Artista genial, Turner converteu tormento em paisagem
William Turner (nasceu em Londres, em 23 de abril de 1775 – faleceu em Chelsea, em 19 de dezembro de 1851), pintor romântico inglês. Precursor e referência do movimento impressionista, é considerado o maior pintor inglês da história.
Joseph Mallord William Turner nasceu em 23 de abril de 1775 em Maiden Lane, Covent Garden, Londres, Inglaterra. Filho de William Turner, barbeiro e fabricante de perucas e de Mary Marshall, que foi internada num hospício, durante a juventude do filho.
Em 1786 foi mandado a pequena cidade de Brentford, Middlesex, para ser cuidado por Joseph Marshall, seu tio materno, o que resultou numa grande influência para ele. Ali descobriu o desenho e a pintura, demonstrando um grande interesse e talento para as Artes. Seus primeiros desenhos assinados e datados resultaram de seus passeios pelos arredores deste vilarejo.
Seu primeiro bloco de desenho está repleto de paisagens, igrejas, casas e árvores. Era especialmente apaixonado por edifícios velhos, castelos e ruínas que encontrava durante seus passeios, caminhando pelo campo. Caminhar longas distâncias, até 40 quilômetros em um dia, transformou-se num hábito que o acompanhou por grande parte de sua vida.
Após retornar a casa, desenvolveu uma relação bastante forte com o pai, que tinha plena consciência do talento do filho e o incentivava a continuar desenhando. Mais tarde, o pai de Turner fechou seu negócio para dedicar-se integralmente às finanças e à carreira do filho, até sua morte, em 1829.
Turner entrou para a “Royal Academy of Art”, aos quinze anos de idade. Em apenas um ano, a academia expôs uma aquarela de sua autoria, durante sua exposição de Verão. Aos vinte e um anos, expôs sua primeira pintura à óleo, que foi bastante bem recebida pelos críticos, que anteciparam um grande futuro para o jovem pintor.
Sua aceitação no círculo dos artistas contemporâneos e sua crescente fama entre o público e as galerias de arte o permitiram viver com relativo conforto e poder viajar pela Europa, descobrindo os grandes mestres e enriquecendo seu estilo próprio.
Dentre alguns frutos de suas viagens e experiências encontram-se trabalhos como: “Tormenta de Neve: Aníbal cruzando os Alpes” (1812), Ulises ridicularizando Polifermo- Odisseia de Homero (1829), “A Batalha de Trafalgar” (1839), obra eleita em 2005 como a melhor pintura inglesa da história.
A evolução projetada pela pintura de Turner o levou a uma certa incompreensão no seu tempo, e inclusive posteriormente, em obras como “Chuva, vapor e velocidade” (1844) e “The whale ship” (1845). Alguns críticos e amigos, relembrando a história de sua mãe, chegaram a pensar que Turner estava enlouquecendo. Ele não estava louco e sim adiantado para seu tempo. Décadas depois, foi redescoberto e valorizado pelos impressionistas que viram nele, não somente um predecessor, como também uma referência e influência direta para sua escola e até mesmo para gerações que se seguiram.
As paisagens do mestre seguem pulsando com força e significado, absolutamente instigantes.
Joseph Mallord William Turner revelou precocemente seu talento, ingressando aos 14 anos na Royal Academy of Arts. Um ano depois já expunha sua primeira obra, chamando atenção da crítica e do público. Rebatizado como JMW Turner, tornou-se ícone da arte inglesa. Sua trajetória precoce indica genialidade moldada por circunstâncias únicas.
(Fonte: http://canalbio.com/pt/biografias/William-Turner)
- William Turner foi colega de Thomas Girtin (1775-1802).


