Wendy Hiller, atriz que atuou no cinema e teatro, distinta atriz inglesa de teatro e cinema escolhida por George Bernard Shaw para interpretar duas de suas heroínas mais famosas, Eliza Doolittle e Major Barbara

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Wendy Hiller, atriz espirituosa

 

 

Wendy Hiller (nasceu em Bramhall, em 15 de agosto de 1912 – faleceu em Beaconsfield, em 14 de maio de 2003), atriz inglesa que havia atuado tanto no cinema quanto no teatro, em que era considerada a musa do dramaturgo Bernard Shaw. Além de “Vidas Separadas”, filme em que contracenou com Burt Lancaster e que lhe rendeu o Oscar de melhor atriz coadjuvante, em 1958, Hiller esteve também em “O Homem Elefante” (1980) e “Conduzindo Miss Daisy” (1989).

Dame Wendy Hiller, a distinta atriz inglesa de teatro e cinema escolhida por George Bernard Shaw para interpretar duas de suas heroínas mais famosas, Eliza Doolittle e Major Barbara, ganhou o Oscar de melhor atriz coadjuvante em 1958, pela atuação no filme Vidas Separadas, em que atuou ao lado de Burt Lancaster, Rita Hayworth, Deborah Kerr e David Niven.

Wendy Hiller ficou famosa por ser a atriz preferida do dramaturgo Bernard Shaw e atuou em peças como Pigmaleão nos anos 30. Em 1989, a atriz fez uma de suas últimas aparições no cinema, ao trabalhar no filme Conduzindo Miss Daisy.

As performances de Dame Wendy foram celebradas por seu espírito e integridade, e ela se tornou uma grande personalidade cinematográfica, apesar de ter tido apenas alguns papéis principais em filmes.

Aos 20 anos, ela se tornou uma estrela de cinema internacional ao interpretar Eliza, a famosa vendedora de flores cockney, trocando farpas e caretas com Henry Higgins (Leslie Howard) no filme de 1938 ”Pigmalião”, e uma herdeira que se torna funcionária do Exército da Salvação, enfrentando seu noivo professor (Rex Harrison), em ”Major Barbara” (1941).

Dame Wendy também era memorável por suas maçãs do rosto largas e dicção impecável, com uma voz calorosa, porém um tanto trêmula. Ela consolidou sua fama interpretando uma materialista que se torna romântica no lírico filme de 1945, “Eu Sei Para Onde Vou!”, e uma hoteleira solitária, porém resiliente, em “Mesas Separadas” (1958), que lhe rendeu um Oscar de melhor atriz coadjuvante.

Ela interpretou uma mãe obsessiva em ”Filhos e Amantes” (1960), uma esposa firme em ”Um Homem para Todas as Estações” (1966), uma princesa russa exigente em ”Assassinato no Expresso do Oriente” (1974) e uma enfermeira compassiva em ”O Homem Elefante” (1980).

Seus outros filmes incluem “Outcast of the Islands” (1952), “Something of Value” (1957), “Toys in the Attic” (1963), uma adaptação televisiva de “David Copperfield” (1969), “Voyage of the Damned” (1976), “The Cat and the Canary” (1979) e “The Lonely Passion of Judith Hearne” (1987). Seu último filme, em 1992, foi o telefilme “The Countess Alice”, no qual interpretou o papel-título, uma ex-beldade da alta sociedade que é entrevistada 50 anos após sua fama.

Wendy Hiller morreu em 14 de maio de 2003, em sua casa em Beaconsfield, oeste de Londres. Aos 90 anos de idade.

(Fonte: http://www1.folha.uol.com.br/fsp/ilustrada – Folha de S.Paulo/ ILUSTRADA/ PANORÂMICA – CINEMA – 19 de maio de 2003)
(Fonte: http://www2.glb.com.br/manchetes/noticias – 17 de maio de 2003)

 

Uma versão deste artigo aparece impressa em 17 de maio de 2003 , Seção , Página da edição nacional com o título: Wendy Hiller, atriz espirituosa.

 

 

 

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