WEINGARTNER; RENOMADO REGENTE.
Diretor do Conservatório de Basileia de 1927 a 1934. Protegido de Liszt.
TAMBÉM FAMOSO COMO COMPOSITOR.
Primeira ópera apresentada em Weimar em 1884.
Escreveu libretos, poemas e livros técnicos.
Felix Weingartner (nasceu em 2 de junho de 1863, em Zara, na Dalmácia — faleceu em 7 de maio de 1942 em Winterthur, na Suíça), foi maestro, compositor e pianista austríaco. Seu estilo de composição assemelha-se mais ao do início do Romantismo que de seus desenvolvimentos posteriores, para não dizer nada de modernismo.
Nascido em Zara, na Dalmácia, era essencialmente austríaco, inclusive em temperamento musical, e seus maiores triunfos foram em Viena, como maestro da ópera local.
O Sr. Weingartner, suspeito do regime nazista devido às suas tendências, rompeu todos os laços com o Reich e estabeleceu-se na Suíça, em Winterthur, onde recebeu a hospitalidade de Werner Reinhardt.
Também professor e escritor, Felix Weingartner foi um dos maestros mais notáveis de sua época. Conquistou reputação internacional na ópera e na música sinfônica e, embora tenha composto extensivamente, escrito livros e lecionado em importantes conservatórios, foi sua regência que lhe conferiu maior fama.
Sua primeira apresentação nos Estados Unidos foi como maestro convidado da Filarmônica de Nova York, em 1905. Estava contratado para reger dois concertos, mas foi solicitado a realizar mais dois.
No ano seguinte, retornou aos Estados Unidos para reger a Orquestra Sinfônica de Nova York, realizando uma turnê pelas principais cidades americanas à frente do conjunto.
Em 12 de fevereiro de 1912, fez sua estreia como maestro de ópera nos Estados Unidos, dirigindo a Companhia de Ópera de Boston em uma apresentação de “Tristão e Isolda”, de Wagner.
Com sua terceira esposa, Lucille Marcel, uma mezzo-soprano, apresentou-se diversas vezes com a companhia de Boston e retornou para mais um compromisso na temporada seguinte.
O trabalho de Weingartner tornou-se bastante conhecido pelos americanos nos últimos anos por meio de suas extensas gravações com as principais orquestras da Europa.
Homem de Muitos Talentos
Weingartner era um homem de muitos talentos. Escreveu libretos, poemas e vários livros sobre problemas musicais em geral e sobre a técnica de composição e regência em particular. Foi um dos editores das obras completas de Berlioz e Haydn e realizou outros trabalhos importantes de edição.
De 1927 a 1928, foi diretor do famoso conservatório de Basileia, na Suíça, onde liderou festivais de música que se tornaram conhecidos em toda a Europa. Nesse mesmo ano, foi nomeado diretor da Ópera Estatal de Viena, cargo que ocupou até agosto de 1936, quando renunciou a pedido do Ministério da Educação austríaco.
Em 1937, foi convidado pela União Soviética para reger diversos concertos de Beethoven e Wagner durante a temporada musical russa. Weingartner sempre afirmou que seu contato com Franz Liszt em Weimar, na Alemanha, foi um fator determinante em sua carreira.
O velho mestre persuadiu o jovem compositor a fixar residência em Weimar e foi por iniciativa de Liszt que o teatro da corte de Weimar apresentou, em 1884, a primeira ópera de Weingartner, “Sakuntala”.
A apresentação foi um sucesso artístico, mas não resolveu os problemas financeiros do jovem compositor, então ele aceitou o cargo de maestro na ópera cívica de Königsberg. Sua segunda ópera, “Malawika, A ópera “Orestes” estreou no teatro da corte de Munique em 1886.
Outras quatro óperas, “Genesius”, “Caim e Abel”, “Lady Kobold” e “O Apóstata”, estão entre suas obras posteriores. Uma trilogia musical-dramática, “Orestes”, foi um de seus trabalhos mais ambiciosos, e ele compôs libretos para “Fausto”, de Goethe, e “A Tempestade”, de Shakespeare.
Diversas de suas obras sinfônicas e canções (Lieder) estão entre as mais frequentemente executadas no mundo da música. Ele escreveu a maioria dos libretos de suas óperas, compôs vários poemas e rearranjou “Oberon”, de Carl Maria von Weber, e “José”, de Mehul.
Weingartner, aluno de Remy, nasceu em 2 de junho de 1863, filho de um diretor de uma companhia telegráfica. Seus primeiros passos na composição foram dados em Graz, Áustria, onde estudou com W. A. Remy até 1881.
Em seguida, ingressou na Universidade de Leipzig, onde estudou filosofia, mas posteriormente dedicou-se inteiramente à música, frequentando o Conservatório de Leipzig até 1883. Seu contato com Liszt e sua experiência como maestro em Königsberg se seguiram.
Sua carreira o levou a Hamburgo, Frankfurt e ao teatro da corte de Mannheim, até que, em 1891, tornou-se maestro principal da Ópera Real de Berlim. Pouco tempo depois, assumiu a regência da Orquestra Sinfônica de Berlim e também regeu em Munique.
Em 1908, mudou-se para Viena como maestro da brilhante ópera local, transferiu-se para Darmstadt em 1914 e, após a Primeira Guerra Mundial, retornou a Viena, onde permaneceu até ser convidado pelo Conservatório de Basileia em 1927.
Felix Weingartner faleceu em 7 de maio de 1942 em um hospital em Winterthur, na Suíça, aos 78 anos.
O Sr. Weingartner casou-se cinco vezes. Sua primeira esposa foi Marie Juilerat; a segunda, a Baronesa Feodora von Dreifus; a quarta, a atriz Bertha Kalisch; e a quinta, Carmen Studer, que havia estudado regência com ele.
(Créditos autorais reservados: https://www.nytimes.com/1942/05/08/archives — New York Times/ Arquivos/ Arquivos do The New York Times/ Telefone para The New York Times — BERNA, 7 de maio — 8 de maio de 1942)

