Michael Hertz, designer americano, foi o homem que projetou o famoso mapa do sistema de metrô de Nova York

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Foi o criador do mapa de metrô de Nova York

 

 

Michael Hertz, o terceiro da esquerda para à direita, sentado, e a equipe responsável por desenvolver o mapa do metrô de Nova York – (Photo Communications Co via The New York Times)

 

 

 

Em 1979, empresa de Michael Hertz desenhou modelo que serve de base até hoje

 

 

Michael Herz (Brooklyn, Nova York, 1º de agosto de 1932 – East Meadow, Nova York, 18 de fevereiro de 2020), designer e empresário, foi o homem que projetou o famoso mapa do sistema de metrô de Nova York, cuja empresa de design produziu um dos mapas mais consultados da história da humanidade, o gráfico de linhas curvas que os usuários do metrô de Nova York espiam por cima dos ombros um do outro para descobrir qual estação querem.

 

 

Na década de 1970, sua empresa, Michael Hertz Associates, foi contratada por autoridades de transporte da cidade para redesenhar o mapa antigo. Na época, o crime estava em ascensão e o número de passageiros no metrô estava em seu nível mais baixo desde o final da década de 1910. Poucos turistas viajavam de trem para ver os pontos turísticos.

 

 

Sua equipe acrescentou ruas, reformulou parques, distorceu os bairros e reformou e deu curvas às linhas de trem que serpenteavam. Nascido no bairro do Brooklyn em Nova York, Hertz ajudou anteriormente a criar mapas de trânsito para Houston e Washington DC antes de iniciar o projeto de Nova York para a Autoridade de Transporte Metropolitano da cidade (MTA).

 

 

Em um esforço para remover algumas das linhas retas que não eram apreciadas pelos passageiros, Hertz contratou um designer japonês que percorria todas as linhas do metrô com os olhos fechados, para que ele pudesse descrever melhor as curvas nas ferrovias. O mapa que Hertz estreou em 1979 foi modificado por sua empresa várias vezes, mas o design básico permanece.

 

 

Michael Edward Hertz nasceu em 1º de agosto de 1932, no Brooklyn, filho de Abraham e Jean (Gittleman) Hertz. Ele cresceu no Brooklyn e no Queens, e se formou em Belas Artes pela Queens College em 1954, depois serviu o Exército por dois anos.

 

 

Ele trabalhou para a Walt Disney Co. como diretor de arte para publicidade de filmes por uma década antes de abrir sua própria empresa no final da década de 1960. Ele trabalhou nos mapas de trânsito das cidades de Houston e Washington, mapas dos vários bairros da cidade de Nova York, mapas e guias de aeroportos, e muito mais.

 

 

Em meados da década de 1970, a Metropolitan Transportation Authority –a autoridade de transportes metropolitanos– deu à empresa de Hertz, Michael Hertz Associates, a tarefa de criar um mapa do sistema de metrô da cidade de Nova York que ajudaria os usuários a entender o monstro com muitos tentáculos.

Já havia um mapa do sistema (ou “diagrama”, como alguns preferiam chamá-lo), uma coisa modernista colorida criada pelo designer italiano Massimo Vignelli e introduzida em 1972. Ele era divertido de se olhar –o Museu de Arte Moderna de Nova York tem essa versão em sua coleção–, mas poucos usuários gostavam dele, em parte porque no mapa de Vignelli o subterrâneo não correspondia à superfície.

 

 

“Era a década de 1970”, disse Arline L. Bronzaft, psicóloga que trabalhou no mapa substituto de Hertz, ao jornal Newsday em 2004. “As pessoas tinham medo de ir ao metrô. Queríamos que as pessoas usassem o mapa para ver os pontos turísticos de Nova York.”

 

O mapa que a empresa de Hertz criou incluía ruas, bairros e outros pontos de referência na superfície. E ele descrevia a cidade e seus elementos exclusivos, como o Central Park, e as vias fluviais de uma maneira que refletia mais a realidade –o parque não era quadrado, como no mapa anterior, e a água não era bege.

 

 

O novo mapa foi um trabalho em equipe. Um comitê da MTA, chefiado por John Tauranac, estudou vários projetos e reuniu informações. Um pintor e designer japonês que trabalhava para a Hertz, Nobuyuki Siraisi, percorreu todas as linhas do metrô com os olhos fechados, para que pudesse sentir melhor as curvas nas rotas. (Uma das reclamações sobre o diagrama de Vignelli era que ele era composto inteiramente por linhas retas.)

O mapa do metrô de Nova York – (MTA via The New York Times)

Ao longo dos anos, houve algumas críticas sobre quem merece crédito pelo mapa de 1979, com objeções de Hertz sempre que Tauranac era identificado como “designer-chefe” ou por um título semelhante.
“Tivemos carreiras paralelas”, disse Hertz ao The New York Times em 2012. “Eu desenho mapas de metrô, e ele afirma desenhar mapas de metrô”.

 

Em 2004, o Newsday, jornal de Long Island, perguntou a Tom Kelly, então porta-voz da MTA, sobre quem fez o quê.

 

“A melhor coisa que eu provavelmente poderia lhe dizer é citar minha santa mãe: ‘O sucesso tem muitos pais'”, disse Kelly. “Isso não deprecia qualquer trabalho que alguém tenha feito no mapa. Mas, honestamente, foi Mike Hertz que fez todo o design básico e a implementação dele. Com toda a justiça, o pai deste mapa, no que nos diz respeito, é Mike Hertz.”

 

Uma coisa é certa: o mapa que ele e sua equipe criaram tinha capacidade de longevidade. Ele foi aprimorado, atualizado e alterado ao longo dos anos. Uma reformulação substancial foi realizada por Hertz em 1998. Mas o conceito central desenvolvido em 1979 permanece.

 

“Na comunidade dos mapas de trânsito, Mike se destacava”, disse Charles Gordanier, funcionário da MTA que hoje supervisiona o mapa, por email. “Todos os nova-iorquinos têm em suas mentes uma imagem do mapa do metrô de Mike.”

Para o mapa da MTA, ele disse ao site de notícias Gothamist em 2007 que a equipe enfrentou muito obstáculos no início.

 

“Talvez o maior obstáculos tenha sido o fato de que o novo mapa teria que se encaixar nas molduras existentes em todos os vagões do metrô”, disse Hertz. Como a cidade é mais comprida e mais estreita do que Vignelli havia desenhado, acrescentou, a equipe teve que “amassar, dobrar e apertar o mapa para caber na moldura já existente”.

 

Uma inovação, disse ele, foi a ideia de que eles poderiam distorcer um pouco o mapa.

 

“Percebemos que poderíamos adequar as áreas menores da cidade para dar mais espaço a áreas congestionadas como Lower Manhattan e o centro do Brooklyn, sem prejudicar muito o sentido geral da geografia da cidade”, disse ele.

 

A equipe testou projetos preliminares com usuários reais do metrô. Hertz acreditava que o resultado tinha sido um sucesso. “Continua sendo o equilíbrio certo entre informações e clareza gráfica”, disse ele ao The Times em 2010.

 

Ele queria especialmente que o mapa fosse compreensível para turistas e outros usuários inexperientes.

 

Ele disse ao The Times em 2004: “Ainda sinto prazer em uma estação de metrô quando vejo algum turista olhando o mapa”.

Michael Herz faleceu em 18 de fevereiro em East Meadow, Nova York. Ele tinha 87 anos.

 

Seu filho Eugene anunciou a morte, no Centro Médico da Universidade de Nassau, mas não informou a causa. Hertz também morava em East Meadow, em Long Island.

(Fonte: https://www.bbc.com/news – NOTÍCIAS / MUNDO / US & Canada – 25/02/2020)

(Fonte: https://www1.folha.uol.com.br/mundo/2020/02 – MUNDO / Por Neil Genzlinger – NOVA YORK | THE NEW YORK TIMES – 25.fev.2020)

Tradução de AGFox

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