Foi pioneiro na área de transplantes de órgãos, realizou o primeiro transplante de fígado da América Latina, liderou uma iniciativa na clonagem do primeiro porco do Brasil e da América Latina

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Silvano Raia, médico que fez 1º transplante de fígado da América Latina

Silvano Raia, professor da USP e pioneiro mundial em transplantes de fígado

Docente e ex-diretor da Faculdade de Medicina (FM) da USP, o cirurgião marcou a vanguarda científica da Universidade ao realizar o primeiro transplante de fígado com doador vivo do mundo

 

Médico Silvano Raia é o pioneiro dos transplantes de fígado na América Latina — (Foto: Reprodução/Academia Nacional de Medicina)

Médico Silvano Raia é o pioneiro dos transplantes de fígado na América Latina — (Foto: Reprodução/Academia Nacional de Medicina)

Professor emérito da USP, Raia foi pioneiro na área de transplantes de órgãos e responsável por feitos históricos. Em março de 2026, ele liderou uma iniciativa da USP que resultou na clonagem do primeiro porco do Brasil e da América Latina.

Médico Silvano Raia é o pioneiro dos transplantes de fígado na América Latina — (Foto: Reprodução/Academia Nacional de Medicina)

 

Silvano Mario Attilio Raia (nasceu em São Paulo, 1º de setembro de 1930  faleceu em 28 de abril de 2026), médico, cirurgião, professor e ex-diretor da Faculdade de Medicina (FM) da USP, foi um dos maiores nomes da ciência e da medicina no Brasil.

Formado em medicina pela USP em 1956, com PhD pela Universidade de Londres em 1966, Raia foi professor titular na FMUSP e exerceu o cargo de diretor entre 1982 e 1986. Com especializações no exterior e atuação em instituições de renome como a Universidade de Cambridge, ele dedicou sua vida ao avanço da cirurgia hepática. Além de realizar o primeiro transplante de fígado com doador cadáver da América Latina, foi o autor e executor do primeiro transplante de fígado com doador vivo do mundo.

Professor emérito da Universidade de São Paulo (USP), Raia foi pioneiro na área de transplantes de órgãos e responsável por feitos históricos. Na década de 1980, realizou o primeiro transplante de fígado da América Latina, no Hospital das Clínicas da universidade, consolidando-se como referência mundial.

Foi autor da técnica de transplante de fígado com doador vivo — conhecida como transplante intervivos. O método ampliou significativamente as possibilidades de cirurgias, especialmente em crianças, e passou a ser utilizado em diversos países.

Em nota, a Academia Nacional de Medicina lamentou a morte do médico e destacou sua trajetória marcada por “excelência, inovação e dedicação inabalável ao ensino e à assistência médica”. Raia era membro titular da instituição desde 1991.

Nos últimos anos, o cirurgião se dedicava a pesquisas em xenotransplantes, técnica que utiliza órgãos de animais geneticamente modificados para transplantes em humanos.

Reconhecido internacionalmente, Raia também foi membro fundador da Sociedade Latino-Americana de Hepatologia, que presidiu em 1968. No Brasil, presidiu a Sociedade Brasileira de Hepatologia entre 1982 e 1983 e participou de entidades como a Associação Paulista de Medicina e a Associação Médica Brasileira. Entre 1993 e 1995, foi secretário municipal de Saúde de São Paulo.

Silvano Raia morreu aos 95 anos. A morte foi confirmada pela Academia Nacional de Medicina (ANM) na terça-feira (28).

O velório aconteceu na terça-feira (28) no Teatro da Faculdade de Medicina (FM) da USP.

O presidente da Academia Nacional de Medicina, Antonio Egidio Nardi, afirmou que Raia foi um “líder incontestável da medicina no Brasil” e destacou seu legado. “Mais do que um grande cirurgião, foi um exemplo de compromisso com a ciência, com os pacientes e com o futuro da medicina brasileira”, disse.

O Ministério da Saúde também manifestou pesar e ressaltou a importância do médico para o desenvolvimento do sistema de transplantes no país. Segundo a pasta, Raia teve papel decisivo na estruturação e expansão da rede de transplantes no âmbito do Sistema Único de Saúde (SUS), contribuindo para ampliar o acesso da população a procedimentos de alta complexidade.

(Créditos autorais reservados: https://g1.globo.com/google/amp/sp/sao-paulo/noticia/2026/04/28 – SÃO PAULO/ NOTÍCIA/ Por Redação g1 SP – 28/04/2026)

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(Créditos autorais reservados: https://jornal.usp.br/universidade – Universidade de São Paulo/ Institucional / Universidade/ Por Denis Pacheco – 28/04/2026)

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