A primeira mulher a fazer carreira no serviço público brasileiro

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No Itamaraty, depois de ouvir que seria melhor continuar “à direção do lar”

 

A baiana Maria José de Castro Rebello Mendes foi aceita como diplomata no Itamaraty em 1918. Sua entrada no Ministério das Relações Exteriores foi contestada pela opinião pública, que não aceitava a possibilidade de uma mulher trabalhar nesta área. Foi preciso que um jurista, Ruy Barbosa, apoiasse publicamente sua inscrição para o cargo.

 

Ao aprovar seu nome, o então ministro Nilo Peçanha disse que “melhor seria, certamente, para o seu prestígio que continuasse à direção do lar, mas não há como recusar a sua aspiração.” Ela foi aprovada e tomou posse no mesmo ano, tornando-se não só a primeira diplomata, mas a primeira mulher a fazer carreira no serviço público brasileiro.

 

 

 

 

 

 

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Em 27 de setembro de 1918, tomava posse a primeira mulher diplomata do país

Mesmo aprovada em 1º lugar, ela teve o concurso contestado

 

Em 27 de setembro de 1918, o Ministério das Relações Exteriores dava posse à primeira mulher diplomata da história do Itamaraty, a baiana Maria José de Castro Rebello Mendes, foi aprovada em primeiro lugar na então Secretaria de Estado das Relações Exteriores.

 

A inscrição de Maria José no concurso chegou a ser contestada por setores da opinião pública e virou polêmica na imprensa da época. O ingresso da diplomata só foi possível a partir da intercessão do jurista Ruy Barbosa.

 

Com o apoio de Ruy Barbosa, Maria José teve a inscrição deferida pelo então ministro das Relações Exteriores, Nilo Peçanha.

 

(Fonte: http://agenciabrasil.ebc.com.br/geral/noticia/2018-09 – GERAL / NOTÍCIA / Por Agência Brasil – 27/09/2018)

(Fonte: https://www.uol.com.br/universa/noticias/redacao/2019/02/21 – UNIVERSA / NOTÍCIAS / Divorciada, atleta, médica: 8 mulheres que foram pioneiras no Brasil / Transforma / Mulheres protagonizam um mundo em evolução / Por Camila Brandalise Da Universa – 21/02/2019)

Fontes: Instituto Joaquim Nabuco; livro “Mulheres do Brasil – A História Não Contada”, de Paulo Rezzutti (ed. Leya); UFBA (Universidade Federal da Bahia); TSE (Tribunal Superior Eleitoral; Ministério das Relações Exteriores; Faperj (Fundação Carlos Chagas Filho de Amparo à Pesquisa do Estado do Rio de Janeiro).

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