Maurice Vaneau, assumiu a direção do Teatro Brasileiro de Comédia (TBC), trabalhou com nomes como Cacilda Becker, Tônia Carrero, Fernanda Montenegro, Cleyde Yáconis, Paulo Autran, Sérgio Cardoso, Jardel Filho e Walmor Chagas

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Dramaturgo belga naturalizado brasileiro trabalhou com Cacilda Becker.

 

O diretor belga naturalizado brasileiro Maurice Vaneau, em foto de arquivo (Foto: JF Diorio/AE)

 

 

Maurice Vaneau (Bornem, Bélgica, 25 de janeiro de 1926 – São Paulo, 24 de dezembro de 2007), cenógrafo, artista plástico e diretor de teatro belga

Belga radicado no Brasil, Maurits Victor Van den Bossche, seu verdadeiro nome, era casado com a coreógrafa Célia Gouvêa. Ele começou a trabalhar no Teatro Brasileiro de Comédia (TBC) no fim dos anos 50, a convite de seu fundador, o industrial italiano Franco Zampari (1898-1966). Era integrante do Teatro Nacional da Bélgica e estava excursionando pela América do Sul quando Zampari fez o convite.

Vaneau assumiu a direção do Teatro Brasileiro de Comédia (TBC) em 1955, quando excursionava pelo Brasil com o Teatro Nacional da Bélgica (TNC). Sua estreia no TBC foi com “A Casa de Chá do Luar de Agosto”, em 1956.

No Brasil, trabalhou com nomes como Cacilda Becker, Tônia Carrero, Fernanda Montenegro, Cleyde Yáconis, Paulo Autran, Sérgio Cardoso, Jardel Filho e Walmor Chagas. O diretor encenou montagens clássicas estrangeiras, como “Gata em teto de zinco quente” e “Um Bonde Chamado Desejo”, e obras de dramaturgos brasileiros, como Ariano Suassuna e Jorge Andrade, de quem montou “Os Ossos do Barão” (1963), que ficou 19 meses em cartaz no TBC, com Cleyde Yáconis e Lélia Abramo.

Ao todo, Maurice Vaneau participou de mais de 80 espetáculos, fora os trabalhos feitos na Europa. Duas das montagens de maior sucesso do TBC são dele: “A Casa de Chá do Luar de Agosto” (sua estreia, em 1956), de John Patrick, e “Os Ossos do Barão” (1963), de Jorge Andrade, o primeiro texto de dramaturgo brasileiro que encenou.

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Vaneau também esteve à frente das encenações das peças “Gata Em Teto de Zinco Quente”, “Quem Tem Medo de Virginia Wolf?” e “Um Bonde Chamado Desejo”, e ainda montagens de textos dos brasileiros João Bethencourt e Ariano Suassuna. Também trabalhou na administração do Teatro Castro Alves, em Salvador, em 1977, e do Centro Cultural Teatro Guairá, em Curitiba, entre 1992 e 94.

A trajetória do artista é narrada no livro “Artista Múltiplo”, de Leila V. B Gouvêa, e que faz parte da Coleção Aplauso da Imprensa Oficial do Estado de São Paulo. Além do teatro, o título lembra as incursões de Vaneau pela dança, ópera e dramaturgia televisiva.

A partir do fim dos anos 1960, Vaneau participou de montagens de espetáculos de dança e ópera, e atuou na televisão, na minissérie “A Máfia no Brasil” (Globo, 1984) e nas novelas “Carmen” (Manchete, 1987/88) e “Brasileiros e Brasileiras” (SBT, 1990/92).

A trajetória do dramaturgo foi contada no ano passado no livro “Maurice Vaneau – artista múltiplo”, de Leila Vilas Boas Gouvea, cunhada do diretor.

Maurice Vaneau morreu em 24 de dezembro de 2007, aos 81 anos em São Paulo, devido a complicações de uma broncopneumonia. Belga radicado no Brasil, Vaneau iria completar 82 anos no dia 25 de janeiro, sofria de mal de Alzheimer e estava internado no Hospital Geral da Pedreira, onde veio a falecer às 7h45m.

(Fonte: http://www1.folha.uol.com.br/fsp/ilustrada – FOLHA DE S.PAULO – ILUSTRADA / DA REPORTAGEM LOCAL – São Paulo, 25 de dezembro de 2007)

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(Fonte: http://g1.globo.com/Noticias/PopArte – Pop & Arte / Teatro – Do G1, em São Paulo – 24/12/07)

(Fonte: https://oglobo.globo.com/cultura – CULTURA / POR SUZANA VELASCO – O GLOBO –  / atualizado 

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