Japão terá estádio ecológico de madeira reciclada construído por torcedores
Projeto do novo estádio do Fukushima United FC, no Japão – (Imagem: Divulgação/Instagram @vuild_architects)
Enquanto estádios modernos ao redor do mundo são sinônimos de concreto, aço e grandes empreiteiras, o Japão caminha na direção oposta. O Fukushima United FC anunciou planos para construir o primeiro estádio circular de madeira do país, um projeto sustentável que contará com mão de obra dos próprios torcedores.
O que aconteceu
Anúncio foi feito pelo próprio clube Fukushima United FC em parceria com o escritório de arquitetura Vuild. O projeto foi apresentado na Bienal de Arquitetura de Veneza e a construção do estádio ainda não foi iniciada, de acordo com o site StadiumDB.
Arena terá capacidade para 5.000 lugares. O projeto apresenta o conceito do ‘primeiro estádio circular de madeira do país’, idealizado como modelo de arquitetura sustentável e comunitária.
Projeto se coloca como um “símbolo de recuperação”. Isso porque ele será construído em uma região que ainda carrega marcas do terremoto, tsunami e desastre nuclear de 2011.
O novo estádio será construído como um símbolo de esperança e renascimento, incorporando o espírito de “fênix” esculpido no emblema do clube. Além disso, Fukushima, que foi muito danificada pelo terremoto e pelo acidente nuclear, seguirá um estádio resiliente de classe mundial que pode se orgulhar do mundo e enviar uma mensagem poderosa deste lugar para o futuro para o mundo.
Comunicado oficial
Estrutura do estádio será feita de madeira proveniente de florestas locais. “Cada membro é projetado para ser decomposto e reutilizado, promovendo a circulação de recursos locais é promovida”, explica a nota.
Estádio terá formato circular com assentos distribuídos de forma contínua ao redor do campo. Em vez de um retângulo ou oval alongado tradicional, ele forma um círculo fechado, dividido em quatro setores com entradas separadas, criando uma sensação mais íntima e comunitária.
Design se inspira na tradição japonesa do Shikinen Sengu, um ritual de reconstrução periódica de santuários. Essa ideia se traduz em três ciclos: recursos, comunidade e artesanato. A equipe organizará programas de reflorestamento, educação em marcenaria e construção participativa para garantir que as habilidades e os recursos sejam regenerados junto com o próprio estádio.
No processo de confecção de materiais de construção, introduzimos um sistema no qual funcionários do clube e moradores locais podem participar da produção como um “festival”. Além disso, transmitiremos a tecnologia para a próxima geração através do plantio de árvores e da educação em madeira.
Comunicado oficial
Em resposta ao clima de bacia de Fukushima, o design integra estratégias passivas de energia. Foi concebida uma forma de telhado para proporcionar sombra contra o forte sol de verão e proteção contra os ventos de inverno. As geometrias das fachadas foram moldadas para permitir a entrada de brisas nos meses mais quentes e oferecer isolamento durante o inverno.
Gerenciamento de água e neve também será fundamental. A chuva será coletada, filtrada e reutilizada dentro da instalação, enquanto a neve armazenada no inverno ajudará a regular o resfriamento no verão. Essas medidas reduzem a dependência de sistemas mecânicos e promovem a circulação de energia alinhada aos ritmos sazonais do local.
Estádio ainda incorpora geração de energia renovável com o objetivo de alcançar a autossuficiência. O armazenamento de energia garantirá a continuidade do fornecimento, avançando na meta de atender ao Living Building Challenge, um dos padrões ambientais internacionais mais rigorosos que avalia sustentabilidade e design regenerativo.
(Créditos autorais reservados: https://noticias.uol.com.br/internacional/ultimas-noticias/2026/05/25 – INTERNACIONAL/ ÚLTIMAS NOTÍCIAS/ Colaboração para o UOL – 25/05/2026)
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