Jorge Baptista da Silva, industrial e o último presidente do Banorte antes do banco ser comprado pelo Banco Bandeirantes

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Jorge Baptista da Silva, ex-presidente do Banorte

Jorge Baptista da Silva liderou por mais de quatro décadas o Banco Nacional do Norte S.A (Foto: Fernando Machado / Reprodução)

 

 

Empresário de sucesso no setor têxtil e extremamente discreto, liderou por mais de quatro décadas o Banco Nacional do Norte S.A

Jorge Amorim Baptista da Silva (Recife, 19 de junho de 1923 – Recife, 30 de setembro de 2014), industrial e ex-presidente do Banorte e ex-membro do Conselho Nacional Monetário. Baptista foi o último presidente do Banorte antes do banco ser comprado pelo Banco Bandeirantes.

Pernambucano, Jorge era filho de Manoel Mendes Batista da Silva, que fundou o Banorte em 1942, após a antiga Superintendência da Moeda e do Crédito (SUMOC), hoje Banco Central, proibir que empresas financiassem atividades produtivas. Na ocasião, o grupo financiava a produção de cana e recebia o açúcar como pagamento. O produto era vendido no mercado internacional. Diante da proibição, Manoel Mendes decidiu então fundar seu próprio banco, o Banorte.

Jorge Amorim Baptista da Silva nasceu em 19 de junho de 1923 na casa nº 1.229 da Av. Rui Barbosa, filho do “capitão de empresas” Manoel Mendes Baptista da Silva e de Maria Thereza Ribeiro de Amorim, era engenheiro têxtil de profissão e banqueiro por opção. Empresário de sucesso no setor têxtil e extremamente discreto, liderou por mais de quatro décadas o Banco Nacional do Norte S.A, o Banorte, fundado pelo seu pai em 12 de outubro de 1942 e cujo slogan, “um amigo na praça”, como diziam seus comerciais, tornou-se um ícone da propaganda brasileira.

Com a morte do pai, em 1962, Jorge assumiu a direção do banco e do Cotonifício da Torre, também de propriedade da família. Conduziu a instituição até o dia 25 de maio de 1996, quando o Banorte sofreu intervenção do Banco Central, sendo posteriormente vendido ao banco Bandeirantes.

O Sistema Banorte foi um dos mais importantes na Região Nordeste e sempre pautou sua atuação como agente de financiamento de empreendedores. Foi também precursor da automação bancária com seus terminais de autoatendimento. O primeiro computador da IBM que chegou ao Estado de Pernambuco, em 1964, foi para o setor de processamento de dados do Banorte.

Jorge Batista da Silva sempre foi um entusiasta da gestão profissional e sua empresa foi considerada um celeiro de bons técnicos. Durante anos, o Banorte foi um sinônimo de showroom tecnológico. Também se notabilizou pela qualidade de suas agências, decoradas com peças de artistas pernambucanos.

O empresário também foi dono da Pedra Cerâmica Santo Antônio, que concorria com a Oficina Cerâmica Brennand no segmento de piso.

Jorge Baptista da Silva também foi presidente de uma das mais importantes empresas do setor têxtil de Pernambuco, o Cotonifício da Torre, que originou o bairro do mesmo nome e onde a família ainda detém a propriedade de quase 12 hectares.

Na década de 80, o Banorte chegou a comandar um grupo de várias empresas: segurança de valores, vigilância imobiliárias, gráfica e até uma agência de publicidade, a Gravatahy.

Mas o forte sempre foi o banco, cuja a presidência do conselho deu a Jorge Baptista da Silva assento no Conselho Monetário e interlocução com os presidentes do Banco Central.

Último banco privado importante no Nordeste – onde teve 53 de suas 83 agências –, o Banorte empenhava-se em ocupar o vácuo deixado pelo Econômico, da Bahia. Jorge Batista da Silva personalizava o caso do banqueiro nordestino, cuja família estava no negócio há mais de 50 anos. Com seu apego ao controle, fez crescer na cidade uma mística sobre sua personalidade: a do homem que morava num casarão que nunca dava entrevista.

Jorge Baptista da Silva faleceu em 30 de setembro de 2014, aos 91 anos. Ele morreu no Real Hospital Português, na área central do Recife, onde estava internado. O empresário faleceu de causas naturais. O ex-banqueiro era casado com Rosa de Oliveira, com quem teve quatro filhas.

O presidente do Sistema Fecomércio-Senac-Sesc, Josias Albuquerque, destacou a importância de Baptista no cenário do desenvolvimento do Estado. “A postura dele à frente do banco foi de grande contribuição para uma importante fase da trajetória de Pernambuco. É, sem dúvida, um trabalho que é digno de ser reconhecido”, declarou.

O economista Valdeci Monteiro lembrou o banco dirigido por Baptista como uma empresa “genuinamente pernambucana que conseguiu ter destaque no País”. “Ele tinha agências até mesmo fora do Estado e foi um dos primeiros bancos a investir em um sistema interligado. A atuação do Banorte se confunde com o próprio desenvolvimento do Estado em um momento em que o Nordeste buscava firmar sua importância econômica diante do Brasil”, destacou.

(Fonte: http://jconline.ne10.uol.com.br/canal/economia/pernambuco/noticia/2014/10/01 – ECONOMIA – 01/10/2014)

(Fonte: http://www.blogdoelielson.com.br/2014/10 – BLOG DO ELIELSON – 01/10/2014)

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