Laís de Souza, foi pianista notável, uma das mais importantes intérpretes da música de concerto brasileira e integrante da Academia Brasileira de Música, instituição fundada por Heitor Villa-Lobos

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Laís de Souza, pianista referência da música de concerto brasileira

Integrante da Academia Brasileira de Música, artista teve carreira internacional e foi uma das principais intérpretes da obra de Camargo Guarnieri.

A pianista Laís de Souza realizou gravações históricas e levou a música brasileira a palcos de diferentes partes do mundo

Laís de Souza, pianista referência da música de concerto brasileira — Foto: Divulgação

 

 

Laís de Souza Brasil (nascida no Rio de Janeiro, em 1933 — faleceu em 18 de junho de 2026 no Rio de Janeiro), foi pianista brasileira referência da música clássica, uma das mais importantes intérpretes da música de concerto brasileira e integrante da Academia Brasileira de Música.

Com uma trajetória profundamente ligada à música brasileira, ela foi referência na interpretação e divulgação desse repertório e, em especial, da música de Camargo Guarnieri.

Com uma carreira de sete décadas dedicada à música de concerto, Laís levou composições brasileiras a palcos de diferentes países, com destaque para apresentações na Europa, nos Estados Unidos e na América Latina.

Com uma trajetória artística de mais de sete décadas, Laís dedicou a vida à divulgação da música brasileira em palcos nacionais e internacionais. Reconhecida pela excelência técnica e pela defesa do repertório nacional, levou obras de compositores brasileiros a importantes centros musicais da Europa, dos Estados Unidos e da América Latina.

Nascida no Rio de Janeiro, em 1933, a pianista revelou seu talento ainda na infância. Aos sete anos, já se apresentava como solista. Formou-se com Medalha de Ouro pela então Escola Nacional de Música e, posteriormente, aperfeiçoou seus estudos em Viena, na Áustria, e em Milão, na Itália, consolidando uma carreira de projeção internacional.

Ao longo da trajetória, recebeu importantes premiações dentro e fora do Brasil. Entre elas está o Harriet Cohen International Award, concedido em Londres e considerado uma das mais prestigiadas distinções da música clássica do século XX. Também foi laureada nos tradicionais concursos internacionais de Bolzano e Vercelli, na Itália, além de conquistar o primeiro lugar em todos os concursos nacionais dos quais participou.

Como solista, apresentou-se ao lado de importantes orquestras brasileiras e estrangeiras, recebendo reconhecimento da crítica especializada em diversos países. Sua atuação foi decisiva para a divulgação internacional da obra de compositores brasileiros como Heitor Villa-Lobos, Francisco Mignone, Ernesto Nazareth, Radamés Gnattali e Camargo Guarnieri.

A relação artística com Guarnieri marcou de forma especial sua carreira. Considerada uma das principais intérpretes da obra do compositor, recebeu dele a dedicatória de peças fundamentais, entre elas a Sonata para Piano e o Concerto nº 5 para Piano e Orquestra. Laís também realizou gravações consideradas históricas, incluindo o ciclo completo dos 50 Ponteios, registro que se tornou referência para estudiosos e intérpretes da música brasileira.

Entre os momentos de destaque da carreira está ainda a estreia, no Brasil, da obra “Os Quatro Temperamentos”, de Paul Hindemith. Posteriormente, a pianista voltaria a interpretar a composição sob a regência do próprio compositor.

Além da atividade como concertista, Laís de Souza Brasil atuou como pesquisadora, conferencista, autora de ensaios e jurada de concursos nacionais e internacionais. Como membro da Academia Brasileira de Música, instituição fundada por Heitor Villa-Lobos, manteve intensa participação na vida cultural brasileira até os últimos anos.

Laís de Souza Brasil morreu aos 93 anos no Rio de Janeiro. Segundo comunicado divulgado pela família na quarta-feira (24), ela faleceu em 18 de junho de 2026, “cercada pelo carinho de familiares e amigos”.

Em nota, a família destacou a dedicação da pianista à arte e à cultura brasileira. “A música não foi apenas sua profissão, mas sua missão de vida. Seu legado seguirá vivo em cada gravação, concerto e memória que ajudou a construir ao longo de décadas”, afirmou.

(Direitos autorais reservados: https://g1.globo.com/rj/rio-de-janeiro/noticia/2026/06/24 — Globo Notícias/ RIO DE JANEIRO/ NOTÍCIA/ Por g1 Rio — 24/06/2026)

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