Norman Lloyd, ator, produtor e diretor norte-americano, cuja carreira de mais de 80 anos inclui colaborações com lendas do cinema como Charlie Chaplin e Orson Welles

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Ator de Sociedade dos Poetas Mortos

A carreira do artista foi marcada por colaborações com Alfred Hitchcock, Charlie Chaplin e mais

 

Norman Lloyd (1914-2021), colaborou com lendas do cinema como Charles Chaplin e Alfred Hitchcock. (© Divulgação/United Artists)

 

Norman Lloyd (Nova Jersey, 8 de novembro de 1914 – Los Angeles, Califórnia, 11 de maio de 2021), ator, produtor e diretor norte-americano, cuja carreira de mais de 80 anos inclui colaborações com lendas do cinema como Charlie Chaplin e Orson Welles.

 

Nascido Norman Perlmutter em 1914, nos EUA, Norman Lloyd era considerado o ator com a carreira mais longa em Hollywood, cantava e dançava desde os 9 anos de idade. Após largar a faculdade, ele se envolveu nas atividades teatrais de Nova York e estreou na Broadway aos 20 anos.

 

Nos anos 1930, Lloyd colaborou com Orson Welles e acompanhou o Mercury Theater. Na década seguinte, estreou nos cinemas com Sabotador (1942), de Alfred Hitchcock, com quem trabalhou novamente em Quando Fala o Coração (1945).

 

O ator era uma parte da história do entretenimento nos Estados Unidos. Com seu modo erudita, adorava entreter o público com histórias de suas partidas de tênis com Chaplin, sua amizade com Gregory Peck e Alfred Hitchcock, o trabalho com o diretor francês Jean Renoir e a atriz Ingrid Bergman, e sobre dar a Stanley Kubrick um de seus primeiros empregos no cinema.

 

O ator era uma parte da história de Hollywood. Ele adorava entreter colegas e o público de festivais com histórias de suas partidas de tênis com Chaplin, sua amizade com Alfred Hitchcock, o trabalho com o diretor francês Jean Renoir, a beleza da atriz Ingrid Bergman, e sobre com deu a Stanley Kubrick um de seus primeiros empregos na TV.

 

Lloyd começou a se destacar como ator na conhecida Mercury Theatre, companhia de teatro fundada em 1937 pelo ator e diretor Orson Welles. Ele chegou a ser convidado a estrear no cinema em “Cidadão Kane” (1941), primeiro filme dirigido por Welles, mas recusou. Em vez disso, chegou às telas como o personagem-título de “Sabotador”, filme de espionagem dirigido pelo mestre Hitchcock em 1942, onde representou uma cena icônica, ao pular da Estátua da Liberdade no clímax da história.

 

Ele foi outro vilão logo em seguida, em “Amor à Terra” (1945), co-escrito pelo lendário escritor William Faulkner e dirigido por Jean Renoir. Ainda voltou a trabalhar com Hitchcock no clássico noir “Quando Fala o Coração” (Spellbound, 1945), vivendo um paciente na clínica psiquiátrica de Ingrid Bergman. Também foi um soldado no célebre drama de guerra “Um Passeio ao Sol” (1945), de Lewis Milestone (1895–1980). E isso apenas em 1945.

 

Nos anos seguintes, foi dirigido por outros mestres do cinema, como Jules Dassin (“Uma Carta para Eva”, 1946), Anthony Mann (“A Sombra da Guilhotina”, 1949), Jacques Tourneur (1904-1977), (“O Gavião e a Flecha”), Joseph Losey (“O Maldito”, 1951), Richard Brooks (“O Milagre do Quadro”, 1951) e, claro, Chaplin. Ele interpretou um coreógrafo em “Luzes da Ribalta” (1952), o segundo longa falado de Chaplin.

 

Inquieto, Lloyd não queria apenas atuar. Depois de participar de mais um filme dirigido por Lewis Milestone, “O Pintor de Almas” (1948), convenceu o cineasta a contratá-lo como assistente de produção, vindo a trabalhar nos bastidores de dois filmes do diretor, “Arco do Triunfo” (1948) e “O Vale da Ternura” (1949).

 

Ao migrar para a TV nos anos 1950, decidiu começar a dirigir. Mas se sentia inseguro na nova função. Por isso, convocou um jovem estagiário para virar diretor de segunda unidade e ajudá-lo a gravar uma minissérie sobre Abraham Lincoln. O rapaz se chamava Stanley Kubrick.

 

Depois disso, ele foi atrás de outro diretor amigo, Alfred Hichcock, para entrar na equipe da série que levava o nome do cineasta. Lloyd acabou virando produtor de “Alfred Hitchcock Apresenta”. Não só isso. Ele dirigiu 19 episódios da série de suspense, consolidando sua carreira de diretor de TV, que se estendeu até os anos 1980.

 

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Lloyd também foi o showrunner da série “Alfred Hitchcock Hour” nos anos 1960 e chegou a desenvolver a produção de um filme do diretor, “Short Night”, que Hitchcock filmaria após “Trama Macabra” (1976), mas uma piora na saúde do cineasta nunca permitiu que o projeto saísse do papel. Hitchcock morreu em 1980.

 

Paralelamente a seus trabalhos atrás das câmeras, Lloyd continuou atuando em séries e filmes.

 

Entre os trabalhos de Lloyd no cinema estão o longa “A Época da Inocência”, de Martin Scorsese em 1993, e o papel de diretor do colégio ao lado de Robin Williams no filme de 1989 “Sociedade dos Poetas Mortos”.

 

Na TV, pareceu em “Galeria do Terror”, “Kojak”, “O Homem da Máfia” e “Jornada nas Estrelas: A Próxima Geração”, além de ter integrado o elenco central da série médica “St. Elsewhere”, responsável por popularizar Denzel Washington. No papel do Dr. Daniel Auschlander, Lloyd participou de todas as seis temporadas da atração, exibidas entre 1982 e 1988.

 

No cinema, continuou colecionando grandes filmes e cineastas maiores, vivendo um médico no terror “As Duas Vidas de Audrey Rose” (1977), de Robert Wise, o diretor da escola do cultuadíssimo “A Sociedade dos Poetas Mortos” (1990), de Peter Weir, o dono de uma firma jurídica em “A Época da Inocência” (1993), de Martin Scorsese, etc. Até se despedir das telas com uma participação em “Descompensada”, de Judd Apatow, em 2015.

 

Apesar dessa carreira tão ilustre, Norman Lloyd nunca virou um astro do primeiro time, tanto que um documentário de 2007 sobre sua vida chegou às telas com o título de “Who Is Norman Lloyd?” (Quem é Norman Lloyd).

 

Entre outros destaques da carreira de Lloyd está Luzes da Ribalta (1952), em que contracenou com Charlie Chaplin e St. Elsewhere (1982), na qual atuou por seis temporadas. Lloyd também ficou marcado pelo papel do diretor do colégio de Sociedade dos Poetas Mortos (1989).

 

No documentário de 2007 “Who Is Norman Lloyd”, o produtor de televisão Tom Fontana, que trabalhou com ele na série televisiva “St. Elsewhere”, descreveu Lloyd como uma combinação entre Peter Pan e o Pai do Tempo.

 

Sua última aparição no cinema como ator foi na comédia de 2015 “Descompensada”, com Amy Schumer e dirigida por Judd Apatow.

 

Norman Lloyd faleceu dormindo aos 106 anos de idade, em sua casa em Los Angeles.

A Variety diz que o amigo e colega produtor Dean Hargrove confirmou a morte, afirmando que Lloyd morreu na terça-feira em sua casa em Los Angeles. A Deadline Hollywood diz que Lloyd morreu dormindo.

“Lloyd acendia cada momento em que estivesse presente”, escreveu Apatow na Vanity Fair à época.

(Fonte: https://www.msn.com/pt-br/entretenimento/famosos – ENTRETENIMENTO / FAMOSOS / Por Bill Trott / LOS ANGELES (Reuters) – ISTOÉ GENTE / fornecido por Microsoft News – 11/05/2021)

(Fonte: https://www.msn.com/pt-br/cinema/noticias – ENTRETENIMENTO / CINEMA / NOTÍCIAS / por Pipoca Moderna / fornecido por Microsoft News – 12/05/2021)

(Fonte: https://rollingstone.uol.com.br/noticia – NOTÍCIA / por JULIA HARUMI MORITA – 12/05/2021)

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