Irving Rapper, diretor de cinema por quase 40 anos e dirigiu mais de 20 filmes

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Irving Rapper, diretor de cinema

Irving Rapper (Grã-Bretanha, 16 de janeiro de 1898 – Los Angeles, 20 de dezembro de 1999), cineasta especialista em melodramas dos anos 40 e 50, entre os quais um dos títulos mais lendários da filmografia de Bette Davis: NOW VOYAGER / A ESTRANHA PASSAGEIRA (1942). Nascido em 16 de janeiro de 1898, na Grã-Bretanha, Rapper era um dos mais idosos sobreviventes do período clássico de Hollywood.

Rapper foi diretor de clássicos como “A Estranha Passageira” (1942), com Bette Davis. Ele trabalhou por quase 40 anos e dirigiu mais de 20 filmes. Sua última produção, “Born Again”, é de 78.

Irving Rapper foi um dos muitos europeus que, ao longo dos anos 30, se transferiram para os EUA, ajudando a consolidar a indústria saída do mudo e, em particular, a enfrentar as suas transformações técnicas e artísticas decorrentes da introdução do som.

O seu nome está indissociavelmente ligado à história de um estúdio, a Warner Bros. De facto, foi logo nesse contexto que Rapper se iniciou como director de diálogos (uma função tanto mais importante quanto tinha a ver com a adaptação dos actores ao novo contexto criativo imposto pelo som).

Têm a sua assinatura três melodramas decisivos na afirmação de Bette Davis como grande senhora do género melodramático. Além do já citado Now Voyager, Rapper dirigiu-a ainda em The Corn is Green / O Coração não Morre (1945) e Deception / Que o Céu a Condene (1946).

Foi também ele que assinou a primeira adaptação cinematográfica da peça The Glass Menagerie / Algemas de Cristal, de Tennessee Williams, com Gertrude Lawrence (1898-1952), Jane Wyman (1917-2007), Kirk Douglas e Arthur Kennedy. (A segunda versão da mesma peça foi dirigida em 1987 por Paul Newman e incluía no seu elenco Joanne Woodward, Karen Allen, John Malkovich e James Naughton).

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O nome de Irving Rapper está ainda ligado a um momento frequentemente citado como marcante na viragem da carreira de Natalie Wood: Marjorie Morningstar (1958), filme em que a futura actriz de Esplendor na Relva e West Side Story contracena com Gene Kelly. O derradeiro filme de Rapper, Born Again, tem data de 1978, contava ele 80 anos.

Não tendo sido exactamente um autor com uma marca pessoal, deixa uma obra típica de um artesão hábil e seguro, capaz de tirar partido de um bom argumento e, em especial, de garantir uma boa direcção de actores.

Na sua obra monumental 50 Ans de Cinéma Américain (1991), Jean-Pierre Coursodon e Bertrand Tavernier resumem assim o contributo de Irving Rapper para a produção clássica americana: “Este inglês educado na América fez parte, com Jean Negulesco, Vincent Sherman e Curtis Bernhardt, dos quatro mosqueteiros do melodrama feminino, da ‘soap opera’ de prestígio que, na Warner, retomaram a herança de Edmund Goulding e Michael Curtiz.”

Irving Rapper morreu em 20 de dezembro de 1999, no subúrbio de Los Angeles, em uma casa de repouso, onde vivia desde 1995. Ele tinha 101 anos.

(Fonte: http://www.cineclick.com.br/falando-em-filmes/noticias/ por Daniel Reininger – 01/06/2014)

(Fonte: http://www.cinema2000.pt – J. L. – 31-12-1999)

(Fonte: http://www1.folha.uol.com.br/fsp/cotidiano – FOLHA DE S.PAULO – das agências internacionais – COTIDIANO – FOLHA DE S.PAULO – 31 de Dezembro de 1999)

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