João Zeferino da Costa, escolhido por dom Pedro II para elaborar as pinturas da Igreja da Candelária (RJ) consideradas sua principal obra

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João Zeferino da Costa (Rio de Janeiro, 25 de agosto de 1840 – Rio de Janeiro, 24 de agosto de 1916), pintor, desenhista, decorador e professor

Em 1857, ingressa na Academia Imperial de Belas Artes – Aiba. É orientado em pintura histórica por Victor Meirelles (1832 – 1903). Em 1868 recebe, pela composição Moisés Recebendo as Tábuas da Lei, ca.1870, o prêmio de viagem ao exterior. Parte para Roma, onde estuda com mestres renomados na Accademia di San Luca. Torna-se aluno de Cesare Mariani (1826 – 1901), autor de pintura histórica e decorador de igrejas. Retorna ao Brasil em 1877.

É nomeado professor da Aiba, atividade que exerce até o fim da vida, tendo lecionado pintura histórica e paisagem até fixar-se definitivamente na cadeira de desenho. Em 1879 envia para a Exposição Geral de Belas Artes, 17 obras, entre as quais a tela A Pompeiana, 1879, que é duramente criticada por Gonzaga Duque (1863 – 1911). Talvez por esse motivo, após esta data nunca mais participa de exposições públicas.

Em 1878, é escolhido pelo imperador dom Pedro II (1825 – 1891) para elaborar as pinturas da Igreja da Candelária, no Rio de Janeiro, consideradas sua principal obra. Na cúpula pinta o tema da Virgem rodeada pelas virtudes da Fé, Esperança, Caridade, Prudência, Justiça, Fortaleza e Temperança e, na capela-mor, diferentes cenas da vida da Virgem. Viaja novamente a Roma para realizar estudos para os painéis que compõem a nave central da Candelária.

Para esse trabalho, tem a colaboração de diversos alunos, entre eles Castagneto (1851 – 1900), Oscar Pereira da Silva (1867 – 1939), Pinto Bandeira (1863 – 1896), Augusto Rodrigues Duarte (1848 – 1888). Em 1890, torna-se vice-diretor e professor de desenho de modelo-vivo da Escola Nacional de Belas Artes – Enba.

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Zeferino da Costa trabalhava, na época, na decoração da igreja da Candelária, no Rio de Janeiro, e convidou o pintor italiano Pedro Campofiorito (1875-1945), que, em Roma, recebeu um convite para vir ao Brasil, como auxiliar.

Este aceitou, e por aqui permaneceu. É dele uma curiosa Alegoria ao Cruzeiro do Sul, datada de 1917, obra em que, no azul do centro da bandeira nacional, entrevê-se a Baía de Guanabara.

Se alguns estrangeiros vinham e partiam com críticas, outros transformavam o Brasil em sua verdadeira pátria. Este foi o caso do italiano Campofiorito.

Em 1917, dois anos após a sua morte, é publicado Mecanismos e Proporções da Figura Humana, livro de sua autoria ilustrado com diversos de seus desenhos.

(Fonte: Veja, 21 de novembro de 1984 – Edição 846 – ARTE/ Por Casimiro Xavier de Mendonça – Pág: 140/142/143)

(Fonte: https://www.escritoriodearte.com/artista/joao-zeferino-da-costa – Artistas – João Zeferino da Costa)

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