Josephine Jacobsen, ex-poetisa laureada
Foto cedida pela Biblioteca do Congresso.
Josephine Jacobsen (nasceu em 19 de agosto de 1908, em Cobourg, Canadá – faleceu em 9 de julho de 2003, em Cockeysville, Maryland), foi poetisa, contista e crítica literária que ocupou o cargo que mais tarde se tornou o de poetisa laureada nacional.
Ela foi consultora de poesia da Biblioteca do Congresso de 1971 a 1973; o título foi alterado para consultora de poesia para poetas laureados em 1986, mesmo ano em que Robert Penn Warren foi agraciado com o cargo. O nome da Sra. Josephine consta na lista de homenageados dos poetas laureados nacionais, com data retroativa a 1937, quando o cargo de consultor foi criado.
Ao longo de mais de 80 anos, sua escrita entrelaçou as tensões físicas e espirituais da experiência humana. Coletâneas de seus poemas e prosa foram publicadas recentemente, há apenas três anos.
O primeiro poema da Sra. Jacobsen foi publicado em uma revista infantil quando ela tinha 10 anos, mas ela só alcançou reconhecimento generalizado aos 60 e 70 anos. Durante todo esse tempo, seus trabalhos apareceram em quase todos os periódicos literários ou universitários que publicavam poesia, bem como em publicações como The New Yorker e The New York Times.
Ela era celebrada por sua linguagem elegante e concisa sobre uma ampla gama de tópicos e em diversas formas, que ela preenchia com imagens da natureza e dos animais. Ela explorava questões de identidade, interdependência e isolamento.
O trabalho tinha atribuições bastante flexíveis, que incluíam aconselhar a biblioteca sobre suas coleções literárias, convidar acadêmicos e poetas a Washington para leituras, além de dar palestras e ler seus próprios trabalhos.
A Sra. Josephine, nascida Josephine Winder Boylan em Cobourg, Ontário, foi levada para os Estados Unidos quando tinha 3 meses de idade. Educada em escola particular, ela se formou na Roland Park Country School em Baltimore em 1926 e, em 1932, casou-se com Eric Jacobsen.
Essa faceta de sua personalidade veio à tona em 1971, quando Lawrence Quincy Mumford, o bibliotecário do Congresso, a nomeou consultora em poesia. Ela foi apenas a quarta mulher a receber essa honraria e a primeira em 21 anos. Seus antecessores homens incluíam Robert Frost, Conrad Aiken (1889 — 1973) e, mais recentemente, William Stafford (1914 — 1993).
O casal passava metade do ano em New Hampshire, onde o Sr. Jacobsen, um empresário, gostava de cuidar do jardim e jogar tênis, e a Sra. Josephine trabalhava em uma pequena cabana “lá embaixo das árvores”.
Ela ganhou destaque da crítica com sua primeira publicação, “Let Each Man Remember” (Kaleidograph, 1940), uma colagem de 15 sonetos de amor intercalados com poemas de amor metafísicos. O livro, que demonstrou sua aptidão para a poesia em uma forma disciplinada, foi seguido pelos versos intensamente pessoais de “The Human Climate: New Poems” (Contemporary Poetry, 1953) e “The Animal Inside” (Ohio University Press, 1966), que ampliaram seu alcance e abordaram temas como o amor e a morte.
Ela foi admitida na Academia Americana de Artes e Letras em 1994.
Entre seus livros atualmente publicados estão “Distances” (Press Alley, 1991); “In the Crevice of Time: New and Collected Poems” (Johns Hopkins University Press, 1995); “Instant of Knowing: Lectures, Criticism and Occasional Prose”, editado por Elizabeth Spires (University of Michigan Press, 2000); “On the Island: New and Selected Stories” (Ontario Review Press, 1989); e “What Goes Without Saying: Collected Stories of Josephine Jacobsen” (Johns Hopkins University Press, 2000).
Josephine faleceu na quarta-feira 9 de julho de 2003, em Cockeysville, Maryland. Ela tinha 94 anos e viveu em Maryland a maior parte de sua vida.
(Créditos autorais reservados: https://www.nytimes.com/2003/07/12/arts — New York Times/ ARTES/ por Wolfgang Saxon — 12 de julho de 2003)

