Angelita Gama, Cientista Brasileira entre os Mais Influentes do Mundo

Angelita Habr-Gama em foto de junho de 2014 — Foto: Clayton de Souza/Estadão Conteúdo/Arquivo
Uma das cientistas mais premiadas do país, foi pioneira da cirurgia brasileira e referência mundial em coloproctologista, abriu as portas para gerações de médicas na medicina
Angelita Gama, referência em coloproctologia, foi reconhecida pela Universidade de Stanford em 2022 entre os cientistas mais importantes do mundo. (Crédito da fotografia: Cortesia © Copyright All Rights Reserved/ Managed/ Direitos autorais: Divulgação/ Biblioteca/FMUSP ®/ REPRODUÇÃO/ TODOS OS DIREITOS RESERVADOS)
Angelita Habr-Gama, cirurgiã e cientista, foi uma das maiores referências da medicina brasileira e reconhecida entre os cientistas mais influentes do mundo
Sua trajetória foi recheada de pioneirismos. Tornou-se a primeira mulher titular em cirurgia na Faculdade de Medicina da USP, a primeira brasileira aceita pela Sociedade Americana de Cirurgia e a primeira premiada pela Sociedade Europeia de Cirurgia. Também foi presidente da Sociedade Brasileira e da Sociedade Latino-Americana de Coloproctologia e do Colégio Brasileiro de Cirurgia Digestiva.
Em uma especialidade historicamente dominada por homens, Angelita tornou-se referência e abriu portas para gerações de médicas. Em 2020, lançou a biografia “O Não Não É Resposta” (DBA Editora), relatando os desafios enfrentados ao longo de sua carreira.
Em 2022, a Universidade de Stanford a incluiu entre os médicos que mais contribuíram para o avanço da ciência no mundo.
A trajetória de Angelita Gama na medicina
Angelita Gama nasceu na ilha de Marajó, no Pará, em 1933, e cresceu em São Paulo. Ingressou na Faculdade de Medicina da USP, em 1952, aos 19 anos, e por meio de concurso público, tornou-se a primeira mulher residente em cirurgia do país. Em 1961, também foi a primeira fellow do Hospital São Marcos na Universidade de Londres.
Ao longo da carreira, publicou mais de 250 artigos científicos e ganhou mais de 50 prêmios. Sua atuação ajudou a consolidar uma abordagem inovadora que transformou o tratamento do câncer de reto.
Durante a pandemia, contraiu Covid-19 e passou 50 dias na UTI do Hospital Alemão Oswaldo Cruz. Após a alta, retomou rapidamente sua rotina profissional, voltando a atender pacientes no consultório e operar. Era casada havia mais de 60 anos com o também cirurgião Joaquim Gama.
Angelita Habr-Gama morreu no sábado (30), aos 92 anos, em São Paulo.
O Hospital Oswaldo Cruz lamentou, em nota, a morte da médica, uma “perda irreparável para a medicina brasileira”.
(Direitos autorais reservados: https://forbes.com.br/forbes-mulher/2026/05 – Forbes Brasil/ FORBES MULHER/ Redação Forbes — 31 de maio de 2026)
© Forbes Brasil, a mais conceituada revista de negócios e economia

