Naná Vasconcelos, um dos maiores percussionistas do mundo e o mais revolucionário no gênero da história da música do Brasil

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Lenda da percussão brasileira

Percussionista Naná Vasconcelos  | (Foto: Reprodução / CP)

Percussionista Naná Vasconcelos | (Foto: Reprodução / CP)

Naná Vasconcelos (Recife, Pernambuco, 2 de agosto de 1944 – 9 de março de 2016), um dos maiores percussionistas do mundo e o mais revolucionário no gênero da história da música do Brasil

Nascido no Recife, Pernambuco, a 2 de agosto de 1944, Naná Vasconcelos tocava múltiplos instrumentos, do berimbau à queixada de burro. Durante a sua longa carreira, tocou ou gravou com músicos como Milton Nascimento, Caetano Veloso, Gilberto Gil, Egberto Gismonti, Joyce ou Marisa Monte, no Brasil, e com nomes como B.B. King, Paul Simon, Talking Heads, Nigel Kennedy ou gigantes do jazz como Miles Davis, Don Cherry, Pat Metheny, Art Blakey Jan Garbarek, Tony Williams, Gato Barbieri ou Jean-Luc Ponty, durante os anos que passou nos Estados Unidos e na Europa. Atuou várias vezes em Portugal, a solo ou acompanhando outros músicos.

Naná Vasconcelos (o apelido ganhou-o da avó), de seu verdadeiro nome Juvenal de Holanda Vasconcelos, tinha sido internado no hospital Unimed III, no Recife, na sequência de complicações relacionadas com um cancro do pulmão, que lhe foi diagnosticado em 2015. 

O percussionista Naná Vasconcelos durante Festa de Carnaval no Marco Zero na cidade do Recife (PE), no dia 5 de fevereiro de 2016 (Foto: Pablo Kennedy/Futura Press/Estadão Conteúdo)

O percussionista Naná Vasconcelos durante Festa de Carnaval no Marco Zero na cidade do Recife (PE), no dia 5 de fevereiro de 2016 (Foto: Pablo Kennedy/Futura Press/Estadão Conteúdo)

Vida e obra
Apelidado de Naná pela avó, a música sempre foi a mola propulsora de Juvenal de Holanda Vasconcelos. Ele não media palavras para descrever seu amor e conexão com ela. Era como se a música fosse a energia, a batida, que movia o coração do percursionista.

No ano de 1960, Naná deixou o Recife e foi morar no Rio de Janeiro, onde gravou dois discos com Milton Nascimento. Com o cantor Geraldo Azevedo, viajou para São Paulo para participar do Quarteto Livro, que acompanhou Geraldo Vandré no icônico Festival da Canção.

Naná comandando ensaio de maracatu para o carnaval (Foto: Thays Estarque/ G1)

Naná comandando ensaio de maracatu para
o carnaval (Foto: Thays Estarque/ G1)

 

A obra de Naná foi propagada e respeitada dentro e fora do Brasil. Ele fez parte do grupo Jazz Codona, com o qual lançou três discos. Chegou a gravar com B.B King, com o violinista francês Jean-Luc Ponty e com a banda Talking Heads, liderada por David Byrne, um dos grupos precursores do movimento “new wave”. Nacionalmente, ele participou de álbuns de Milton Nascimento, Caetano Veloso, Marisa Monte e Mundo Livre S/A.

O pernambucano também fez trilhas sonoras para filmes nacionais e norte-americanos. Foi eleito oito vezes, por revistas especializadas em música nos Estados Unidos, como o melhor percussionista do mundo.

Em contraponto, por sempre acreditar que a música podia transformar e melhorar a vida das pessoas, também era um humanitário nato. Naná foi responsável por criar diversos projetos sociais como o “Língua Mãe”, que reuniu crianças de três continentes: América do Sul, Europa e África. Naná também defendia levar a música para dentro das comunidades carentes do Recife como forma de incentivo à educação e cultura.

Há 15 anos, a abertura do carnaval do Recife seguia sob o comando firme e talentoso de Naná. Com 12 maracatus, 600 batuqueiros e o coral Voz Nagô, o marco ocorria sempre na sexta-feira de carnaval, levando magia e beleza para a multidão de foliões. Um espetáculo que só a criatividade de Naná e a força do carnaval pernambucano podiam criar.

Naná Vasconcelos com Elba Ramalho no carnaval do Recife (Foto: Aldo Carneiro/Pernambuco Press)

Naná Vasconcelos com Elba Ramalho no carnaval do Recife (Foto: Aldo Carneiro/Pernambuco Press)

Naná Vasconcelos morreu no Hospital da Unimed, no Recife, em 9 de março de 2016, aos 71 anos, vítima de cancro.

(Fonte: http://www.publico.pt/culturaipsilon/noticia – CULTURA ÍPSILON/ Por NUNO PACHECO – 09/03/2016)

(Fonte: http://g1.globo.com/pernambuco/noticia/2016/03 – PERNAMBUCO – Thays Estarque Do G1 PE –09/03/2016)

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