Alfredo Pérez Rubalcaba, ex-secretário-geral do PSOE e ex-vice-presidente do Governo (vice-primeiro-ministro)

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Líder socialista espanhol responsável pelo fim de grupo separatista ETA

 

Histórico líder socialista espanhol

 

 

Alfredo Pérez Rubalcaba (Solares, 21 de julho de 1951 – Madri, 10 de maio de 2019), histórico líder socialista, foi ministro em diferentes pastas e ex-vice-presidente do governo espanhol.

 

Deputado em seis legislaturas, Rubalcaba foi ministro da Educação e Ciência (1992-1993) e ministro da Presidência (1993-1996) no Governo de González. No Governo de Zapatero foi porta-voz do grupo parlamentar socialista (2004-2006), ministro do Interior (2006-2011) e vice-primeiro-ministro e porta-voz desde o final de outubro de 2010 e julho de 2011.

 

Rubalcaba estava afastado da vanguarda política desde maio de 2014, quando apresentou sua renúncia ao cargo de secretário-geral do PSOE após o fraco resultado dos socialistas nas eleições europeias. Voltou, então, a seu posto de professor da Faculdade de Ciências Químicas da Universidade Complutense de Madri.

 

Figura histórica do socialismo espanhol, Rubalcaba foi ministro nos anos 1990, com o presidente Felipe González e depois com José Luis Rodríguez Zapatero, quando acumulou a pasta do Ministério do Interior, o posto de porta-voz e a vice-presidência.

 

Durante seu mandato no Interior (2006-2011), ele liderou inúmeros golpes policiais de sucesso contra a organização separatista basca ETA, que, em outubro de 2011, anunciou o fim de quatro décadas de luta armada, antes de se dissolver em 2018.

 

“A coisa mais importante que fiz foi o fim da ETA”, reconheceu ele em uma entrevista em 2017 ao jornal “El Mundo”.

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A notícia da dissolução chegou com Rubalcaba já fora do governo. Ele se preparava para as eleições gerais de novembro de 2011, as quais disputou como candidato socialista após a saída de Zapatero, desgastado por sua gestão da crise econômica.

 

Ele foi derrotado pelo conservador Partido Popular (PP) de Mariano Rajoy, vencedor com maioria absoluta.

 

Mesmo assim, um ano depois, foi nomeado secretário-geral do PSOE, cargo que ocupou até 2014, quando deixou a política e foi sucedido por Pedro Sánchez, atual líder socialista e presidente do governo espanhol.

 

Nascido na pequena cidade de Solares (norte) e apaixonado por atletismo, quando adulto, Rubalcaba recebeu seu doutorado em Química Orgânica e se dedicou ao ensino, até que em 1992 assumiu o Ministério da Educação com Felipe González.

 

Em seguida, começou mais de duas décadas de carreira política concluída em meados de 2014, quando ele decidiu sair do Congresso e retornar às aulas na universidade.

 

Naquele ano, porém, teve tempo de desempenhar um papel proeminente na abdicação do rei Juan Carlos em favor de seu filho Felipe VI.

Rubalcaba faleceu em Madri em 10 de maio de 2019, aos 67 anos, depois de ter sofrido um AVC no hospital Puerta de Hierro de Majadahonda.

(Fonte: https://www.em.com.br/app/noticia/internacional/2019/05/10 – INTERNACIONAL / AFP – 10/05/2019)

(Fonte: GAÚCHAZH – ANO 55 – N° 19.396 – 11 E 12 de maio de 2019 – TRIBUTO / MEMÓRIA – Pág: 37)

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