“Richer teve uma vida inteiramente dedicada ao esporte. Líder nato desde os tempos de atleta olímpico, dedicou seu tempo e enorme energia ao desenvolvimento do esporte brasileiro, assumindo cargos de chefia tanto na CBF quanto no COB. O esporte brasileiro perde um dos seus mais importantes colaboradores”, disse o presidente do COB, Paulo Wanderley, em nota divulgada pela entidade.

(Fonte: https://oglobo.globo.com/esportes – ESPORTES / POR O GLOBO – 11/04/2018)

(Fonte: http://www.flamengo.com.br/site/noticia/detalhe – NOTÍCIA / NOVIDADES – 11/04/2018)

(Fonte: https://globoesporte.globo.com/olimpiadas/noticia – OLIMPÍADAS / NOTÍCIA / Por GloboEsporte.com, Rio de Janeiro – 

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