Kobe Bryant, astro de basquete norte-americano, é considerado um dos maiores jogadores de basquete de todos os tempos

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Kobe Bryant: a lenda do basquete da NBA

Byrant é considerado um dos maiores jogadores de basquete de todos os tempos.

 

 

Com talento colossal, Kobe Bryant foi o símbolo maior de uma era em que a NBA dominou o mundo. (Foto: Reuters)

 

Kobe Bean Bryant (Filadélfia, Pensilvânia, 23 de agosto de 1978 – Calabasas, Califórnia, 26 de janeiro de 2020), ex-jogador, lenda do basquete americano. Depois de Michael Jordan, o ex-jogador é considerado um dos maiores de todos os tempos.

 

Bryant nasceu em agosto de 1978, na Filadélfia, mas passou grande parte de sua infância na Itália, onde seu pai, Joe “Jellybean” Bryant, jogava basquete profissional. Ele voltou à cidade da Pensilvânia para o ensino médio e ganhou atenção nacional por suas proezas no esporte. O jogador foi selecionado no NBA Draft direto do colégio, aos 17 anos. Na época, foi um de dois jogadores a conseguir o mesmo feito em 20 anos.

 

 

O Charlotte Hornets selecionou Bryant em 1996, mas já havia sido negociado um acordo para transferi-lo ao Lakers, com quem ele assinou um contrato de três anos por US$ 3,5 milhões.

 

Quando tinha 21 anos, foi capa da Forbes, em 2000 com um novo contrato de seis anos e US$ 71 milhões acordados em parceria com Adidas, Mattel, Sprite, Spalding e Giorgio Armani. “O basquete era o denominador comum”, disse ele sobre crescer na Itália. “Na quadra, eu pude me comunicar.” Três meses depois, ganhou o primeiro de três títulos consecutivos da NBA junto a Shaquille O´Neal, sua coestrela no Lakers.

 

O ex-jogador do Los Angeles Lakers, foi campeão da NBA cinco vezes e eleito para o All-Star Game, o Jogo das Estrelas da liga, em 18 oportunidades.

 

No total, somando as 20 temporadas na NBA usando as camisas 8 e 24, Kobe Bryant terminou com a impressionante marca de 33.643 pontos – a quarta maior de todos os tempos, atrás apenas Kareem Abdul-Jabbar (38.387), Karl Malone (36.928) e LeBron James (33.655). Ele encerrou sua carreira na NBA com médias de 25 pontos, 4,7 assistências e 5,2 rebotes em seus 1.346 jogos disputados em temporada regular.

 

Byrant é considerado um dos maiores jogadores de basquete de todos os tempos — ele entrou para a NBA, liga de basquete americana, aos 17 anos e se aposentou em abril de 2016.

 

Vinte temporadas na NBA, com 18 presenças no All-Star, cinco títulos da NBA, dois prêmios de MVP das finais e MVP da temporada de 2008. Os maiores feitos de Kobe Bryant são números impressionantes, mas mesmo assim não ficam à altura do que ele fez durante os 41 anos de vida.

 

Fã de Magic Johnson, Michael Jordan e Oscar Schmidt, Kobe primeiro viveu as comparações com o próprio pai. Joe Bryant jogou oito anos na NBA, entre os anos 1970 e 80, e foi seguir carreira na Itália. Lá, o filho teve contato íntimo com o futebol, tornou-se fluente em italiano e desenvolveu sólidos fundamentos táticos de basquete, o que seria um diferencial importante naquela geração de atletas norte-americanos.

 

Kobe voltou aos EUA em 1992, magro e alto, para vestir o número 32 do ídolo Magic Johnson na escola de Lower Merion, na Filadélfia. Ali, no entanto, encontrou dificuldades e jogou poucos minutos nas primeiras temporadas. Foi apenas após quatro anos de trabalho duro que ele se tornou estrela do colégio. Neste momento, quando o nomal seria defender alguma das faculdades de renome que tinham feito proposta, o garoto de 17 anos resolveu ir direto para a NBA.

 

Foi o 13º escolhido do Draft de 1996, pelo Charlotte Hornets, que cometeu o que seria um dos maiores erros estratégicos da história da NBA: eles imediatamente cederam o adolescente aos Lakers. Em Los Angeles, Kobe se tornaria imortal.

 

Seu espelho era Jordan, que na época era onipresente no basquete norte-americano. A estrela do Chicago Bulls virou a meta de Bryant, que passou a analisar incansavelmente as atuações do ídolo, adotar suas manias e inspirar-se no estilo de jogo aéreo e extremamente físico. “Sua obsessão por Michael era óbvia”, dizia Phil Jackson, técnico que conquistou seis títulos com Jordan em Chicago, depois mais cinco com Kobe nos Lakers.

 

A dupla protagonizou a passagem de bastão no topo da NBA. Enquanto Jordan vivia os últimos anos de seu reinado, Kobe começou a escrever sua própria história, marcada pelo estilo espetacular e vontade de vencer.

 

Em 1999, Phil Jackson organizou um encontro entre Kobe e Jordan, na esperança de que o jovem jogador tomasse conselhos com o ídolo, já aposentado. “A primeira coisa que Kobe disse foi: se jogarmos um contra um, eu acabo com você”, lembrou Jackson em sua autobiografia.

 

A era Kobe Bryant teve uma parceria imparável com Shaquille O’Neal, que dominou a NBA entre 2000 e 2002. Trabalhador incansável, varava a noite em longas sessões de arremessos após os treinos oficiais, lia análises de técnicos e encarava árduas sessões de preparação física. Daí a fama de monomaníaco que acarretou em vários desentendimentos com companheiros de equipe — incluindo O’Neal, que por isso trocaria de time.

 

O sangue frio em quadra e as jogadas precisas renderam o apelido de Black Mamba (uma cobra conhecida pelo veneno letal).

 

Em 2003, viveu o período mais obscuro da carreira. Acusado de estupro por uma funcionária de um hotel de luxo no Colorado, ele admitiu a relação sexual, mas alegou consentimento da jovem de 19 anos — o processo foi abandonado após um acordo com a vítima.

 

Jogador de basquete mais famoso e bem pago do mundo, Bryant empilhou conquistas impensáveis. Uma delas foi a partida em que marcou 81 pontos (contra os Raptors, em 2006). Venceu cinco títulos da NBA, duas medalhas de ouro olímpicas e esteve no All-Star Game 18 vezes em uma carreira de 20 anos.

 

Na reta final da carreira, Kobe ficou marcado por lesões graves e péssimas campanhas dos Lakers. Sua última temporada, porém, motivou agradecimentos que fizeram ressurgir o mito: foram várias homenagens em jogos fora de casa, em uma espécie de última turnê de uma estrela. No último jogo, aos 37 anos, Kobe deu adeus ao basquete marcando incríveis 60 pontos contra o Utah Jazz, em um Staples Center lotado para o adeus.

 

No final de tudo, Kobe Bryant se tornou um dos melhores jogadores de basquete da história por viver uma única obsessão: vencer. Por isso nem sempre foi bem visto por companheiros, imprensa ou torcedores, mas ao mesmo tempo se torna eterno justamente pela mente enigmática, bem longe da compreensão dos meros mortais.

Relembre abaixo os principais momentos da carreira do atleta em números:

 

 

1

É o número de vezes que foi eleito Jogador Mais Valioso (Most Valuable Player) da NBA. O prêmio é concedido ao jogador com melhor desempenho na temporada — 2007-2008, no caso de Bryant.

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Também é o número de estatuetas do Oscar que ele conquistou. Bryant ganhou o Oscar de melhor curta-metragem de animação em 2016 por Dear Basketball (“Querido Basquete”, em tradução livre), um filme de cinco minutos baseado em uma carta de amor ao esporte que ele escreveu em 2015.

2

O número de prêmios de Jogador Mais Valioso das Finais da NBA (Finals MVP) conquistados por Bryant, em 2008-2009 e no ano seguinte.

É também a soma de medalhas de ouro olímpicas que ele colecionou, ajudando os Estados Unidos a subir ao degrau mais alto do pódio em 2008 e 2012.

E o número de camisas aposentadas pelo Los Angeles Lakers em sua homenagem — oito e 24.

 

4

Quantas vezes Bryant venceu o prêmio de Jogador Mais Valioso do All-Star Game (partida amistosa anual em que participam os melhores jogadores do ano) — 2001-2002, 2006-2007, 2008-2009 e 2010-2011.

Trata-se de um recorde na história da NBA, empatado com Bob Pettit.

 

5

Bryant venceu cinco campeonatos da NBA.

9

Apenas quatro jogadores na história da NBA — Kobe Bryant, Michael Jordan, Kevin Garnett e Gary Payton — foram selecionados nove vezes para o Primeiro Time de Defesa da NBA (All-defensive first team).

11

Número de vezes em que foi convocado para o primeiro time da NBA (All-NBA First Team), empatado com Karl Malone. LeBron James é o único jogador que conseguiu o feito 12 vezes.

15

É o número de vezes que Bryant disputou como titular a partida anual do All-Star Game da NBA — sendo o segundo colocado neste quesito na história da liga, ficando uma participação atrás de LeBron James, que foi convocado pela 16ª vez para o jogo há dois dias.

16

Número de vezes em que Bryant jogou no dia do Natal — mais uma vez, um recorde na história da NBA.

18

Além de jogar como titular 15 partidas, Bryant foi escalado para o All-Star Game 18 vezes seguidas. É a sequência mais longa da história da NBA — e apenas Kareem Abdul-Jabbar, com 19 convocações, disputou mais vezes o All-Star Game.

20

Bryant passou 20 temporadas no Los Angeles Lakers. Apenas Dirk Nowitzki, que disputou 21 temporadas no Dallas Mavericks, teve uma carreira mais longeva em um único clube na NBA.

25

É o número de jogos em que marcou 50 pontos — apenas Wilt Chamberlain (118) e Michael Jordan (31) marcaram 50 pontos mais vezes.

60

O número de pontos marcados contra o Utah Jazz em sua partida de despedida. Foi a sétima vez em que ele marcou 60 pontos — e a primeira vez que alcançou o feito desde 2009.

 

81

Quando o Los Angeles Lakers venceu o Toronto Raptors por 122 a 104 em 22 de janeiro de 2006, Bryant marcou 81 pontos. Apenas Wilt Chamberlain, que fez 100 pontos em uma partida em 1962, marcou mais.

5.640

A pontuação de Bryant nos playoffs da NBA é a quarta maior da história da liga americana, atrás apenas de LeBron James (6.911), Michael Jordan (5.987) e Abdul-Jabbar (5.762).

33.643

Bryant, que estreou na temporada 1996-1997, marcou 33.643 pontos na temporada regular, ficando em quarto lugar na lista de melhor pontuação de todos os tempos, atrás apenas de Abdul-Jabbar (38.387), Karl Malone (36.928) e LeBron James (33.655), que ultrapassou Bryant enquanto jogava pelo Los Angeles Lakers no domingo.

Em uma das últimas postagens no Twitter antes de morrer, Bryant parabenizou James:

“Continue levando o jogo pra frente”, escreveu. “Muito respeito, irmão.”

48.637

Quantidade de minutos jogados — o oitavo tempo mais alto da NBA.

Lenda do basquete: conheça a jornada dentro e fora de quadra do gigante Kobe Bryant

Bryant foi alvo de uma denúncia de abuso sexual apresentada por uma funcionária de 19 anos de um hotel no Colorado, em 2003. O jogador, que havia se casado com Vanessa dois anos antes, disse que o encontro foi consensual. As queixas foram retiradas pelos promotores quando a acusadora se recusou a testemunhar no julgamento, e o caso foi resolvido particularmente em um um processo civil.

 

McDonald’s e Nutella descartaram Bryant como embaixador, mas a Nike, que havia definido um acordo de quatro anos e US$ 40 milhões com a estrela pouco antes da acusação, manteve a parceria. Seus tênis assinados pela marca ficaram entre os mais vendidos da NBA nos 15 anos seguintes e ajudaram a companhia a construir um negócio de US$ 6 bilhões na China, onde Bryant era idolatrado por sua habilidade na quadra e sua vontade de abraçar a cultura chinesa.

 

Ele fazia visitas anuais ao país como estratégia de marketing antes que essa medida se tornasse comum e foi provavelmente o atleta mais popular nos Jogos Olímpicos de 2008, em Pequim. Sua camisa era regularmente a best-seller da NBA na China, e ele conseguiu parcerias específicas na nação com Mercedes-Benz, Smart Car e Alibaba.

 

Da mesma forma que outras estrelas mundiais como Serena Williams e James e Kevin Durant, Bryant usou sua grande plataforma quando ainda era um atleta ativo para promover seus interesses comerciais. Ele fundou a Kobe Inc. em 2013 e disse à Forbes na época: “A missão da Kobe Inc. é possuir e cultivar marcas e ideias que desafiam e redefinem a indústria do esporte enquanto inspiram o mundo”.

 

O primeiro investimento da organização foi na bebida esportiva BodyArmor. Ele adquiriu mais de 10% da empresa por aproximadamente US$ 5 milhões. “O modelo sempre foi para que artistas ganhassem sweat equity, mas quis ir além”, disse Bryant.

 

O jogador se aposentou em 2016 com US$ 680 milhões em ganhos totais, com a salário e patrocínios. Foi o valor mais alto já registrado por um atleta durante sua carreira no esporte.

 

Meses após sua aposentadoria, ele lançou seu fundo de capital de risco de US$ 100 milhões, em parceria com o empresário Jeff Stibel, para investir em empresas de mídia, tecnologia e dados. O portfólio do negócio inclui o portal midiático “The Players Tribune”, a designer de videogame Scopely e a empresa de serviços jurídicos LegalZoom.

 

Bryant falava frequentemente sobre seu amor por contar histórias e abraçou esse papel em sua carreira pós-NBA, com campanhas publicitárias para a BodyArmor, uma série de livros destinados a jovens adultos e o curta-metragem de animação “Dear Basketball”, que ganhou um Oscar em 2018.

 

Kobe Bryant morreu em 26 de janeiro em um acidente de helicóptero em Calabasas, cidade da região metropolitana de Los Angeles, nos Estados Unidos. A lenda do basquete estava com outras oito pessoas no helicóptero, incluindo uma de suas filhas, Gianna. A informação do número de vítimas é do LA County Sheriff, a autoridade policial do local do acidente, que não divulgou o nome de nenhum dos mortos — a NBA confirmou que Bryant foi uma das vítimas e a imprensa americana, que sua filha estava a bordo.

 

O helicóptero caiu em uma área descampada, por volta das 9h45 do horário local (14h45 de Brasília). Segundo a polícia do condado de Los Angeles, o acidente foi seguido de um foco de incêndio que precisou ser controlado pelo Corpo de Bombeiros. Não houve vítimas no solo. A causa do acidente ainda é incerta.

(Fonte: https://www.uol.com.br/esporte/ultimas-noticias/2020/01/26 – ESPORTE / ÚLTIMAS NOTÍCIAS / BASQUETE / Do UOL, em São Paulo – 26/01/2020)

https://www.terra.com.br/esportes/basquete – ESPORTES  / BASQUETE – 27 JAN 2020)

(Fonte: https://www.terra.com.br/esportes / ESPORTES – 27 JAN 2020)

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