Primeira vez na história do Judiciário do país, é usado o processo tridimensional

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Morte calou deputado com 30 mil votos O deputado e polêmico radialista José Antônio Daudt, eleito em 1986 pelo PMDB com quase 30 mil votos, foi assassinado na noite muito fria de 4 junho de 1988 junto ao portão de entrada do edifício onde residia, na rua Quintino Bocaiúva, bairro Moinhos de Vento, com disparo de espingarda calibre 20.
Morreu poucas horas depois, no Hospital de Pronto Socorro, para onde correram naquela noite de sábado e madrugada de domingo políticos, amigos e jornalistas à espera de notícias. Foi o crime de maior repercussão na história da Polícia e do
Judiciário gaúchos.
Suspeito de ser o autor do homicídio, o também deputado peemedebista e médico Antônio Dexheimer foi absolvido por 14 a 7 votos pelo Pleno do Tribunal de Justiça, por falta de provas. As investigações foram marcadas por depoimentos supostamente mentirosos, mistérios envolvendo a arma, um curioso jantar, bastidores de festas envolvendo a vítima e uma fita parcialmente desgravada. O julgamento durou três dias e foi marcado por uma inovação: pela primeira vez na história do Judiciário do país foi usado o processo tridimensional pelo advogado
criminalista Oswaldo de Lia Pires, defensor do acusado.

(Fonte: Correio do Povo – ANO 113 – Nº 246 – quarta-feira, 4 de junho de 2008 – Geral – Pág; 19).

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