Maurício Peixoto, pesquisador de renome internacional, presidiu a Academia Brasileira de Ciências e o CNPq

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Matemático Maurício Peixoto, foi um dos fundadores do Impa, pesquisador, presidiu a Academia Brasileira de Ciências e o CNPq

 

Pesquisador de renome internacional, Peixoto foi presidente do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), da Academia Brasileira de Ciências e da Sociedade Brasileira de Matemática

 

 

Matemático Maurício Matos Peixoto é conhecido por fazer parte da equipe que fundou o Instituto de Matemática Pura e Aplicada (IMPA); ele também presidiu o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), a Academia Brasileira de Ciências (ABC) e Sociedade Brasileira de Matemática (SBM) (Foto: IMPA)

 

 

Maurício Matos Peixoto (Iguatu, Ceará, 15 de abril de 1921 – Rio de Janeiro, 28 de abril de 2019), matemático e engenheiro, foi um dos fundadores do Instituto de Matemática Pura e Aplicada (IMPA).

 

O matemático Maurício Matos Peixoto é conhecido por fazer parte da equipe que fundou o Instituto de Matemática Pura e Aplicada (IMPA). Ele também presidiu o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), a Academia Brasileira de Ciências (ABC) e Sociedade Brasileira de Matemática (SBM).

 

Com o Teorema de Peixoto, o matemático foi um dos primeiros estudiosos no campo da estabilidade estrutural em sistemas dinâmicos. A área de estudo está relacionada à modelagem de fenômenos que se alteram com o tempo.

 

Antes de Peixoto, o assunto estava estático. Foi ele que deu nova vida aos sistemas dinâmicos, que acabou se tornando uma das áreas mais ativas da matemática durante o século 20. O pioneirismo de sua pesquisa foi reconhecido. Em 1987, ganhou o Prêmio de Matemática da Academia Mundial de Ciências.

 

 

Pesquisador de renome internacional, Peixoto foi presidente do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), da Academia Brasileira de Ciências e da Sociedade Brasileira de Matemática (SBM).

 

Peixoto publicou mais de 40 trabalhos e recebeu vários prêmios, como o Moinho Santista, em 1969, então considerado um dos mais tradicionais estímulos à produção intelectual brasileira. Também recebeu o Prêmio de Matemática da Academia Mundial de Ciências (TWAS), em 1987. Recebeu ainda a Grã-Cruz e a Comenda da Ordem Nacional do Mérito Científico, entre outras homenagens.

 

 

O pesquisador nasceu em 15 de abril de 1921 no município cearense de Iguatu. Era filho de José Carlos de Matos Peixoto, que governou o Ceará de 1928 até 1930, quando foi deposto pelo governo provisório do presidente Getúlio Vargas. Em seguida, a família se mudou para o Rio de Janeiro.

 

 

Seu interesse pela matemática surgiu aos 11 anos, quando esteve prestes a ser reprovado nessa disciplina durante os estudos no Colégio Pedro II, no Rio. Peixoto recebeu então aulas particulares do também cearense Nelson Chaves, amigo da família e aluno da Escola de Engenharia, que o ajudou a passar no exame de segunda época.

“Começamos da estaca zero e fiquei deslumbrado com as aulas de Nelson. Já nessa época decidi que iria estudar alguma coisa que envolvesse matemática”, contou Peixoto em entrevista ao livro IMPA 50 Anos.

Como na época a carreira de matemático não existia, Peixoto foi cursar Engenharia na Universidade do Brasil (atual Universidade Federal do Rio de Janeiro). Lá, fez amizade com os colegas Leopoldo Nachbin, “companheiro inseparável” e também fundador do IMPA, e Marília de Magalhães Chaves, com quem se casaria em 1946. Os dois foram influências importantes para que Peixoto se tornasse matemático.

 

Em 1943, Peixoto concluiu o curso de engenharia civil, profissão que nunca exerceu. Gostava mesmo era de estudar e ensinar matemática. Na mesma universidade foi aprovado no concurso de livre-docência de Mecânica Racional, em 1947, e no da cátedra da mesma disciplina, em 1952.

IMPA

 

 

Foi também em 1952 que, ao lado de Lélio Gama e de Leopoldo Nachbin, Peixoto fundou o IMPA, primeira unidade científica do CNPq, criada com o objetivo de estimular a pesquisa científica em matemática, formar pesquisadores, difundir e aprimorar a cultura matemática no Brasil. De início o instituto não tinha sede própria: foi alojado temporariamente em uma sala da sede do Centro Brasileiro de Pesquisas Físicas (CNPF), criado três anos antes na Urca, na zona sul do Rio de Janeiro.

 

 

Em 1964 Peixoto se mudou para os Estados Unidos para dar aulas na Brown University, onde ficaria até 1970. O convite veio de Solomon Lefschetz, matemático que conhecera em 1957, quando passara um ano na Universidade Princeton, trabalhando em Estabilidade Estrutural de Equações Diferenciais. De volta ao Brasil, deu aulas no Instituto de Matemática e Estatística (IME) da Universidade de São Paulo (USP), de 1973 a 1978.

Peixoto desenvolveu importantes estudos no IMPA. O Teorema de Peixoto, que caracteriza os campos de vetores estruturalmente estáveis em variedades compactas de dimensão, foi um marco matemático no Brasil e no mundo, relacionado a Sistemas Dinâmicos.

Em 1962, Peixoto orientou os estudantes estrangeiros Ivan Kupka e Jorge Sotomayor, que fizeram destacados trabalhos de Sistemas Dinâmicos, com repercussão internacional imediata. As duas teses foram passos iniciais para alçar o IMPA a instituição de pesquisa de nível internacional.

 

 

Peixoto trabalhou ainda com o matemático norte-americano Stephen Smale, ganhador da Medalha Fields em 1966 e que visitou o IMPA em diversas ocasiões.

O matemático foi o segundo brasileiro a falar como palestrante convidado em um Congresso Internacional de Matemáticos (ICM), na edição de 1974, em Vancouver (Canadá). O primeiro havia sido seu parceiro Leopoldo Nachbin, em Estocolmo (Suécia), em 1962.

Peixoto presidiu o CNPq em 1979 e 1980. No ano seguinte, assumiu a presidência da Academia Brasileira de Ciências, na qual ingressara em 1949. Exerceu o cargo por dez anos, até 1991, quando se tornou pesquisador emérito do IMPA. Cinco anos depois foi nomeado membro do Conselho Nacional de Ciência e Tecnologia.

O matemático se casou três vezes (com Marília, Maria Lucia Alvarenga Peixoto e Alciléa Augusto) e teve quatro filhos: Martha, Ricardo, Marcos e Elisa.

Maurício Peixoto faleceu em 28 de abril de 2019, aos 98 anos, no Rio de Janeiro.

“A vida e trajetória de Maurício se confundem com a história da matemática brasileira, que ele ajudou a criar e inspirou muito. Fico feliz que ele tenha podido testemunhar a promoção do Brasil ao grupo de elite da matemática mundial e o Congresso Internacional de Matemáticos realizado no Brasil”, afirmou Marcelo Viana, diretor-geral do IMPA.

(Fonte: https://www.terra.com.br/noticias/brasil/cidades – NOTÍCIAS / BRASIL / CIDADES / Por Fábio Grellet – 28 ABR 2019)

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(Fonte: https://www1.folha.uol.com.br/ciencia/2019/04 – CIÊNCIA / Por Estadão Conteúdo / Por Phillippe Watanabe – 28.abr.2019)

(Fonte: GAÚCHAZH – ANO 55 – N° 19.385 – 29 de abril de 2019 – TRIBUTO / MEMÓRIA – Pág: 31)

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Maurício Matos Peixoto, fundador do IMPA

Peixoto também presidiu o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), a Academia Brasileira de Ciências (ABC) e Sociedade Brasileira de Matemática (SBM)

 

Em 1969, Matos Peixoto recebeu o Prêmio Moinho Santista, então considerado um dos mais tradicionais estímulos à produção intelectual brasileira. Em 1987, ganhou o Prêmio de Matemática da Academia Mundial de Ciências (TWAS). Recebeu ainda a Grã-Cruz e a Comenda da Ordem Nacional do Mérito Científico, entre outras homenagens.

 

– A vida e trajetória de Maurício se confundem com a história da matemática brasileira, que ele ajudou a criar e inspirou muito. Fico feliz que ele tenha podido testemunhar a promoção do Brasil ao grupo de elite da matemática mundial e o Congresso Internacional de Matemáticos no Brasil – afirmou Marcelo Viana, diretor-geral do IMPA.

 

Nascido em 15 de abril de 1921, seu interesse por Matemática surgiu na infância, aos 11 anos, após ser reprovado na disciplina no Colégio Pedro II, no Rio. Recebeu aulas particulares do também cearense Nelson Chaves, amigo da família e aluno da Escola de Engenharia, que o ajudou a passar no exame de segunda época.

 

Foi para a Escola de Engenharia da Universidade do Brasil e, em 1943, recebeu o diploma de engenheiro civil, profissão que nunca chegou a exercer. Na faculdade, fez amizade com Leopoldo Nachbin, que viria a ser também fundador do IMPA.

 

Fundador do IMPA

 

 

Foi em 1952 que, ao lado de Lélio Gama e de Leopoldo Nachbin, Maurício fundou o IMPA. De início, o instituto não dispunha de sede própria: foi alojado temporariamente numa sala da sede do Centro Brasileiro de Pesquisas Físicas, na Praia Vermelha, zona sul do Rio de Janeiro. Primeira unidade científica do Conselho Nacional de Pesquisas (CNPq), o IMPA nasceu com o objetivo de estimular a pesquisa científica em Matemática, formar pesquisadores, difundir e aprimorar a cultura matemática no Brasil.

 

 

Em 1964, Maurício embarcou rumo aos Estados Unidos para integrar o corpo docente da Brown University, onde ficaria até 1970. O convite veio de Solomon Lefschetz, matemático que conhecera em 1957, quando passara um ano na Universidade Princeton, trabalhando em Estabilidade Estrutural de Equações Diferenciais. De volta ao Brasil, deu aulas no Instituto de Matemática e Estatística (IME) da Universidade de São Paulo, de 1973 a 1978.

 

 

No IMPA, criou o Teorema de Peixoto, que caracteriza os campos de vetores estruturalmente estáveis em variedades compactas de dimensão, um marco matemático no Brasil e no mundo, relacionado a Sistemas Dinâmicos.

 

 

Em 1962, orientou os estudantes estrangeiros Ivan Kupka e Jorge Sotomayor, que fizeram destacados trabalhos de Sistemas Dinâmicos, com repercussão internacional imediata. Maurício trabalhou ainda com o matemático norte-americano Stephen Smale, ganhador da Medalha Fields em 1966, que visitou o IMPA em diversas ocasiões.

 

 

Em 1974, Peixoto foi o segundo brasileiro a falar como palestrante convidado no Congresso Internacional de Matemáticos (ICM), em Vancouver (Canadá) – o primeiro havia sido o amigo Leopoldo Nachbin, em Estocolmo (Suécia), em 1962.

Maurício Peixoto presidiu o CNPq em 1979 e 1980. No ano seguinte, assumiu a presidência da Academia Brasileira de Ciências, onde entrara como membro em 1949. Exerceu o cargo por dez anos, até 1991, quando se tornou pesquisador emérito do IMPA. Cinco anos depois, foi nomeado membro do Conselho Nacional de Ciência e Tecnologia.

(Fonte: https://oglobo.globo.com/sociedade – SOCIEDADE / Por O Globo – 28/04/2019)

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