Max Mosley, ex-chefe do organismo que comanda a Fórmula 1, foi ex-presidente da FIA (Federação Internacional de Automobilismo) de 1993 a 2009

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Ex-chefe da Fórmula 1 teve gestão na Federação Internacional de Automobilismo recheada de polêmicas, mas também foi responsável por melhorar a segurança na F1

 

 

Max Mosley presidente FIA 1993 – 2009 — (Foto: Getty Images)

Inglês foi piloto de corrida, dono de equipe e advogado antes de se tornar presidente da Federação Internacional de Automobilismo

 

Junto com Ecclestone, ele comandou o esporte desde a fase amadorística

 

Max Rufus Mosley (Londres, 13 de abril de 1940 — Londres, 23 de maio de 2021), ex-chefe do organismo que comanda a Fórmula 1, foi ex-presidente da FIA (Federação Internacional de Automobilismo) de 1993 a 2009.

 

Filho mais novo de Oswald Mosley, líder do movimento fascista britânico nos anos 1930, Mosley foi piloto de corrida, dono de equipe e advogado antes de se tornar presidente da Federação Internacional de Automobilismo (FIA) em 1993. Ele venceu um processo de grande repercussão contra o News of the World em 2008 depois que o jornal disse que ele participou de uma “orgia nazista doentia”.

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Mais tarde, ele deu apoio financeiro aos custos legais de requerentes de processos de escutas telefônicas de jornais. Mosley, educado em Oxford, e Ecclestone, filho de um piloto de traineira, forjaram uma aliança estreita. Juntos, eles formaram uma dupla que comandou o esporte de seu início amadorístico ao negócio de 1 bilhão de dólares que se tornou, ao mesmo tempo em que impulsionaram medidas de segurança muito necessárias.

Figura controversa

Uma das figuras mais controversas da Fórmula 1, Max Rufus Mosley era advogado de formação. O britânico era um dos donos da equipe March – o “M” vem do nome Max – além de ter tido participação na consolidação da associação das equipes (Foca), quando desenvolveu relação próxima de Bernie Ecclestone. Foi presidente da Federação Internacional de Automobilismo (FIA) por 15 anos, mas caiu após se envolver num escândalo sexual.
Junto a Ecclestone, Max foi o artífice do primeiro Pacto de Concórdia, documento que passou a reger os aspectos comerciais da categoria junto à Federação Internacional de Automobilismo. Em 1982, o inglês se afastou do automobilismo para voltar à política, mas retornou às corridas quatro anos depois, como presidente da comissão de fabricantes da Fisa, braço esportivo da FIA.

Depois do controverso acidente provocado por Alain Prost com Ayrton Senna no GP do Japão de 1989, Mosley viu a oportunidade de crescer ainda mais. Criticando duramente o presidente da FIA (e da Fisa), Jean-Marie Balestre, pela sua atuação no episódio, favorecendo o compatriota Prost, Mosley se candidatou ao comando do braço esportivo em 1991 e venceu. Dois anos depois, trabalhou para Balestre renunciar em seu favor no comando geral da FIA, e conseguiu. Mosley passou à presidência.

Max Mosley ao lado de Bernie Ecclestone em 2003 — (Foto: Getty Images)

Mosley enfrentou um momento difícil logo em 1994, com os acidentes fatais de Roland Ratzenberger e Ayrton Senna. Adotou medidas de segurança emergenciais e implementou padrões ainda mais rígidos nos autódromos e carros. Esse é considerado pelos críticos seu grande legado no automobilismo, pois apenas em 2014 a F1 teve outra fatalidade, com Jules Bianchi. Por outro lado, os detratores dessa política de Mosley disseram que as pistas da F1 ficaram artificiais demais.
Nos anos seguintes, a atuação de Mosley passaria a ser muito criticada pelo fato de ele ter permitido que Bernie Ecclestone assumisse toda a parte comercial da Fórmula 1. Chefe da McLaren, Ron Dennis sempre foi um dos grandes inimigos de Max e criticava para quem pudesse ouvir a proximidade de relação entre Mosley e Bernie. Apesar disso, com os votos das federações nacionais, Max continuava se reelegendo à presidência da FIA…
A última década de Max na F1 foi ainda mais tensa. O inglês publicamente defendia que a categoria tivesse como principal papel o desenvolvimento de tecnologias para carros de rua. Além disso, Mosley queria uma redução severa dos orçamentos das equipes. Estas, com grande participação de montadoras como BMW, Toyota, Mercedes e Honda, fundaram uma nova associação de equipes (Fota) e partiram para o confronto por julgarem que as posições de Mosley eram autoritárias.
Só que em 2008, tudo mudou com o vazamento de imagens de Mosley participando de uma orgia de temática supostamente nazista. No vídeo, amplamente divulgado na Inglaterra, cinco mulheres, todas prostitutas contratadas por Mosley, faziam supostas referências nazistas. Max admitiu participação na orgia mas negou que o conteúdo fizesse referência ao nazismo. Como a família de Mosley sempre foi acusada de defender o nazismo, foi impossível para Max se sustentar no cargo.
Diante das já proeminentes pressões por parte dos adversários políticos e da opinião pública mundial, Mosley viu sua reputação ruir definitivamente. Em 2009, o advogado deixou a presidência da FIA e deu lugar ao francês Jean Todt, que segue no cargo até hoje. Ainda em 2020, Mosley será o personagem de um documentário sobre sua controversa trajetória.

Max Mosley faleceu aos 81 anos depois de sofrer de câncer, em 23 de maio de 2021, em sua casa em Chelsea, bairro de Londres.

Bernie Ecclestone, seu velho amigo e aliado no automobilismo, prestou sua homenagem. “Fomos como irmãos durante uns 50 anos”, disse Ecclestone, de 90 anos, à Reuters por telefone de Ibiza. “Melhor ele ter ido do que sofrer como estava sofrendo.”

(Fonte: https://globoesporte.globo.com/motor/formula-1/noticia – MOTOR / FÓRMULA 1 / NOTÍCIA / Por Redação ge — Rio de Janeiro – 24/05/2021)

(Fonte: https://www.terra.com.br/esportes – ESPORTES / por Alan Baldwin / Reuters – 24 mai 2021)

Reuters – Esta publicação inclusive informação e dados são de propriedade intelectual de Reuters.

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