Alexei Bueno, organizou edições críticas de autores brasileiros e portugueses, como Augusto dos Anjos, Cruz e Sousa, Olavo Bilac, Álvares de Azevedo, Gonçalves Dias, Vinicius de Moraes e Luís de Camões, entre suas obras estão Lucernário (1993), Os Resistentes (2001), A Árvore Seca (2006), Anamnese (2016), Cerração (2019), O Sono dos Humildes (2021), A Noite Assediada (2022), Naquele Remoto Agora (2024) e O Irrefreável (2025)

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Poeta, crítico e tradutor Alexei Bueno

Em quatro décadas de produção, autor recebeu alguns dos principais prêmios da literatura brasileira, como Jabuti, APCA, ABL e Biblioteca Nacional

Autor com 40 anos de carreira recebeu principais prêmios da literatura brasileira

Alexei Bueno, o poeta que fez da tradição uma forma de resistência – (Crédito da fotografia: Cortesia © Copyright All Rights Reserved/ Managed/ Direitos autorais: Divulgação/ Revista Bula ®/ REPRODUÇÃO/ TODOS OS DIREITOS RESERVADOS)

 

 

Alexei Bueno (nasceu em 26 de abril de 1963, no Rio de Janeiro — faleceu em 27 de junho de 2026, no Rio de Janeiro), foi poeta, ensaísta, crítico, tradutor e editor.

Sua carreira foi reconhecida pelos principais prêmios da literatura brasileira, como duas vezes o Jabuti, APCA, Fernando Pessoa, ABL, Biblioteca Nacional, entre outros.

Nascido em 26 de abril de 1963, Alexei Bueno Finato foi daqueles escritores que não cabem direito numa palavra só. Poeta, antes de tudo. Mas também ensaísta, crítico, tradutor, editor, pesquisador, organizador de obras, curador de tradições, homem de arquivo e de combate. Não fez apenas livros. Trabalhou sobre o tecido material que permite que os livros existam, circulem, sobrevivam à negligência, à edição ruim, ao esquecimento e à moda.

Nascido no Rio de Janeiro, o autor formou-se em Letras pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), onde também estudou literatura e filologia, que influenciaram sua produção poética e ensaística. Em quatro décadas de produção, Alexei se destacou pelo rigor formal de sua obra, além do diálogo com a tradição clássica.

Seu último trabalho publicado foi A Chave Quebrada (2026). Entre suas obras estão Lucernário (1993), Os Resistentes (2001), A Árvore Seca (2006), Anamnese (2016), Cerração (2019), O Sono dos Humildes (2021), A Noite Assediada (2022), Naquele Remoto Agora (2024) e O Irrefreável (2025).

Como ensaísta, Alexei publicou obras como Uma História da Poesia Brasileira (2007) e A Escravidão na Poesia Brasileira: do Século XVII ao XXI (2022).

O autor também organizou edições críticas de autores brasileiros e portugueses, como Augusto dos Anjos, Cruz e Sousa, Olavo Bilac, Álvares de Azevedo, Gonçalves Dias, Vinicius de Moraes e Luís de Camões. Como tradutor, foi responsável por edições em português de obras de Gérard de Nerval, Edgar Allan Poe, Pablo Neruda e John Clare.

Ele foi membro do PEN Clube do Brasil e também dirigiu o Instituto Estadual do Patrimônio Cultural (INEPAC) entre 1999 e 2002, além de ter organizado exposições e publicações dedicadas à literatura, às artes e ao patrimônio cultural brasileiro.

Alexei Bueno morreu na madrugada do sábado, 27, aos 63 anos. Ele faleceu em sua casa, no Rio de Janeiro. Bueno tratava um câncer, segundo o jornal O Globo.

Secretário-geral da ABL, Antônio Carlos Secchin prestou tributo ao poeta: “Alexei foi um homem de letras e um enciclopedista como poucos: paixão pela literatura e pela arte, interesse por uma vasta gama de assuntos, conhecedor profundo de História, de Cinema, exímio tradutor, ensaísta, crítico de arte, bibliófilo. Um carioca de incontido amor pela cidade. Deixa qualificada e volumosa bibliografia, com destaque para sua produção poética, requintada e personalíssima, demonstrando grande mestria tanto na prática do verso regular quanto na do verso livre, conforme se lê no recente ‘A chave quebrada’, espécie de testamento poético e existencial do mais alto nível.”

Membro da ABL e presidente da Fundação Biblioteca Nacional (FBN), Marco Lucchesi lamentou a perda em suas redes sociais: “Profundamente entristecido com a morte de meu querido amigo Alexei Bueno. Poeta absoluto, tradutor, ensaísta, editor. Não encontro palavras suficientes ainda para lamentar essa profunda ausência”.

(Direitos autorais reservados: https://www.terra.com.br/diversao/arte-e-cultura — ENTRETÊ/ DIVERSÃO/ ARTE E CULTURA/ Por: Redação Terra — 27 jun 2026)

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