Se tornou no primeiro a reconhecer uma doença neurodegenerativa

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Alois Alzheimer (1864 - 1915) - (Foto: Find A Grave Memorial/Divulgação)

Alois Alzheimer (1864 – 1915) – (Foto: Find A Grave Memorial/Divulgação)

Aloysius Alzheimer (Marktbreit, 14 de junho de 1864 – Breslau, 19 de dezembro de 1915) foi um psiquiatra alemão

Este psiquiatra alemão gravou o seu nome na História por se tornar no primeiro a reconhecer uma doença neurodegenerativa, que viria a ser batizada com o seu nome.

Aloysius Alzheimer nasceu em 1864, na Bavária, sul da Alemanha. Cabe ressaltar que também nessa época viveram grandes nomes da neurologia como George Huntington, que descreveu a Doença de Huntington, caso clínico que se assemelha com a DA; Sigmund Freud, médico neurologista e pai da psicanálise; além de Franz Nissl, famoso neurologista e neuropatologista que chegou a trabalhar junto de Alzheimer.

Em 1883, Alois (como veio a ser conhecido) iniciou seu curso de medicina na Universidade de Berlim, curso que completa em 1888, já na Universidade de Würzburg e apresenta sua tese de doutorado baseada no estudo de microscopia. Ele então começou a trabalhar no Asilo Estadual de Frankfurt em Main, onde obteve as bases para toda sua carreira futra e se interessou principalmente pelas pesquisas no córtex e cérebro humano. Já em 1895, Alois se tornou diretor do asilo e continuou suas pesquisas também em depressão e esquizofrenia. Em novembro de 1901, a paciente August D. de 51 anos de idade, com sinais indicativos de demência é internada no Asilo em Frankfurt e é examinada por Alois Alzheimer. Seria essa paciente que iria originar o epônimo “Doença de Alzheimer”.

Assim, no 37º Encontro de Psiquiatras do Sudeste da Alemanha (South – West – German Society of Alienists) em Tübingen em novembro de 1906, Alois Alzheimer apresenta oralmente o caso de Algust D. como “uma doença característica do córtex cerebral”. Com essa apresentação, que descrevia em detalhes a doença que causava perda de memória, desorientação e alucinações; além de biopsias do cérebro de August, que revelavam uma condição anormal em que o córtex era menor que o normal e apresentava placas senis e emaranhados neurofibrilares.

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Emil Kraepelin, psiquiatra que descreveu a esquizofrenia e a psicose maníaco-depressiva e foi o pioneiro a sugerir que algumas doenças psiquiátricas teriam uma causa orgânica e também quem trabalhou com Alzheimer na Escola de Medicina de Munique foi quem nomeou a doença em homenagem a Alois Alzheimer. Até 1912, cinco anos apos a publicação original de Alzheimer, apenas 13 casos haviam sido publicados. A idade média desses pacientes era de 50 anos, a duração média da doença era de sete anos e seis desses pacientes eram homens.

Entre 1906 e 1918, Alois publica um tratado em seis volumes intitulado “Estudos Histológicos e Histopatológicos do Córtex Cerebral”, fruto de pesquisas do sistema nervoso em parceria com Franz Nissl. Quando na Universidade de Munique, Alois publica um estudo sobre o “Diagnóstico Diferencial da paralisia luética progressiva – Neurosífilis”, uma complicação da infecção de sífilis, doença em voga na época.

Em 1913, a caminho de Blessau para assumir a diretoria do Departamento de Psicologia da Friedirich-Wilhem University, Alois pega uma forte gripe e devido a complicações, não se recupera completamente e morre em dezembro de 1915, aos 51 anos.

O diagnóstico da doença de Alzheimer ainda é baseado fundamentalmente no que foi descrito por Alzheimer em 1906, apesar de quase um século de pesquisa em todos os cantos do mundo. Esse é um fato marcante e demonstra a importância e a qualidade de sua descoberta.

(Fonte: http://biobioalzheimer.blogspot.com.br/2010/07 – 11 de julho de 2010)

(Fonte: http://ptjornal.com – Por António Henriques – 9 Junho 2016)

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