Peter Kowald, baixista alemão que trabalhou no âmbito da improvisação livre e trouxe para sua musicalidade uma vida inteira de viagens e estudos, além de uma admiração pela arte interdisciplinar, foi um dos primeiros colaboradores do saxofonista e patriarca do free jazz europeu Peter Brötzmann

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Peter Kowald, baixista de jazz e viajante.

 

Peter Kowald (nasceu em 21 de abril de 1944 em Meiningen, Alemanha – faleceu em 21 de setembro de 2002 em Williamsburg, Brooklyn), baixista alemão que trabalhou no âmbito da improvisação livre e trouxe para sua musicalidade uma vida inteira de viagens e estudos, além de uma admiração pela arte interdisciplinar.

Desde que se estabeleceu em Nova York, Peter se firmou junto a muitos dos nomes importantes da cena underground, incluindo o baixista/compositor William Parker e muitos outros de destaque. Durante o Vision Fest de 2002, em Nova York, Peter manteve uma presença constante, tanto como músico quanto trabalhando na barraca de comida. 

O Sr. Kowald, que sempre residia em Wuppertal, na Alemanha, vinha visitando Nova York periodicamente havia um ano e meio. Havia grande potência e concentração em sua improvisação: ele tinha um som amplo e forte, entonação impecável e podia passar longos períodos explorando uma única nota e seus harmônicos.

Em certos momentos, ele inclinava o tronco de modo que sua cabeça calva apontasse para a plateia, direcionava a boca para a câmara de ressonância dentro do baixo e executava os grunhidos subharmônicos graves do canto gutural mongol, que aprendera durante uma estadia em um mosteiro budista no Japão no início da década de 1980.

Ele foi um dos primeiros colaboradores do saxofonista e patriarca do free jazz europeu Peter Brötzmann, também de Wuppertal; eles tocaram juntos pela primeira vez no final da adolescência de Kowald, e ele participou do álbum cru e marcante de Brötzmann, “Machine Gun”, em 1968.

Em 1966, ele também se apresentava com a Globe Unity Orchestra de Alexander von Schlippenbach. No final da década de 1970 e início da década de 1980, tocou em um trio com o trompetista americano Wadada Leo Smith e o baterista Gunter Sommer; apresentou-se em inúmeros duos e trios com um elenco internacional de improvisadores.

Com o Sr. Parker e a Sra. Nicholson, ele ajudou a organizar os festivais Sound Unity de música improvisada na cidade de Nova York em 1984 e 1988; em 2000, viajou pelos Estados Unidos em uma perua durante três meses, apresentando-se em concertos solo e em pequenos grupos com músicos locais.

Na quarta-feira (18/09/2002), ele se apresentou com grande intensidade com o conjunto formado pelo saxofonista Blaise Siwula, o baterista Jeff Arnal e o guitarrista Dom Minasi.

Peter Kowald faleceu na madrugada de sábado 21 de setembro de 2002, após uma apresentação em Williamsburg, Brooklyn. Ele tinha 58 anos e morreu de ataque cardíaco na casa de seus amigos e colegas, o baixista William Parker e a dançarina Patricia Nicholson.

No domingo (22/09/2002), ele tinha uma apresentação agendada com seu grupo Last Global Village no CBGBs Lounge Free Style Events Series.

Ele deixa uma irmã, Cornelia Tsirigotis, de Aachen, Alemanha; um irmão, Bernd Kowald, de Bonn, Alemanha; duas filhas, Maruta Kowald-Abdelhadi, de Antuérpia, Bélgica, e Sytske Kowald, de Doetinchem, Holanda; e três netos.

(Direitos autorais reservados: https://www.nytimes.com/2002/09/24/arts – New York Times/ ARTES/ por Ben Ratliff – 24 de setembro de 2002)

Uma versão deste artigo foi publicada na edição impressa de 24 de setembro de 2002 , Seção , Página da edição nacional, com o título: Peter Kowald, baixista de jazz e viajante.
©  2002 The New York Times Company
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