John Gavin, ator que deixou sua marca em filmes como “Psicose” e “Spartacus”

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John Gavin, ator de “Psicose” e ex-embaixador dos EUA

 

O ator John Gavin (AP Photo)

 

Foi um galã de Hollywood que falava fluentemente português

Ator que trabalhou em filmes de Hitchcock e Kubrick. Foi também embaixador dos EUA no México.

John Gavin (Los Angeles, 8 de abril de 1931 – Beverly Hills, Los Angeles, 9 de fevereiro de 2018), ator americano, que deixou sua marca em filmes como “Psicose” e “Spartacus” (ambos de 1960).

Gavin interpretou o namorado de Marion Crane (Janet Leigh) no filme de Alfred Hitchcock “Psicose”, enquanto no filme de Stanley Kubrick, “Spartacus”, deu vida a Julio Cesar.

este galã de Hollywood trabalhou com Alfred Hitchcock e Stanley Kubrick, além de Douglas Sirk.

 

 

John Gavin (Spartacus) – (Foto: Annex – DoctorMacro / Divulgação)

 

Independentemente de sua carreira em Hollywood, Gavin também foi conhecido pelo seu trabalho como embaixador dos Estados Unidos no México entre 1981 e 1986, durante o governo de Ronald Reagan.

Ator norte-americano falava fluentemente português (também o espanhol) e foi o primeiro embaixador dos Estados Unidos no México no tempo da Presidência de Ronal Reagan.

Desde jovem, John Gavin mostrou interesse nas suas duas paixões: o cinema e a carreira diplomática.

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Sua filmografia inclui outros longas-metragens como “Imitação da Vida” (1959), “A Teia de Renda Negra” (1960) e “Positivamente Millie” (1967).

Gavin esteve muito perto de encarnar o agente 007 em “Os Diamantes São Eternos” (1971), mas finalmente Sean Connery, após se ausentar no filme “A Serviço Secreto de Sua Majestade” (1969), voltou a interpretar o personagem de James Bond.

Além disso, Gavin foi o presidente do Sindicato de Atores de Hollywood (SAG, sigla em inglês) de 1971 a 1973.

John Anthony Golenor nasceu em Los Angeles em abril de 1931, a quinta geração a viver na cidade do lado do seu pai, descendente de proprietários espanhóis da Califórnia colonial, enquanto a sua mãe, era uma aristocrata mexicana. Foi o pai de John que quis mudar o nome de família para Gavin. Não revelando qualquer interesse pela profissão de ator durante os seus estudos, John Gavin formou-se na Universidade de Stanford em Economia e Assuntos da América Latina. Apesar dos antecedentes familiares, não era rico, tendo frequentado a faculdade com uma bolsa, como contou numa entrevista nos anos 60. Com a Guerra da Coreia, Gavin entra para a Marinha, mas mesmo depois do final do conflito fica ao serviço do almirante Milton E. Miles, por causa da sua fluência em espanhol e português, até ser dispensado em 1955.

A sua entrada no cinema é perfeitamente acidental. Um amigo da família estava a fazer um filme sobre um porta-aviões e o Gavin ofereceu-se como conselheiro técnico. Mas o emprego que arranjou, depois de um teste em frente à câmara, foi um contrato com a Universal: “Eles ofereceram-me tanto dinheiro que não pude resistir.”

Alto, com olhos escuros e um rosto de arrasar-corações, deram-lhe sucessivos papéis ao lado das protagonistas: de Lana Turner (Imitação da Vida, 1959) – já tinha feito também com realização de Douglas Sirk Tempo para Amar e Tempo para Morrer — a Katharine Hepburn (A Louca de Chaillot, 1969). Foi ainda o namorado de Janet Leigh no clássico de Alfred Hitchcock Psico ou Júlio César no Spartacus de Kubrick. Os críticos da época descrevem a sua atuação como rígida e John Gavin rapidamente começa a aparecer na televisão, fazendo papéis como ator convidado até 1981 — vimo-lo na série Barco do Amor em 1977. Falhou o regresso ao cinema em dois James Bond — Diamonds Are Forever, em 1971, e Live and Let Die, em 1973.

De Hollywood e da Universal, ficou a amizade com Ronald Reagan. Em 1981, John Gavin, que na década anterior já tinha tido algumas missões diplomáticas relacionados com a América Latina, foi nomeado embaixador no México, fazendo a sua entrada na política. Depois de uma carreira como diplomata envolta em muita polêmica, regressa aos EUA em 1986, onde começa uma carreira de sucesso como empresário.

John Gavin morreu em 9 de fevereiro de 2018, aos 86 anos, em Los Angeles.

“Um triste dia. O meu grande amigo John Gavin morreu esta manhã. Um dos melhores homens que conheci e que foi como um irmão para mim. Descanse em paz”, disse no Twitter, o cineasta William Friedkin, diretor do clássico de terror O Exorcista.

(Fonte: https://noticias.bol.uol.com.br/ultimas-noticias/entretenimento/2018/02/10 – ENTRETENIMENTO / Por EFE – De Los Angeles (EUA) – 10/02/2018)

(Fonte: https://www.publico.pt/2018/02/10/culturaipsilon/noticia – CULTURA ÍPSILON / Por ISABEL SALEMA – 10 de Fevereiro de 2018)

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