Lourival de Souza Serra, o Mestre Louro, o ex-mestre de bateria da Porto da Pedra.

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Mestre Louro comandou a bateria do Salgueiro por cerca de 30 anos.

Lourival de Souza Serra (Rio de Janeiro, 1950 – Rio de Janeiro, 14 de março de 2008), o Mestre Louro, o ex-mestre de bateria da Porto da Pedra.

Nascido no morro do Salgueiro, filho de Iracy Serra, um dos fundadores da escola, e de Dona Fia, Louro comandou a bateria do Salgueiro por mais de 30 anos. Após sua saída do Salgueiro em 2003, Louro comandou a bateria da Caprichosos de Pilares. Há dois anos estava à frente da bateria da Unidos do Porto da Pedra.

Perfil

A trajetória de Mestre Louro é repleta de fatos curiosos. O primeiro deles é que, quando criança, ele era o único dos sete filhos de Ioiô e Dona Fia que não apreciava o Carnaval.
O pai dele foi compositor e um dos fundadores do Salgueiro. A mãe costumava desfilar na ala das baianas. Um dos irmãos, Francisco de Souza Serra, o Chiquinho, participou com Mussum e outros músicos da formação do grupo Originais do Samba, em 1961. Outro irmão, Almir Guineto, é considerado o “rei do pagode”.

Dos 35 carnavais de que participou, que lhe renderam mais de 200 prêmios, ele sempre se recordava com carinho especial do de 1993. Neste ano, além do título de campeã do grupo especial com o enredo “Peguei um Ita no Norte”, o Salgueiro deixou para a posteridade versos inesquecíveis como “Explode coração/Na maior felicidade/ É lindo meu Salgueiro/ Contagiando e sacudindo esta cidade”.

Outro ano marcante para Mestre Louro foi 1984. Nesta ocasião, pouco antes do Carnaval, ele foi deposto do comando da bateria da agremiação. Sem se abalar, saiu tocando tamborim, e acabou sendo condecorado com dois prêmios: melhor ritmista e personalidade masculina.

Após ser afastado novamente, em 2003, o mestre-de-bateria pensou em se afastar do mundo do carnaval. Quando foi convidado pelo presidente da Caprichosos, Paulo de Almeida, para reforçar a escola de Pilares relutou em aceitar a proposta e deu algum trabalho para ser convencido.

Apesar da paixão e do talento, o instrumentista nunca abandonou o trabalho na Comlurb por causa do samba. Ele ingressou na empresa, na qual trabalhava na parte de fiscalização, na mesma época em que começou a comandar a bateria do Salgueiro, em 1972. Mestre Louro morreu no dia 14 de março de 2008, aos 58 anos, Rio de Janeiro.

(Fonte: www.odia.terra.com.br – Carnaval – 14/3/2008)
(Fonte: Zero Hora – Ano 44 – N° 15.538 – 15 de março de 2008 – Memória – Pág; 45)

* Confira a trajetória do sambista contada por ele mesmo

“Já estou trilhando o caminho do samba há 38 anos. Minha família é toda de ritmistas e observando-os a tocar aprendi um instrumento, o pandeiro e depois a cuíca. Aos 12 anos iniciei na escola azul e branca do morro do Salgueiro. Em seguida fui para o Salgueiro onde iniciei na ala moleketu, mas a curiosidade me levou a aprender outros instrumentos e ingressei na bateria em 72. Comecei como auxiliar e passei a mestre em 78.

Nesta época, tive a satisfação de trabalhar com Almir Guineto, Mané Perigoso, Arengueira, Bira, e fiquei no Salgueiro até 2003. Quando sai passei pela Caprichosos de Pilares onde fiquei dois anos. Depois fui jurado no concurso mirim da Rede Globo e desde 2007 estou na Porto da Pedra.

Tenho boas lembranças dos mestres Marçal e André e atualmente tenho admiração pelos companheiros Ciça, Odilon, Mug. As baterias atuais têm boa cadência e são centralizadas, porém cada uma tem sua caracteristica”

A entrevista foi concedida ao site www.sambaenosso.com.br

O sambista nasceu no Morro do Salgueiro, na Zona Norte do Rio, e era filho de Iracy Serra, um dos fundadores da escola de samba, e de Dona Fila. Ele comandou a bateria da agremiação da Tijuca por cerca de 30 anos, deixando a escola em 2003. Mestre Louro também era irmão do compositor Almir Guineto.

Mestre Louro esteve à frente da bateria da Caprichosos de Pilares em 2005 e 2006. E há dois anos estava na Porto da Pedra, onde conquistou, este ano, o Estandarte de Ouro como Personalidade do carnaval. Mestre Marcão, discípulo dele e atual mestre de bateria do Salgueiro, agradeceu os ensinamentos do professor, ao receber o Estandarte de Ouro de Bateria.

Ele foi um dos campeões de títulos do carnaval. Personalidade do carnaval em 1992, levou o Estandarte de Ouro como mestre de bateria do Salgueiro nos anos de 1984, 1993, 1998, 2000 e 2003. Estava na mesma escola, como diretor de bateria, quando a agremiação ganhou o estandarte de melhor bateria nos anos de 1973 e 1975.

Mestre Louro também foi homenageado pela Porto da Pedra com o título de Mestre de Honra da Bateria, na semana passada.

(Fonte: www.g1.globo.com – 14/03/08)

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