Maria Della Costa, lançou nomes do teatro, como Fernanda Montenegro, Sérgio Britto, Ney Latorraca

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Atriz encenou textos de Arthur Miller e Brecht pela primeira vez no país e revelou Fernanda Montenegro

Maria Della Costa (Flores da Cunha , 1º de janeiro de 1926 – Rio de Janeiro, 24 de janeiro de 2015), atriz que interpretou papéis memoráveis e modernizadora do teatro brasileiro. Maria fez participações em novelas como Estúpido Cúpido.

 

Atriz conhecida por incentivar e revelar grandes talentos do teatro, como Fernanda Montenegro, e por colaborar para a modernização das artes cênicas no Brasil

 

Vinda do interior do Rio Grande do Sul, Maria Della Costa, que morava em Copacabana e não tinha filhos, trabalhou como modelo fotográfico, manequim da Casa Canadá e até no Cassino Copacabana, até ser contratada por Bibi Ferreira para fazer “A moreninha”.

 

A carreira de Maria Della Costa — que nasceu Gentile Maria Marchioro — teve início em 1944 e foi marcada pelo ecletismo. Além de Arthur Miller, ela encenou trabalhos de apelo comercial intercalados com obras de peso de nomes como Sartre, Gorki, Tennessee Williams, Georges Feydeau, Federico García Lorca, Shakespeare e Nelson Rodrigues, alguns dos quais ainda inéditos no país. Foi o caso, por exemplo, de Bertold Brecht, que chegou aos palcos brasileiros através de uma montagem de “A alma boa de Set-Suan”, em 1958, feita por Maria.

 

Ao lado de seu segundo marido, Sandro Polloni, Maria fundou em 1948 o Teatro Popular de Arte, no Rio de Janeiro, que foi a origem da Companhia Maria Della Costa. Em 1951, o grupo se mudou para São Paulo, onde inaugurou um teatro próprio em 1954. Para trabalhar com a companhia, o casal trouxe da Itália Gianni Ratto, que se tornou um dos maiores encenadores dos palcos brasileiros.

 

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A atriz foi uma das maiores do teatro brasileiro. Com a carreira iniciada aos 18 anos, em 1944, ela interpretou papeis em obras como Anjo Negro, de Nelson Rodrigues, Prostituta Respeitosa, de Sartre, Ralé, de Gorki, O Canto da Cotovia, de Anouilh, Com a Pulga Atrás da Orelha, de Feydeau, Mirandolina, de Goldoni, A Casa de Bernarda Alda, de Lorca, A Rosa Tatuada, de Tennessee Willians, Moral em Concordata, de Abilio Pereira de Almeida, A Alma Boa de Se-Tsuan, de Brecht, Gimba, de Guarnieri, O Marido vai à Caça, de Feydeau, Depois da Queda, de Arthur Miller, As Alegres Comadres de Windsor, de Shakespeare, entre outras participações memoráveis.

 

Ao lado de seu segundo marido, Sandro Polloni, um amor para toda a vida, ela fundou em 1948 o Teatro Popular de Arte, no Rio de Janeiro, origem da Companhia Maria Della Costa, sediada em São Paulo, que se tornou, com a inauguração da própria casa de espetáculos em 1954, uma referência preciosa do bom teatro no Brasil. Para estruturar a companhia, o casal trouxe da Itália um dos maiores encenadores do palco nacional, Gianni Ratto.

 

Maria também foi responsável por lançar grandes nomes do teatro, como Fernanda Montenegro, Sérgio Britto, Ney Latorraca, e os diretores Ruggero Jacobbi, Gianni Ratto, Graça Mello, Eugênio Kusnet, Flavio Rangel e Jairo Arco Flexa. Na televisão, interpretou papéis nas novelas Beto Rockfeller e Estúpido Cupido.

Maria Della Costa morreu em 24 de janeiro de 2015, aos 89 anos, no Hospital Samaritano, em Botafogo, na Zona Sul do Rio de Janeiro, de um edema pulmonar agudo.

 

(Fonte: http://g1.globo.com/rio-de-janeiro/noticia/2015/01 – RIO DE JANEIRO – Do G1 Rio – 24/01/2015)

(Fonte: http://oglobo.globo.com/cultura -15145352 – CULTURA – RIO DE JANEIRO – POR O GLOBO – 24/01/2015)

 

 

 

 

 

 

 

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