Jesús Gil, um dos mais polêmicos dirigentes do futebol mundial, foi o principal acionista do Atlético de Madri

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Jesus Gil, dono do Atlético de Madri

Gregorio Jesús Gil y Gil (Burgo de Osma, Espanha, 12 de março de 1933 – Madri, 14 de maio de 2004), ex-presidente do Atlético de Madrid e maior acionista deste clube de futebol, um dos mais polêmicos dirigentes do futebol mundial, o espanhol foi o principal acionista do Atlético de Madri

Casado e com quatro filhos, o também empresário e ex-prefeito da cidade turística meridional de Marbella, dirigiu o Atlético durante 16 anos.

Sob sua gestão, o time recuperou seu lugar entre as grandes equipes da Espanha e teve o êxito mais importante de seus 100 anos de existência: em 1996, ganhou o Campeonato Espanhol e a Copa do Rei, conquistas denegridas em 2000 com o rebaixamento à segunda divisão espanhola, onde permaneceu por duas temporadas.

 

Jesus Gil estava afastado do clube desde maio de 2003 por problemas de saúde

Presidente do Atlético desde 1987, Jesus Gil deixou a presidência do clube -mesmo mantendo o status de dono- em maio de 2003, por razões médicas. Em fevereiro do mesmo ano, o dirigente havia passado por cirurgia para colocar um marca-passo, em virtude de sofrer de hipertensão. Quando deixou o comando da equipe, foi substituído por Enrique Cerezo, sem deixar, porém, de manter seu filho, Miguel Angel, na direção administrativa.

Ex-prefeito da cidade de Marbella, Jesus Gil era conhecido por sua personalidade polêmica. Falastrão, enfrentou durante parte da sua vida inúmeras acusações por irregularidades financeiras, chegando inclusive a passar alguns períodos na cadeia.

Gil entrou para a história do Atlético, o grande rival do Real Madrid, por sua dedicação ao clube, do qual era sócio desde 1981, devido a suas difíceis relações com os técnicos, alguns jogadores e por seus numerosos problemas judiciais.

Por três vezes passou pela prisão e, em mais de uma ocasião, a mistura de seus interesses econômicos e políticos com os do clube criaram grandes problemas para a gestão da sociedade, cuja presidência renunciou em 2003.

Jesus Gil y Gil morreu em 14 de maio de 2004, aos 71 anos, seis dias depois de ter sido internado com uma embolia cerebral.

Gil morreu sem tomar conhecimento do resultado da última partida que o Atlético de Madrid jogou em Santander contra o Racing, que acabou em 2 a 2.

O histórico médico de Jesús Gil y Gil incluía uma intervenção cirúrgica para colocar um marcapasso, feita em janeiro de 2003.

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A morte de Jesús Gil perturbou o mundo do futebol espanhol, que reagiu com profundo pesar.

Florentino Pérez, presidente do Real Madrid, assegurou que Gil “foi uma referência do futebol espanhol” e disse estar “consternado” com a notícia. “Ele entrará para a história por seu amor, seu carinho e sua dedicação”, afirmou.

Augusto César Lendoiro, presidente do Deportivo La Coruña, disse que Jesús Gil era “uma pessoa que transmitia jovialidade, ao lado de quem ninguém nunca se chateava, era entranhável, sempre tinha uma frase carinhosa e estava próximo das pessoas”.

O presidente do Barcelona, Joan Laporta, definiu Jesús Gil como “um personagem singular e entranhável”, que sempre recebeu sua equipe “com carinho”. “Personagens como ele fazem parte de uma forma de ser necessária em alguns momentos para refletir sobre muitas coisas”, assinalou.

Pedro Tomás, presidente da Liga de Futebol Profissional, disse que Gil era especial, “uma dessas pessoas tão arrebatadoras que são únicos, independentes, livres, carinhosos e muito familiares”.

Seu caráter explosivo fez com que ele brigasse com pessoas e com instituições esportivas, o que lhe custou mais de uma sanção, sobretudo quando a veemência o conduzia ao insulto.

As polêmicas passaram a ser maiores quando bateu em José María Fidalgo, do Compostela, e cruzou insultos irreproduzíveis com o presidente dessa equipe galega, José María Caneda, também conhecido por sua agressividade dialética.

Mas ninguém questionou sua paixão pelo Atlético, clube ao que se incorporou para fazer dele um time grande e para lançar muitos jogadores latino-americanos, entre eles Vavá, Pereira, Leivinha, Ayala, Heredia, Hugo Sánchez, Alemão, Donato, Baltazar, Valencia, Juninho, Gamarra, Celso Ayala e Simeone.

Além de jogadores, trabalhou com técnicos sul-americanos como o colombiano Francisco Maturana e o argentino César Luis Menotti.

(Fonte: https://esporte.uol.com.br/futebol/ultimas/2004/05/14 – FUTEBOL – Das agências internacionais/ Em Madri (Espanha) – 14/05/2004)

(Fonte: http://esportes.terra.com.br/futebol/europeu – FUTEBOL ESPANHOL – EUROPEU – 14 de maio de 2004)

EFE – Agência EFE – Todos os direitos reservados. 

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