John Richardson, ator britânico que contracenou com algumas das atrizes mais icônicas dos anos 1960 em produções clássicas

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John Richardson (1934 – 2021), ator de ‘Mil Séculos Antes de Cristo’

 

John Richardson (à dir.) com Raquel Welch em ‘Mil Séculos Antes de Cristo’ (1966). (Imagem: Reprodução/IMDb)

John Richardson (Worthing, Reino Unido, 19 de janeiro de 1934 – 5 de janeiro de 2021), ator britânico que contracenou com algumas das atrizes mais icônicas dos anos 1960 em produções clássicas.

 

Na ativa desde o final dos anos 1950, o ator britânico ficou conhecido por participar de clássicos cult como “A Maldição do Demônio” (1960), “Ela” (1965) e “Mil Séculos Antes de Cristo” (1966). Richardson se tornou um astro na década seguinte, atuando sob o comando do mestre de terror Mario Bava em “A Maldição do Demônio”, ao lado de Ursula Andress em “Ela” e com Raquel Welch em “Mil Séculos Antes de Cristo”.

 

 

John Richardson (à dir.) com Ursula Andress e Christopher Lee em ‘Ela’ (1965). (Imagem: Reprodução/IMDb)

 

 

Richardson começou sua carreira com pequenos papéis em filmes britânicos notáveis como “Somente Deus por Testemunha” (1958), drama sobre o naufrágio do Titanic, o remake do suspense “Os 39 Degraus” (1959), o noir jazzista “Safira, a Mulher Sem Alma” (1959) e a popular comédia criminal “Os Sete Cavalheiros do Diabo” (1960). Mas só foi se destacar após trabalhar no cinema italiano.

Ele participou do filme de estreia oficial do mestre do terror italiano Mario Bava, “A Maldição do Demônio” (1960), como um assistente de médico cujo sangue inadvertidamente traz uma bruxa vampírica (Barbara Steele) de volta à vida. O filme se tornou cultuadíssimo e chamou atenção do lendário estúdio britânico especializado em terror, Hammer Films, que lhe deu seus primeiros papéis de protagonista.

Escalado como arqueólogo galã em “Ela”, Richardson se aventurou em busca de uma cidade perdida governada por uma rainha imortal e deslumbrante (Ursulla Andress). A mescla de fantasia e terror fez tanto sucesso que ganhou continuação (sem Andress), “A Vingança da Deusa”, que o ator também estrelou em 1968.

 

Entre os dois lançamentos, ele ainda vestiu tanga em “Mil Séculos Antes de Cristo” (1966), aventura da Hammer com dinossauros que é mais lembrada pelo biquíni pré-histórico de Rachel Welch.

 

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Em 1968, ele chegou a fazer teste para substituir Sean Connery como James Bond, mas o papel acabou indo para George Lazenby, que interpretou o espião em “007 – A Serviço Secreto de Sua Majestade” (1969).

 

Richardson também foi astro de faroestes “spaghetti”, produzidos na Itália e vendidos para todo o mundo, como “John Bastardo” (1967); e contracenou com Barbra Streisand em “Num Dia Claro de Verão” (1970).

 

Embora tenha estreado em Hollywood em 1970, como coadjuvante de “Num Dia Claro de Verão” (1970), com Barbra Streisand, ele passou o resto da carreira na Itália, onde protagonizou os spaghetti westerns “John, o Bastardo” (1967) e “Execução” (1968), o drama criminal “A Candidate for a Killing” (1969), com Anita Ekberg, o terror trash “Frankenstein ’80” (1972) e a sci-fi trash “Batalha no Espaço Estelar” (1977), entre muitos outros filmes.

 

A lista melhora com seus papéis de coadjuvante, no terror cult “Torso” (1973), de Sergio Martino, e na comédia “Pato com Laranja” (1975), com Monica Vitti, culminando no último título de sua filmografia, o terror “A Catedral” (1989), do mestre Dario Argento.

 

John Richardson foi casado com a também atriz Martine Beswick, que interpretou duas Bond girls (em “Moscou contra 007” e “Contra a Chantagem Atômica”) entre 1967 até seu divórcio em 1973. Curiosamente, ele também esteve cotado a assumir o papel de James Bond no final dos anos 1960, após a breve desistência de Sean Connery.

 

Após anos trabalhando exclusivamente na Itália, Richardson se aposentou em 1989, deixando “A Catedral”, de Dario Argento, como seu último filme. Nos anos seguintes, ele se dedicou integralmente a outra paixão, a fotografia.

Após sair do cinema, ele virou fotógrafo profissional.

John Richardson faleceu em 5 de janeiro de 2021 de complicações resultantes de infecção por covid-19, aos 86 anos.

(Fonte: https://www.terra.com.br/diversao/gente – DIVERSÃO / GENTE / FAMOSOS / por Pipoca Moderna – 7 JAN 2021)

(Fonte: https://tvefamosos.uol.com.br/noticias/redacao/2021/01/08 – TV E FAMOSOS / FAMOSOS / Do UOL, em São Paulo – 08/01/2021)

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