Roberto Calasso, crítico literário e um dos maiores editores da Itália, pela editora Adelphi, publicou ‘O Inominável Atual’ e ‘A Marca do Editor’

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Roberto Calasso, crítico literário e um dos maiores editores da Itália, mestre da literatura italiana

 

Foi crítico de Kafka e um dos maiores editores da Itália

 

Em 2020, escritor, que presidia a editora Adelphi, publicou ‘O Inominável Atual’ e ‘A Marca do Editor’

 

 

Roberto Calasso (Florença, em 30 de maio de 1941 – 28 de julho de 2021), escritor, crítico literário e editor italiano. O escritor italiano foi “uma instituição literária em uma pessoa só”, cujas explorações eruditas do mito e da literatura foram traduzidas em mais de 20 línguas.

 

Filho de um professor universitário antifascista, Calasso nasceu em Florença em maio de 1941 e rapidamente demonstrou uma inteligência literária prodigiosa, lendo o monumental “Em Busca do Tempo Perdido”, de Proust, aos 13 anos.

 

Calasso começou muito jovem no meio editorial, trabalhando na Adelphi desde 1962, quando tinha apenas 21 anos. No entanto, ele foi uma das mentes que fizeram a editora se tornar referência na Itália. Isso porque Calasso provou várias vezes seu faro apurado para talentos literários.

 

O intelectual já publicou livros sobre textos védicos, um ensaio sobre mitologia grega, críticas literárias e reflexões contemporâneas sobre o setor editorial.

Calasso é autor de sucessos como “O Ardor”, “Ka”, A Folie Baudelaire” e “La Ruina de Kasch”.

 

Foi Calasso quem editou alguns autores que viriam a ganhar o prêmio Nobel, como Elias Canetti, Czeslaw Milosz e Joseph Brodski. Além deles, grandes nomes da literatura mundial como Milan Kundera, Leonardo Sciascia e Joseph Roth passaram pelo crivo do editor.

 

Fluente em várias línguas, seus trabalhos mais conhecidos são “A Ruína de Kasch”, “Ka” e “As Núpcias de Cadmo e Harmonia”, uma versão do mundo da mitologia grega, mas seus assuntos variavam de deuses antigos ao pintor Tiepolo e escritores como Kafka e Baudelaire.

 

Ele também estabeleceu uma posição de destaque na vida cultural italiana como diretor da editora de prestígio em Milão, Adelphi Edizioni, na qual trabalhou por quase 60 anos e que comprou em 2015 para impedir que fosse vendida ao grupo Mondadori.

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Em 2020, o italiano publicou “O Inominável Atual”, em que definiu o mundo atual como um esvaziamento da ordem civilizatória, e “A Marca do Editor”, em que reflete sobre a própria trajetória a partir do processo editorial e de importantes nomes da literatura do século 20.

 

Fundada em 1962, a Adelphi, que hoje é uma das maiores editoras italianas, vinha sendo presidida por Calasso desde 1999.

 

Em 1963, uma reedição da obra do filósofo alemão Friedrich Nietzsche pela Adelphi o recolocou no mapa intelectual após distorções e apropriação indevida de seu pensamento pelo Terceiro Reich durante a 2ª Guerra Mundial.

 

A editora é conhecida por publicar livros de nomes como Friedrich Nietzsche, Sándor Márai, Fernando Pessoa, e Jorge Luis Borges.

 

A dificuldade de classificar Calasso foi resumida pelo escritor Italo Calvino que disse que “A Ruína de Kasch” era sobre duas coisas. A primeira seria o estadista francês Talleyrand. A segunda, todo o resto.

 

Além de editor, Calasso também atuou como tradutor e escritor, publicando obras críticas e reuniões de ensaios, alguns dos quais chegaram ao Brasil. Em 2020, a editora Âyiné publicou no País a reunião de textos intitulada A Marca do Editor, enquanto a Companhia das Letras lançou O Inominável Atual.

A Paris Review uma vez o chamou de “instituição literária em uma pessoa só” e, com sua mistura esotérica de interesses –de Marlon Brando a escritores do século 17 sobre hieróglifos– ele se tornou um dos escritores italianos mais reconhecidos internacionalmente.

 

Em 2015, para evitar que a Adelphi fosse vendida para um conglomerado de empresas, Calasso comprou a editora, marcando uma posição de resistência ao mercado editorial como puramente comercial. Nesse sentido, Calasso representou a figura do editor como curador do conhecimento humano, assim como outros grandes, ao estilo de Kurt Wolff, editor de Kafka, Lawrence Ferlighetti, editor dos beatniks, e do brasileiro Massao Ohno, editor de Hilda Hilst e de diversos poetas marginais.
Roberto Calasso faleceu, aos 80 anos, em 28 de julho de 2021, informou a editora Adelphi, presidida por ele até então.

“Agradecemos às inúmeras mensagens de carinho. Há muito mais a ser dito, mas em momentos como este, o silêncio é preferível”, diz a publicação da Adelphi nas redes sociais.

(Fonte: https://www.msn.com/pt-br/noticias/brasil – NOTÍCIAS / BRASIL / por (FOLHAPRESS) – SÃO PAULO, SP – fornecido por Microsoft News – 29/07/2021)

(Fonte: https://www.msn.com/pt-br/noticias/brasil – NOTÍCIAS / BRASIL / por André Cáceres / ESTADÃO CONTEÚDO – 29 jul 2021)

(Fonte: GAÚCHAZH – ANO 58 – N° 20.093 – 6 DE AGOSTO DE 2021 – MEMÓRIA / TRIBUTO – Pág: 30)

(Fonte: https://www.terra.com.br/diversao – DIVERSÃO / por REUTERS – 29 jul 2021)

Reuters – Esta publicação inclusive informação e dados são de propriedade intelectual de Reuters.

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