Ralph Cousins; foi comandante de todas as forças da OTAN de 1972 a 1975, liderou operações aéreas da Marinha no Vietnã.
Ele era o comandante supremo aliado do Comando Atlântico da OTAN.
Fonte: Marinha dos EUA via Washington Post. O artigo identifica a fonte da foto como Marinha dos EUA.
Ralph Wynne Cousins (nasceu em 24 de julho de 1915, em Eldorado, Oklahoma — faleceu em 5 de agosto de 2019 em Newport News, Virgínia), almirante aposentado da Marinha que dirigiu as operações aéreas navais durante a Guerra do Vietnã e que mais tarde se tornou o segundo oficial de mais alta patente da Marinha e o comandante máximo das forças da OTAN.
Cousins, um aviador naval altamente condecorado que sobreviveu ao naufrágio de um porta-aviões durante a Segunda Guerra Mundial, teve um papel fundamental no planejamento da campanha aérea naval dos EUA contra o Vietnã do Norte.
De 1967 a 1969, durante alguns dos combates mais intensos da guerra, Cousins foi comandante da força de ataque de porta-aviões e responsável por todas as operações de aviação naval realizadas a partir de porta-aviões no Golfo de Tonkin. Ele desenvolveu táticas para combater mísseis antiaéreos disparados contra aviões da Marinha e, em 1967, dirigiu o primeiro ataque bem-sucedido a uma instalação de mísseis no Vietnã do Norte.
Descrito em um artigo do New York Times de 1967 como um “homem de voz suave e olhar lúcido”, Cousins tinha 30 navios sob seu comando na época, incluindo cinco porta-aviões. Ele afirmou que sua principal função era coordenar as ordens de bombardeio do Pentágono e do quartel-general da Marinha no Pacífico, no Havaí.
“Eles ordenam o ataque”, disse ele, “e então minha equipe precisa descobrir a melhor maneira de realizar a missão — o número e o tipo de avião que usaremos, o armamento que carregarão, o momento e o resto. Precisamos coordenar com a Força Aérea.”
Para Cousins, cada decolagem e pouso — lançamento e recuperação, na linguagem da Marinha — significava uma missão bem-sucedida.
“Por mais vezes que eu já tenha visto isso”, disse ele, “nunca me canso de assistir aos lançamentos e às recuperações.”
Em 1970, quando foi promovido ao posto de almirante de quatro estrelas, tornou-se vice-chefe de operações navais, o segundo cargo mais importante da Marinha. Nos últimos anos de sua carreira naval, de 1972 a 1975, Cousins foi simultaneamente comandante da frota atlântica dos EUA e comandante supremo aliado, responsável por todas as forças da OTAN.
Após se aposentar da Marinha, ele ingressou na Newport News Shipbuilding and Dry Dock, o maior estaleiro privado do mundo. Seu mandato como presidente, de 1977 a 1979, foi marcado por conflitos trabalhistas e demissões de mais de 5.000 dos 19.500 funcionários da empresa. Ele se mudou para Londres em 1979 para abrir os escritórios da Tenneco Europe, a empresa controladora do estaleiro. (A empresa agora se chama Northrop Grumman Shipbuilding.)
Ralph Wynne Cousins nasceu em 24 de julho de 1915, em Eldorado, Oklahoma, e cresceu em Michigan. Ele se formou na Academia Naval dos Estados Unidos em 1937 e tornou-se piloto da Marinha em 1940.
Durante a Segunda Guerra Mundial, ele serviu a bordo do USS Lexington, um porta-aviões que foi afundado durante a Batalha do Mar de Coral em maio de 1942. Nessa batalha, Cousins liderou ataques de bombardeio de mergulho contra um porta-aviões japonês, apesar do intenso fogo antiaéreo, e foi condecorado com a Cruz da Marinha, a segunda maior condecoração por bravura da força naval.
Entre suas outras condecorações militares, incluem-se três Medalhas de Serviço Distinto, duas Legiões de Mérito e duas Medalhas Aéreas. Além de seu trabalho na aviação, Cousins ajudou a planejar os programas nucleares e de submarinos da Marinha e assessorou equipes diplomáticas americanas.
Cousins frequentemente recebia de braços abertos os aviadores navais que retornavam após terem sido abatidos e mantidos como prisioneiros de guerra no Vietnã do Norte. Em 1971, ele condecorou o astronauta e oficial da Marinha Alan Shepard com a estrela de contra-almirante, logo após o voo de Shepard à Lua a bordo da Apollo 14.
O artigo do The Times de 1967 observou que o almirante era um homem excepcionalmente culto, que mantinha um dicionário e o livro “Modern English Usage” de H.W. Fowler em sua mesa quando escrevia memorandos. Mesmo no mar, ele tinha exemplares atuais da revista The New Yorker e da Atlantic Monthly e lia romances policiais de Georges Simenon (1903 — 1989) em francês.
Ralph W. Cousins, de 94 anos, morreu em 5 de agosto em um hospital em Newport News, Virgínia, devido a complicações de uma queda.
Ele morava em Newport News desde sua aposentadoria em 1985.
Ele gostava de cozinhar, jogar golfe, tênis e pescar, e viajou para a Islândia por 29 anos consecutivos para pescar salmão. Cousins foi casado por 60 anos com Mary McBride Cousins, que faleceu em 2007.
Ele não teve familiares próximos que sobreviveram.
(Direitos autorais reservados: https://www.heraldnet.com/2009/08/22 – Herald Net/ The Washington Post/ Por Matt Schudelc – WASHINGTON — 22 de agosto de 2009)
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