Adrián Campos, ex-piloto de Fórmula 1, dono de equipe em categorias de base e primeiro empresário do bicampeão mundial Fernando Alonso

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Ex-piloto de Fórmula 1 e dono de equipe na F2 e agente de Fernando Alonso

 

Adrián Campos foi o primeiro empresário de Fernando Alonso — (Foto: Reprodução)

 

Nome importante no automobilismo de seu país e com sucesso nas categorias de base, espanhol trabalhou com Nelsinho Piquet e Lucas di Grassi

 

 

Adrián Campos Suñer (Alzira, Espanha, 17 de junho de 1960 – 27 de janeiro de 2021), ex-piloto de Fórmula 1, dono de equipe em categorias de base e primeiro empresário do bicampeão mundial Fernando Alonso, mas se notabilizou no esporte a motor como dono de equipe nas categorias de base, como a Fórmula 2.

 

Campos correu na Fórmula 1 pela equipe Minardi. Foram 17 corridas disputadas entre 1987 e 1988, com um 14 lugar no GP da Espanha de 1987 como melhor resultado. Sem sucesso na categoria, o espanhol investiu tempo e dinheiro na criação de sua própria equipe nas categorias de base.

Na Fórmula 1, Campos disputou 17 corridas, todas com a Minardi, realizando toda a temporada de 1987 e duas corridas do Mundial do ano seguinte, nos GPs do Brasil — em Jacarepaguá — e de San Marino. Seu melhor resultado foi justamente em casa, sendo 14º lugar no GP da Espanha de 1987, então disputado no circuito de Jerez de la Frontera.

 

Em 1992, tentou entrar na F1 com o projeto da equipe Bravo, mas a morte do sócio Jean-François Mosnier encerrou a jornada, pois Campos não conseguiu levantar patrocinadores.

Nascido em Valência em 17 de julho de 1960, Campos deixou as pistas e construiu as bases da sua equipe. Em duas oportunidades, Adrián tentou fazer parte da Fórmula 1 como dono de escuderia. Em 1992, fundou a Bravo F1 em associação a Jean François Mosnier e chegou a contratar o engenheiro Nick Wirth — que se uniria à Simtek anos depois — e o piloto, também espanhol, Jordi Gené.

 

Entretanto, a morte de Mosnier impactou diretamente a empreitada de Campos, que não conseguiu recursos financeiros para colocar a equipe na Fórmula 1. Sem lugar na principal categoria do esporte a motor, Adrián trabalhou nas categorias de base com sua equipe, trabalhando com nomes como Marc Gené, António García e Fernando Alonso na antiga Fórmula Nissan, baseada na Espanha, levando o nome da Campos Racing às vitórias.

 

Campos foi também o primeiro empresário da carreira de Alonso, que teve uma carreira vitoriosa na Fórmula 1, sendo bicampeão mundial, em 2005 e 2006, correndo pela Renault.

 

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O sucesso na Fórmula Nissan, que virou depois World Series by Renault, levou Adrián Campos a expandir seu trabalho nas categorias de base atuando tanto na GP2 (hoje Fórmula 2), levando à pista nomes como Adrián Vallés, Lucas Di Grassi e Giorgio Pantano. A Campos Racing também trabalhou na Fórmula 3 Europeia e chegou a contar com pilotos como Roldán Rodriguez e o filho do ex-piloto, Adrián Campos Jr, além de contratar Natacha Gachnang.

 

Em 2009, a Fórmula 1 abriu vaga para três equipes a partir da temporada seguinte. A Campos se candidatou e conseguiu uma das vagas ofertadas, obtendo assim a licença para fazer parte da categoria. A Campos Meta, que tinha como parceira a italiana Dallara para a construção do chassi, nasceu muito por conta dos esforços de Adrián, trazendo para a equipe nomes como Toni Cuquerella, engenheiro com passagem pela BMW, e Daniele Audetto, ex-Honda.

 

Contudo, o projeto da Campos Racing foi afetado pela crise econômica que afetou o mundo naquele começo de década de 2010. José Ramón Carabante, empresário espanhol, se uniu a Campos para salvar a equipe, mas o ex-piloto optou por deixar o projeto para tocar algo por conta própria. A Campos Meta deu lugar, então, à Hispania, ou HRT, que correu na Fórmula 1 até 2012 antes de fechar as portas.

 

A Campos, com Adrián no comando, voltou à ativa em 2011, sendo uma equipe do grid da antiga AutoGP, e depois fez parte da Fórmula 2 e da Fórmula 3. Foi com a Campos que, em 2017, Lando Norris faz suas primeiras corridas na categoria de acesso à F1. Passaram pelo time pilotos como Roberto Merhi, Álex Palou — hoje competidor da Ganassi na Indy —, Luca Ghiotto, Jack Aitken e Guilherme Samaia, os dois últimos representando a equipe de Adrián na temporada passada.
Adrián Campos faleceu em 27 de janeiro de 2021, aos 60 anos, de um aneurisma dissecante da aorta, ou seja, ruptura do revestimento interno do maior vaso sanguíneo do corpo, que pode impedir a circulação do sangue até o coração.

A Espanha lamentou a morte de um dos seus personagens mais importantes no automobilismo. Adrián Campos morreu, fato que foi divulgado primeiro por Alejandro Agag, presidente da Fórmula E, e depois confirmado pelos órgãos oficiais locais.

 

“Hoje é o dia mais triste da história da Campos Racing. Nosso Presidente e fundador, Adrián Campos Suñer, nos deixou. Seu coração deixou de bater, mas sua lembrança será o motor que manterá a todos nós lutando para seguir seu legado. Descanse em paz”, escreveu a equipe em postagem nas redes sociais.

(Fonte: https://www.msn.com/pt-br/esportes/automobilismo – ESPORTES / AUTOMOBILISMO / por Grande Prêmio – 27/01/2021)

(Fonte: https://globoesporte.globo.com/motor/formula-1/noticia – MOTOR / FÓRMULA-1 / Por Redação ge — Madri, Espanha – 28/01/2021)

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