Gregório Bezerra, militante comunista e ex-deputado federal

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Gregório Bezerra (Panelas13 de março de 1900 – São Paulo21 de outubro de 1983)militante comunista e ex-deputado federal. Bezerra integrou o grupo de presos políticos que foram liberados, em troca do embaixador americano Charles Ebrick, sequestrado por militantes contrários ao regime militar.

 

UMA VIDA DE LUTAS

Gregório Bezerra passou parte de sua vida — 24 anos — preso por motivos políticos e chegou a ser torturado em praça pública. O comunista nasceu no município de Panelas, pouco mais de 200 quilômetros de Recife, e era visto pelo governo militar como um “perigoso e sanguinário comunista”. Já para os admiradores, um produto do meio, exemplo de superação, coerência e valentia. Os amigos o tinham como uma pessoa tão meiga, que um deles, o poeta Ferreira Gullar, terminou por defini-lo como o “homem de ferro e flor”.

Em 1935, foi preso por envolvimento na Intentona Comunista, ao rebelar-se no quartel geral da 7ª Região Militar, em Recife, onde estava lotado. Com a anistia concedida no governo Getúlio Vargas, deixou a cadeia dez anos depois, sendo eleito deputado federal pelo PCB. Foi o mais votado no Grande Recife e o segundo no estado. Em 1947, no entanto, o TSE cassou o registro do PCB e todos os deputados do partido, inclusive Gregório, perderam seus mandatos.

Em janeiro de 1948, estava novamente preso, mas seria posteriormente absolvido pela Justiça Militar. Em 1957, foi preso mais uma vez, acusado de atividades comunistas. Em 1964, voltaria à prisão, não sem antes ser arrastado com uma corda no pescoço amarrada a um jipe militar, e barbaramente torturado por um oficial do Exército, o Coronel Darci Vilocq, na praça de Casa Forte, zona norte da capital.

Gregório foi condenado em 1964 a 19 anos de reclusão por atividades “comunistas”. Em 1969 integrou o grupo de presos políticos que foram liberados, em troca da libertação do embaixador americano Charles Ebrick, sequestrado por militantes contrários ao regime militar. Foi morar em Moscou, e só retornou ao Brasil com a anistia política, em 1979. Morreu quatro anos depois em São Paulo, aos 83 anos, em 1983.

(Fonte: http://oglobo.globo.com/brasil/ BRASIL/ POR LETÍCIA LINS – 04/06/2014)

 

 

 

 

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