John Lewis, considerado um dos pioneiros na luta pelos direitos civis nos EUA e era um dos últimos ativistas negros da época de Martin Luther King

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Congressista e ativista John Lewis, foi pioneiro na luta por direitos nos EUA

Foto de 23 de fevereiro de 1965 mostra diretor de segurança pública Wilson Baker falando sobre os perigos de manifestações noturnas no início de uma marcha em Selma, no Alabama. John Lewis está no primeiro plano do lado direito — (Foto: Associated Press)

 

 

 

Emblemático ativista dos direitos civis nos EUA

John Lewis (Troy, Alabama, 21 de fevereiro de 1940 – Atlanta, Geórgia, 17 de julho de 2020), congressista e ativista do movimento negro norte-americano. John Lewis, pioneiro do movimento dos direitos civis e veterano deputado da Câmara dos Estados Unidos, era um protegido do reverendo Martin Luther King Jr., a quem conheceu quando tinha apenas 18 anos. Ele foi o último orador sobrevivente de março de 1963, em Washington, estando ao lado de King durante a realização do histórico discurso “I Have a Dream”.

 

Lewis é considerado um dos pioneiros na luta pelos direitos civis nos Estados Unidos e era um dos últimos ativistas negros da época de Martin Luther King. A missão de levar mais justiça e igualdade foi seu guia até o fim da vida, tendo feito até mesmo uma aparição pública em junho, durante um ato antirracista que protestava contra a morte do ex-segurança George Floyd, em Washington.

 

Membro do Congresso por Atlanta, Lewis manteve a luta pelos direitos civis e humanos até o fim da sua vida, inspirando outros com apelos para que fosse causada uma “Boa Confusão”.

 

Usando uma bengala, Lewis andou com a prefeita de Washington, Muriel Bowser, em uma rua perto da Casa Branca que Bowser havia rebatizado de Praça “Black Lives Matter”.
O congressista, emblemático defensor do pacifismo e dos direitos civis nos Estados Unidos, além de companheiro de luta do ativista Martin Luther King, Lewis foi um dos mais jovens integrantes dos “Passageiros da Liberdade”, que lutaram contra a segregação racial no sistema de transporte público dos Estados Unidos no início dos anos 1960, e se tornou uma das vozes mais poderosas da defesa da justiça e da igualdade.
Este ícone afro-americano travou uma batalha ao longo da vida contra a discriminação racial e a injustiça, sendo espancado pela polícia e preso repetidamente durante protestos contra genocídios e leis sobre a imigração.
Filho de meeiros, Lewis nasceu em Troy, Alabama, em 1940. Era o quarto de dez irmãos de uma família de camponeses e cresceu em uma comunidade totalmente negra, onde rapidamente sentiu a segregação pela cor de sua pele.

Tinha apenas 21 anos quando se tornou um dos fundadores dos Passageiros da Liberdade.

Também foi o líder mais jovem da manifestação de 1963 em Washington, na qual Luther King proferiu seu histórico discurso “I have a dream” (“Eu tenho um sonho”).

Dois anos depois, quase morreu em uma manifestação antirracista pacífica em Selma, Alabama, quando teve um crânio fraturado pela polícia.

Aquele dia ficou conhecido como “Domingo Sangrento” e, exatamente meio século depois, caminhou de mãos dadas com Barack Obama, o primeiro presidente negro dos Estados Unidos, até o local do protesto emblemático.

– “A grande mudança está chegando” –

 

Lewis entrou no Congresso em 1986 e logo se tornou uma autoridade moral.

Trajetória

 

Lewis nasceu em Troy, no Alabama, em fevereiro de 1940. Era o quarto de dez irmãos de uma família de camponeses e cresceu em uma comunidade totalmente negra, onde rapidamente sentiu a segregação pela cor da pele.
Tinha apenas 21 anos quando se tornou um dos fundadores dos “Passageiros da Liberdade”, que lutaram contra a segregação racial no sistema de transporte público americano no início dos anos 1960.
Lewis foi o líder mais jovem da manifestação de 1963 em Washington, na qual Luther King proferiu seu histórico discurso “I have a dream” (“Eu tenho um sonho”).
Dois anos depois, quase morreu em uma manifestação antirracista pacífica em Selma, Alabama, quando teve um crânio fraturado pela polícia.
Aquele dia ficou conhecido como “Domingo Sangrento” e, exatamente meio século depois, caminhou de mãos dadas com Barack Obama, o primeiro presidente negro dos Estados Unidos, até o local do protesto emblemático.
Lewis entrou no Congresso em 1986 e logo se tornou uma das vozes mais poderosas da defesa da justiça e da igualdade.

Lewis se afastou de seus deveres legislativos nos últimos meses para se concentrar no tratamento do câncer, mas no início de junho voltou a Washington em meio aos protestos pela morte de George Floyd, um afro-americano sufocado por um policial branco.

Ele participou de um ato perto da Casa Branca que, após a morte de Floyd, se tornou epicentro dos protesto do movimento “Black Lives Matter”.

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“O vento está soprando, a grande mudança está chegando”, disse Lewis em uma discussão com congressistas sobre o racismo.

John Lewis faleceu em 17 de julho de 2020, aos 80 anos, ele anunciou em dezembro que tinha câncer de pâncreas em estágio avançado.

 

O norte-americano lutava contra um câncer no pâncreas e tinha se afastado do trabalho legislativo há alguns meses para tratar a doença.

 

Em nota oficial, a Câmara dos Representantes lamentou a morte do ativista, dizendo que o país “hoje chora a perda de um dos maiores heróis de sua história”. “John Lewis era um titã do movimento pelos direitos civis, cuja bondade, fé e bravura transformaram nossa nação – desde a determinação com que ele enfrentou a discriminação nos balcões de almoço até a coragem que ele demonstrou quando jovem, enfrentando a violência. Ele trouxe liderança moral ao Congresso por mais de 30 anos”, disse a presidente da Casa, Nancy Pelosi.

A líder ainda lembrou que Lewis era tão “reverenciado” que tinha respeito e admiração de todos os congressistas, sejam republicanos ou democratas.

Quem também se manifestou, através das redes sociais, foi o ex-presidente do país Barack Obama, que lembrou que Lewis “amava tanto o seu país que arriscou a sua vida e o seu sangue para estar à altura de suas promessas”.

“Nas últimas décadas, não apenas deu tudo de si mesmo pela causa da liberdade e da justiça, mas inspirou gerações que buscaram seguir seu exemplo”, afirmou ainda Obama.

Apesar dos embates constantes com o atual mandatário norte-americano, Donald Trump, a Casa Branca emitiu um comunicado em que lamenta a perda “do ícone dos direitos civis”, que combateu as discriminações sofridas pelos negros nos Estados Unidos, mas lembra que Lewis deixou uma “herança duradoura”.

Políticos lamentam a perda do ativista

“John Lewis foi um ícone que lutou com todas as suas forças para promover a causa dos direitos civis para todos os americanos”, publicou em rede social o senador Kamala Harris, o primeiro afro-americano a representar a Califórnia no Senado. “Estou arrasado por sua família, amigos, funcionários e todos aqueles cujas vidas ele tocou”.

A senadora norte-americana Elizabeth Warren escreveu no Twitter: “John Lewis era um verdadeiro herói americano e a bússola moral de nossa nação. Que sua coragem e convicção permaneçam em todos nós”.

“Nossa consciência, ele era um fanático por essa era moderna. Lutou sempre”, disse Stacey Abrams, ativista democrata e fundadora do Fair Fight, um grupo de direitos de voto no estado natal de Lewis, na Geórgia. “E nunca ele relutou em compartilhar sua beleza. Eu o amava e sentirei sua falta”.

O presidente francês, Emmanuel Macron, também fez uma homenagem em memória do ativista. “Uma vida de combate pelos direitos civis. Uma vida de belas lutas, para lutar por um mundo mais justo. Muito progresso foi feito graças a ele. John Lewis era um herói”, tuitou.

Foto de 7 de março de 2015 mostra o então presidente dos EUA, Barack Obama, cumprimentando John Lewis na ponte Edmund Pettus em Selma, Alabama — (Foto: Brendan Smialowski / AFP)

 

(Fonte: https://www.terra.com.br/noticias/mundo – NOTÍCIAS / MUNDO / Por ANSA – 18 JUL 2020)

(Fonte: https://g1.globo.com/mundo/noticia/2020/07/18 – MUNDO / NOTÍCIA / Por G1 – 18/07/2020)

(Fonte: https://www.msn.com/pt-br/noticias/brasil – NOTÍCIAS / BRASIL / WASHINGTON (Reuters) / Por Patricia Zengerle – 18/07/2020)

(Fonte: https://br.noticias.yahoo.com – NOTÍCIAS / Por Michael Mathes (AFP) – 18 de julho de 2020)

(Fonte: Zero Hora – ANO 57 – N° 19.768 – 21 JULHO 2020 – TRIBUTO / MEMÓRIA – Pág: 25)

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