Ruy Guilherme Paranatinga Barata, poeta, político, advogado, professor e compositor.

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Ruy Guilherme Paranatinga Barata (Santarém, 25 de junho de 1920 – São Paulo, 23 de abril de 1990), poeta, político, advogado, professor e compositor.

Com dez anos de idade Ruy Guilherme Paranatinga Barata veio para Belém fazer o ginásio, no internato do Colégio Moderno. Depois, no Instituto Nossa Senhora de Nazaré, dos Irmãos Maristas. Fez o secundário no Colégio Estadual Paes de Carvalho, ingressando após na Faculdade de Direito do Pará, diplomado com a turma de 1943, sendo o orador da solenidade. Poeta e jornalista, desde ginasiano publicou poemas e outros trabalhos na Folha do Norte.

Com a redemocratização do país em 1946, foi eleito deputado estadual pelo Partido Social Progressista em duas legislaturas (47 e 54), embora o Comando da 8.ª Região Militar impugnasse sua candidatura à reeleição sob a argumentação de que era comunista. Mas Ruy ganhou a questão recorrendo ao Tribunal Regional Eleitoral e depois ao Supremo Tribunal Federal. Suplente de deputado federal em 54, na bancada da oposição, só assumiu em 59, na vaga aberta com a renúncia de Lopo Alvarez de Castro, eleito prefeito de Belém. Titular do cartório do 4.º Ofício do Cível e do Comércio, para o qual foi nomeado pelo então governador general Alexandre Zacharias de Assumpção, não disputando mais a reeleição. Em 64 foi preso, demitido do Cartório e aposentado compulsoriamente da UFPA, onde lecionava Literatura Brasileira. Somente foi readmitido no magistério superior a partir da anistia ampla, sob a presidência do general João Figueiredo, passando a integrar o Centro de Letras, Artes e Comunicação da UFPA. Traduziu Maiakovski, Neruda, Aragon, Lorca, Essenine, Whitman, Bloch. Até reaver o Cartório e sua condição de professor universitário, viveu da advocacia, no escritório herdado do pai. Foi o editor do suplemento literário do jornal A Província do Pará. Paralelamente à atividade poética, pela qual é consagrado, alcançou muito sucesso como letrista da MPB, sobretudo em parcerias com o filho Paulo André Barata, músico (como “Foi assim” e “Pauapixuna”, interpretadas pela cantora Fafá de Belém).

Alfredo de Oliveira, escritor e médico, escreveu, entre outros livros, a biografia de Ruy Barata, Paranatinga, sobre a vida e a obra, dele dizendo: “Foi poeta, boêmio, advogado, deputado, cartorário, revolucionário, presidiário, futebolista, jornalista, sambista, letrista, professor, escritor, pesquisador, tradutor, ator, tenor, corregedor, consultor. Que diabo o Paranatinga não foi?” Esta edição saiu pela CEJUP, em Belém, em 1990. A crítica dizia desse poeta moderno e inflamado: “Os versos de Ruy Barata refletem um espírito inquieto, em desespero, ávido de liberdade sem qualquer censura.”

Ruy Guilherme Paranatinga Barata, ou apenas Ruy Barata, faleceu em São Paulo, no dia 23 de abril de 1990. Foi sepultado em Belém no dia seguinte, saindo o féretro da Assembléia Legislativa do Pará para o Cemitério Santa Isabel.

Livros: O Anjo dos Abismos. Poesia. RJ, José Olympio, 1943. Capa de Luiz Jardim. Dedicado ao pai Alarico de Barros Barata e a Francisco Paulo Mendes, um de seus melhores amigos; A Linha Imaginária. Poesia. Belém, Norte, 1951; e Antilogia. Poesia (sete poemas de seu segundo livro, A Linha Imaginária e sete inéditos, começando por O Nativo de Câncer, o mais extenso, cuja elaboração ocupou seus últimos dez anos de vida. Organizada e revisada pelo poeta. Belém, RGB/Secult, 2000.

(Fonte: http://acervodagraphia.wordpress.com/category/ruy-barata – por GRAPHIAEDITORIAL em 18 DE JULHO DE 2012)

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