Jean Giono, foi um dos romancistas franceses de maior sucesso do século XX, entre seus romances, os mais famosos são “A Colina” de 1929, “Recuperação” de 1930, “O Canto do Mundo” de 1934, “Que Minha Alegria Permaneça” de 1935, “Água Viva” de 1944, “As Almas Mortas” de 1949, “O Hussard no Telhado” de 1951 e “O Moinho Polonês” de 1952

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JEAN GIONO MORRE; NOVELISTA FRANCÊS

 

Jean Giono (nasceu em 30 de março de 1895 em Manosque, França — faleceu em 8 de outubro de 1970 em Manosque, França), foi um dos romancistas franceses de maior sucesso do século XX.

O tema central da vida de Giono foi sua Provença natal, sua terra árida, pedras antigas e oliveiras, seu povo simples e sua história épica. Sua prosa era próxima da poesia — aliás, seus primeiros trabalhos foram poemas, e sua filosofia, o “panteísmo dionisíaco”, nas palavras do crítico Pierre-Henri Simon (1903 — 1972).

Ele teve que começar a ganhar a vida como escriturário de banco e, após o serviço militar na Primeira Guerra Mundial, publicou seu primeiro livro de poemas, “Accompagné de la Flute”, aos 29 anos. A partir de então, nunca mais parou de escrever, produzindo duas dúzias de romances e 10 peças teatrais, e preparando um volume com 13 contos quando faleceu.

Entre seus romances, os mais famosos são “Colline” (“A Colina”) de 1929, “Regain” (“Recuperação”) de 1930, “Le Chant du Monde” (“O Canto do Mundo”) de 1934, “Que Ma Joie De meure” (“Que Minha Alegria Permaneça”) de 1935, “L’Eau Vive” (“Água Viva”) de 1944, “Les Ames Mortes” (“As Almas Mortas”) de 1949, “Le Hussard sur le Toit” (“O Hussard no Telhado”) de 1951 e “Le Moulin de Po logne” (“O Moinho Polonês”) de 1952.

A fama mundial chegou ao Sr. Giono através de três filmes baseados em suas obras, dirigidos por Marcel Pagnol (1895 — 1974). Foram eles “Angele”, em 1934, e “Regain”, em 1937, ambos estrelados por Fernandel, e “La Femme du Boulanger” (“A Esposa do Padeiro”), em 1938.

Mais recentemente, outros três romances de Giono, “L’Eau Vive”, “Les Grands Chemins” (“As Grandes Estradas”) e “Un Roi sans Divertissment” (“Um Rei Sem Diversões”), foram adaptados para o cinema. E o próprio Giono estreou como diretor de cinema com “Cresus” (“Croe sus”) em 1960.

Ele teve menos sucesso com suas peças teatrais, como “Le Bout de la Route” (“O Fim da Estrada”), encenada aqui em 1941. Foi nesse período que o Sr. Giono, tanto por seu pacifismo quanto por sua apologia anarquista do indivíduo contra a sociedade, recusou-se a participar da guerra ou da resistência, continuando a publicar seus livros normalmente.

Essa atitude lhe rendeu a reputação de colaboracionista e ele foi ostracizado nos círculos literários por vários anos após a guerra. Somente em 1954 ele se tornou membro da Academia Goncourt, que concede anualmente o mais importante prêmio literário da França.

O Sr. Giono tinha como hobby particular o estudo da língua chinesa.

Jean Giono morreu em 8 de outubro de 1970 à noite de ataque cardíaco em Manosque, uma pequena cidade em Pro Vence. Ele tinha 75 anos.

Ele deixa viúva, a ex-Elise Maurin, e duas filhas.

(Direitos autorais reservados: https://www.nytimes.com/1970/10/10/archives – New York Times/ Arquivos/ Arquivos do The New York Times — PARIS, 9 de outubro — 10 de outubro de 1970)

Sobre o Arquivo
Esta é uma versão digitalizada de um artigo do arquivo impresso do The Times, anterior ao início da publicação online em 1996. Para preservar esses artigos como foram originalmente publicados, o The Times não os altera, edita ou atualiza.
Ocasionalmente, o processo de digitalização introduz erros de transcrição ou outros problemas; continuamos a trabalhar para melhorar estas versões arquivadas.
©  2000 The New York Times Company
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