O primeiro autor jamaicano a levar o Man Booker Prize

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O primeiro autor jamaicano a levar o Man Booker Prize

O escritor Marlon James, primeiro jamaicano a ganhar o Man Booker Prize, posa com o troféu e seu romance 'A brief history of seven killings', em 13 de outubro, em Londres (Foto: Neil Hall/Reuters)

O escritor Marlon James, primeiro jamaicano a ganhar o Man Booker Prize, posa com o troféu e seu romance ‘A brief history of seven killings’, em 13 de outubro, em Londres (Foto: Neil Hall/Reuters)

Marlon James é o 1º autor jamaicano a ganhar o Man Booker Prize

‘A brief history of seven killings’ é inspirado em atentado contra Bob Marley

Disputa é a principal da literatura britânica; escritor leva R$ 295 mil.

O escritor jamaicano Marlon James conquistou, em 13 de outubro de 2015, o prestigioso Man Booker Prize 2015, pelo romance “A brief history of seven killings” (“Uma breve história de sete assassinatos”). O livro é inspirado em um caso real e descreve como Bob Marley e sua equipe foram atacados antes de um show em prol da paz, em 1976, em Kingston, capital da Jamaica.

Épico de 686 páginas e com mais 75 personagens, que se alternam no papel de narrador, “A brief history of seven killings” utiliza gírias jamaicanas e do Harlem, em Nova York. Tem ainda boas doses de linguajar liberal e escatológico. Um dos capítulos é inteiramente escrito no dialeto jamaicano.

A história, que registra a ascensão do tráfico de drogas na Jamaica, é a de uma uma gangue de garotos do gueto viciados em cocaína. Munidos de armas automáticas, eles tentaram, sem sucesso, assassinar Marley.

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Primeiro jamaicano premiado
Aos 44 anos, Marlon James é o primeiro jamaicano a levar o Man Booker Prize, que inclui um troféu e 50 mil libras esterlinas (cerca de R$ 295 mil). Entregue há 47 anos, o Man Booker é considerado o principal prêmio da literatura britânica e um dos mais reconhecidos da literatura internacional.

Desde a edição de 2014, podem concorrer ao Man Booker autores de qualquer lugar do mundo, desde que com livros escritos originalmente em inglês e publicados no Reino Unido. Antes, só participaram escritores do Reino Unido, dos países da Comunidade Britânica, da Irlanda e do Zimbábue. Com a nova regra, americanos, por exemplo, entraram na disputa.

Os outros finalistas de 2015 foram os britânicos Tom McCarthy, por “Satin island”, e Sunjeev Sahota, por seu primeiro romance, “The year of the runaways”; o nigeriano Chigozie Obioma, por “The fishermen”; e as americanas Anne Tyler, por “A spool of blue thread”, e Hanya Yanagihara, por “A little life”.

Antes do anúncio do vencedor do Man Booker 2015, a favorita nas bolsas de apostas era justamente Hanya Yanagihara.

(Fonte: http://g1.globo.com/pop-arte/noticia/2015/10 – Pop & Arte – Da France Presse – 14/10/2015)

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