RICHARD BAER, MÉDICO.
Estancou a propagação do tifo em campo de concentração
Dr. Richard Baer (nasceu em Wissen, Alemanha — faleceu em 11 de abril de 1965, em Manhattan, Nova York), foi otorrinolaringologista que recebeu a Medalha de Serviço Distinto da Cruz Vermelha Portuguesa por conter um surto de tifo em um campo de concentração no sudoeste da França em 1940.
O Dr. Baer diagnosticou casos de tifo entre os internos de um campo de concentração em Saint-Cyprien, então sob controle do governo de Vichy, enquanto estava internado lá.
Ele relatou suas descobertas ao comandante do campo, mas o comandante se recusou a acreditar nele. Com amostras de sangue de seus pacientes, o Dr. Baer rastejou sob a cerca de arame farpado que cercava o campo e foi para Pau, onde um laboratório confirmou seus diagnósticos.
O Dr. Baer retornou ao campo de concentração e foi preso por tentativa de fuga. Mas o relatório do laboratório convenceu o comandante do perigo do tifo e ele libertou o médico. O Dr. Baer controlou a propagação da doença com a ajuda da Cruz Vermelha Portuguesa.
O Dr. Baer nasceu em Wissen, Alemanha, formou-se em medicina em 1922 pela Universidade de Frankfurt e começou a clinicar em Offenbach am Main. Judeu, foi forçado a fugir da Alemanha em 1936. Estabeleceu-se em Bruxelas, onde se dedicou ao comércio de couro.
Quando a Segunda Guerra Mundial começou, foi enviado para a França para ser internado como cidadão alemão. Nos EUA desde 1945.
Em 1942, ao saber que judeus estavam sendo deportados para a Alemanha, fugiu da França com a ajuda de um cunhado que era líder da resistência.
Ele e sua família foram contrabandeados para a Suíça, onde, como estrangeiro, foi internado em um campo de trabalhos forçados. A família imigrou para os Estados Unidos em 1945.
Após estudar na Universidade Estadual de Nova York, o Dr. Baer obteve sua licença para exercer a medicina no ano seguinte.
O Dr. Baer tornou-se professor adjunto de otorrinolaringologia no Jewish Memorial Hospital e chefe da clínica de otorrinolaringologia do hospital. Ele foi diretor do New World Club e do jornal em língua alemã Aufbau.
O Dr. Baer faleceu em 11 de abril de 1965 de uma doença cardíaca no Hospital da Avenida Madison. Ele tinha 68 anos e morava na Rua 86 Leste, número 103.
Deixou a viúva, Grete Herz; um filho, Werner; uma filha, Marianne Kilby; e três netos. O funeral foi realizado às 12h45 de quarta-feira no Riverside, na Avenida Amsterdam com a Rua 76.
(Direitos autorais reservados: https://www.nytimes.com/1965/04/12/archives — New York Times/ Arquivos/ Arquivos do The New York Times — 12 de abril de 1965)
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