Foi a primeira mulher a dar a volta ao mundo

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Jeanne Baret, foi a primeira mulher a dar a volta ao mundo

 

 

A botânica e exploradora disfarçada de homem, foi a primeira mulher a navegar o mundo, durante expedição francesa

 

 

Jeanne Baret (La Comelle, França, 27 de julho de 1740 – 5 de agosto de 1807), botânica e exploradora que foi a primeira mulher a circum-navegar o mundo. A exploradora esteve em uma expedição que descobriu mais de 6 mil espécies de plantas.

 

Nascida na região na cidade de Autun, na região da Borgonha, na França, Jeanne Baret teve uma educação rural e passou a se especializar na descoberta e identificação de plantas. Em 1760, tornou-se assistente do famoso botânico Philibert Commerson. Na época, as leis francesas não permitiam a presença de mulheres em expedições da marinha, então, Jeanne se disfarçou de homem para acompanhar Commerson em uma expedição a bordo do navio Étoile, que partiu em 1765.

 

A botânica abriu as portas para gerações de exploradores, e foi a primeira mulher a fazer parte de uma expedição que navegou o mundo, em 1766, quando coletou mais de 6 mil espécies de plantas. Ao passar pelo Brasil, ela teria batizado as flores que hoje são chamadas de “bougainvilles”. Jeanne tirou uma amostra dessa videira em flor quando viajava pelo Brasil.

 

Jeanne nasceu em 27 de julho de 1740 em La Comelle, França. De origem humilde, começou a aprender sobre plantas com seus pais e, com o tempo, se tornou botânica. Sua consolidação no meio ocorreu após começar a trabalhar como tutora do filho de Philibert Commerson, botânico do rei Luis XVI, que foi o ponto de partida para os principais momentos de sua história.

 

 

Commerson foi recomendado para uma viagem ao redor do mundo para descobrir novos territórios e espécies. O cientista aceitou a proposta e queria levar Jeanne Baret como sua ajudante, mas, naquela época, mulheres não podiam viajar de navio.

 

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Infiltrada

 

 

Para driblar essa norma, a dupla teve uma ideia mirabolante: disfarçar Jeanne de homem. Utilizando ataduras e roupas largas, os dois conseguiram transformar a exploradora em um jovem chamado “Jean”, que foi aceito na tripulação comandada pelo navegador Louis de Bougainville.

 

 

Jeanne Baret, 1ª mulher a dar a volta ao mundo. (Fonte: Wikimedia Commons )

 

 

A expedição partiu em 1766 e Jeanne conseguiu se infiltrar com maestria entre os marujos. Além de ajudar Commerson em suas pesquisas, a exploradora também tinha que realizar trabalhos pesados para manter as aparências.

 

Na viagem, a dupla coletou mais de 6 mil espécies de plantas, incluindo a flor “bugainville”, durante passagem pelo Brasil. Depois de três anos de expedição, Jeanne foi descoberta e deixada pela tripulação no Taiti. Durante anos, ela permaneceu no país e também nas Ilhas Maurício, até voltar à França, onde foi reconhecida como a primeira mulher a circunavegar o mundo.

A viagem teve escalas em locais como Taiti e Ilhas Maurício, e Jeanne auxiliou na descoberta de mais de 6 mil espécies de plantas durante a jornada. Em 1768, porém, a verdadeira identidade da exploradora foi descoberta e, apesar de não ter sido presa, a jovem e Commerson tiveram que deixar a viagem.

Jeanne faleceu em 5 de agosto de 1807, aos 67 anos. Em 2012, 205 anos depois, recebeu uma honraria botânica que colocou seu nome em uma planta então recém-descoberta, a Solanum baretiae, considerada uma espécie próxima de vegetais comuns, como tomate, berinjela e batata.

(Fonte: https://www.tecmundo.com.br – Mateus Mognon – 27/07/2020)

(Fonte: https://www.techtudo.com.br/noticias/2020/07 – NOTÍCIAS / APPS / INTERNET / Por Rodrigo Fernandes, para o TechTudo – 27/07/2020)

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