Victor Meirelles, talvez o mais conhecido dos pintores do Brasil do século XIX, foi professor da Academia Imperial de Belas-Artes e do Liceu Imperial de Artes e Ofícios do Rio de Janeiro

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Victor Meirelles de Lima (Nossa Senhora do Desterro, 18 de agosto de 1832 – Rio de Janeiro, 22 de fevereiro de 1903), talvez o mais conhecido dos pintores do Brasil do século XIX

 

Victor Meirelles nasceu em Florianópolis, em agosto de 1832. E aos 15 anos de idade, depois de ter feito seus estudos iniciais e a primeira formação artística com o argentino Marciano Moreno, já se tinha destacado o suficiente para que um grupo de pessoas ricas da cidade se cotizassem e o enviassem ao Rio de Janeiro.

 

 

Cinco anos depois, graças a uma grande composição, “São João Batista no Cárcere”, Meireles obteve um prêmio de viagem à Europa. E por lá ficou de 1853 à 1861, quando regressou, triunfante, à terra natal, depois de ter exposto “A Primeira Missa no Brasil” no salão de Paris.

 

 

 

Professor da Academia Imperial de Belas-Artes e do Liceu Imperial de Artes e Ofícios do Rio de Janeiro, Vítor Meireles revolucionou o ensino do desenho e influenciou toda uma geração de pintores. Bernardelli, Parreiras, Amoedo e Visconti contam entre seus mais ilustres discípulos.

 

 

É filho do comerciante português D. Antonio Meirelles de Lima (Porto/Portugal 1786 – Desterro/SC 1853) e de Dona Maria da Conceição dos Prazeres (natural da Freguesia do Brito/SC). Os pais receberam as bênçãos nupciais na noite de 1º de outubro de 1831, no oratório da casa de João José do Bem, pai da noiva, na presença de Manoel Álvares de Toledo, vigário da Igreja Matriz de Desterro.

 

 

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Quando Victor nasceu, seu pai tinha a idade de 46 anos. Morou com sua família em casa própria no sobrado situado na Rua da Pedreira, antiga dos Quartéis Velhos, esquina da Rua da Conceição, hoje esquina das ruas Victor Meirelles e Saldanha Marinho. A família habitava o andar superior e, no térreo, o pai mantinha um comércio. A casa foi tombada em 1950 pela Subsecretaria do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional – SPHAN e transformada no museu, que recebeu o nome do artista em 1952. Atualmente, está vinculada ao Instituto Brasileiro de Museus do Ministério da Cultura.

 

 

Victor Meirelles – Batalha dos Guararapes (o evento inaugurador da identidade nacional)

 

 

Victor Meirelles deixou estudos de trajes populares italianos, aquarelas produzidos durante excursões pelos arredores de Roma. Meirelles os enviou à Academia Imperial, junto com outras obras, para cumprir suas obrigações de pensionista do governo.

 

 

 

Os modelos posaram com algum vagar, devido à segurança de execução das aquarelas, que nada tem da rapidez de traço habitual dos croquis. É essa segurança de execução que confere aos desenhos ao contrário de tantos acadêmicos que, quando não “capricham”, se tornam impressionistas, Meireles se revela um clássico.

 

 

 

Excetuando-se apenas alguns raros estudos, nenhum deles peca pelo tom anedótico e pitoresco, como tantas obras episódicas de pintores do século XIX. Vítor Meireles deu a seus esboços um rigoroso tratamento. Sobre o corpo sólido das camponesas que retratou, as roupas  de cores graves caem com uma dignidade de Roma antiga.

 

E foi coberto de glórias que, sobrevivendo ao império que o protegera, faleceu no Rio de Janeiro, em fevereiro de 1903.

(Fonte: Veja, 31 de julho de 1974 – Edição 308 – ARTE / Por Marinho de Azevedo – Pág: 111)

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