Carlos Chagas, jornalista, professor e advogado, atuou como assessor de imprensa da presidência da República durante o regime militar

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Ele é pai da ex-ministra-chefe da Secretaria de Comunicação Helena Chagas.

 

Ele trabalhou nos jornais O Globo e Estado de S.Paulo, e atuou como assessor de imprensa da presidência da República durante o regime militar

 

27/03/2014. (Crédito: Breno Fortes/CB/D.A Press. Brasil. Brasília – DF). Perfil do jornalista e escritor Carlos Chagas.

 

Carlos Chagas (Três Pontas, em Minas Gerais, 20 de maio de 1937 – Brasília, 26 de abril de 2017), jornalista, professor e advogado, foi um dos comentarista mais influentes da política brasileira, pai da ex-ministra-chefe da Secretaria de Comunicação Helena Chagas no governo Dilma Rousseff.

 

Nascido em Três Pontas, em Minas Gerais, em maio de 1937, filho de um comerciante e de uma professora, Carlos Chagas começou a carreira de jornalista no final dos anos 1950, quando ainda estudava direito no Rio de Janeiro. A primeira contratação foi no jornal “O Globo”, em 1959.

 

Após concluir o curso universitário no final de 1960, trabalhou durante um ano e meio como jornalista e também como advogado de presos que cumpriam pena no presídio da ilha Grande (RJ). Em seguida, prestou concurso para promotor público e foi aprovado. Diante da impossibilidade de acumular as atividades de promotor e jornalista, optou pelo jornalismo.

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Chagas foi um dos nomes mais expressivos do jornalismo brasileiro e professor da Universidade de Brasília (UnB) durante 25 anos. Ao longo de sua carreira, ele passou pelo Estadão, O Globo, SBT, Manchete, RedeTV, CNT, entre outros veículos de comunicação.

 

No período da ditadura militar, Carlos Chagas foi assessor de imprensa da Pre­si­dência da República de maio a agosto de 1969, no governo do general Costa e Silva, e dessa experiência nasceu o livro “A Ditadura Militar e os Golpes Dentro do Golpe: 1964-1969” que narra a trajetória do governo militar entre 1964 e 1969. Baseado nas suas próprias memórias e nos relatos de outros jornalistas, Carlos Chagas conta os bastidores do golpe de 1964, que tirou o presidente João Gou­lart e pôs o general Castello Branco no poder e “A Ditadura Militar e a Longa Noite dos Generais”, que abrange o período de 1970 a 1985.

 

Trajetória

 

Chagas começou a carreira de jornalista no final do anos 1950, quando ainda cursava direito na Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC). A primeira contratação foi no jornal O Globo, em 1959.

Na década de 1960 trabalhou no palácio Guanabara, no Rio de Janeiro, como secretário de imprensa do então governador Negrão de Lima, quem conheceu durante coberturas jornalísticas do Partido Social Democrático (PSD).

Chagas também trabalhou no jornal ” O Estado de S. Paulo” entre 1972 e 1988, sempre ligado a assuntos políticos. Na televisão, o jornalista foi chefe da “TV Manchete” em Brasília e passou por outros três canais. A última participação como comentarista político foi em dezembro de 2016.

Durante a ditadura, em 1969, foi nomeado secretário de imprensa de Costa e Silva e escreveu 20 reportagens sobre os acontecimentos políticos da época, todas publicadas no Globo e em “O Estado de S.Paulo”.

A série ganhou um Prêmio Esso de Jornalismo e deu origem ao livro “113 dias de angústia” – ambos foram censuradas pelo regime militar. Em 1995, foi eleito para a Academia Brasileira de Letras.

Chagas também publicou “Resistir é preciso”, uma coletânea de artigos escritos entre 1972 e 1974; “A guerra das estrelas”, de 1985, que aborda as sucessões presidenciais militares; e “Revolução no Planalto”, de 1988, sobre a redemocratização.

Na carreira acadêmica, Chagas foi professor do Departamento de Comunicação da Universidade de Brasília (UnB) durante 25 anos. Ele ingressou em 1978 e foi titular das disciplinas “Ética e legislação nos meios de comunicação” e “Problemas sociais e econômicos contemporâneos” na graduação e de “Tópicos especiais” na pós-graduação.

Chagas casou-se com Enila Leite de Freire Chagas, com quem teve duas filhas.

Carlos Chagas morreu em 26 de abril de 2017, aos 79 anos, em Brasília.

 

O governador Rodrigo Rollemberg também lamentou a morte e prestou condolências aos familiares. Segundo ele, Carlos Chagas “deixará um vazio difícil de ser preenchido na mídia brasileira”.

O presidente Michel Temer emitiu nota em que classifica Chagas como “uma das maiores referências” do jornalismo brasileiro. Segundo o texto, ele “foi intransigente defensor da ética, em sua mais profunda definição” e deixa como legado “o compromisso com a verdade e a sua responsabilidade no trato da notícia”.

“Que a sua nobre lembrança conforte seus familiares e nos inspire na reconstrução de um Brasil grande e justo, como o idealizado e defendido por Carlos Chagas”, diz Temer na nota de pesar.

(Fonte: http://g1.globo.com/distrito-federal/noticia – DISTRITO FEDERAL – NOTÍCIA – 26 de abril de 2017)

(Fonte: https://noticias.uol.com.br/ultimas-noticias/agencia-brasil/2017/04/26 – NOTÍCIAS/ Por Yara Aquino/ Agência Brasil – 26/04/2017)

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