Paulo Francini, ex-diretor da Fiesp (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo) e um dos fundadores do Iedi (Instituto de Estudos para o Desenvolvimento Industrial)

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Paulo Francini, ex-diretor da Fiesp e um dos fundadores do Iedi

 

Na década de 70, diretor da Fiesp participou do Manifesto dos Oito, importante crítica ao regime militar

 

Paulo Francini, empresário, ex-diretor da Fiesp (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo) e um dos fundadores do Iedi (Instituto de Estudos para o Desenvolvimento Industrial), com discurso afiado, ele se tornou um relevante interlocutor do setor industrial nas últimas décadas.

 

Francini foi diretor titular do departamento de pesquisas e estudos econômicos da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) por muitos anos, onde coordenou negociações entre sindicatos patronais e de trabalhadores.

 

Participou da fundação do Instituto de Estudos para o Desenvolvimento Industrial (Iedi) em 1989 e atuava na entidade como conselheiro desde então. Francini foi também diretor do instituto de agosto de 1997 a agosto de 2001.

Com um discurso afiado, ele se tornou um relevante interlocutor do setor desde o governo de José Sarney até a administração petista.

Tanto na Fiesp quanto no Iedi, Francini liderou importantes movimentos em prol da indústria nacional. Ele foi interlocutor do setor desde o governo de José Sarney até a administração Dilma Roussef.

 

Na Fiesp, Francini foi diretor do Departamento de Pesquisas e Estudos Econômicos até cerca de 2018 quando a área foi unificada com a diretoria de competitividade. Mas ele continuou na entidade como vice-presidente do Conselho Superior de Economia, presidido por Antônio Delfim Neto. No Iedi, era membro colaborador.

Na década de 70, Francini participou do Manifesto dos Oito, importante crítica ao regime militar.

 

Na década de 70, ao lado de grandes empresários no cenário nacional, Francini participou do Manifesto dos Oito, uma das mais importantes críticas empresariais ao regime militar. Nos últimos tempos, no entanto, estava desiludido com o rumo do setor industrial brasileiro, que a cada dia perde mais importância na economia.

 

Paulo Francini faleceu em 11 de fevereiro de 2021, em São Paulo, em decorrência de complicações da covid-19. Ele tinha 79 anos.

 

Julio Gomes de Almeida, diretor-executivo do Iedi, disse que o economista foi desde a década de 90 defensor da consolidação de uma política industrial dinâmica e atrelada às transformações do mundo.

Em nota, a Fiesp/Ciesp lamentou a morte do executivo.

“Grande defensor do desenvolvimento industrial, fez importantes contribuições para o debate econômicos do País. Francini era conhecido por sua inteligência, carisma e bom humor. Fará muita falta”, disse Paulo Skaf, presidente da Fiesp e do Ciesp.

(Fonte: https://www.msn.com/pt-br/noticias/brasil- NOTÍCIAS / BRASIL / por Poder360 – 11/02/2021)

(Fonte: https://g1.globo.com/economia/noticia/2021/02/11 – ECONOMIA / Por Valor Online – 11/02/2021)

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