A primeira mulher brasileira a ganhar uma medalha olímpica em esportes aquáticos

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A primeira mulher brasileira a ganhar uma medalha olímpica em esportes aquáticos

Coragem pelo bronze

Poliana supera medo do mar para se tornar a primeira nadadora brasileira medalhista em Jogos Olímpicos

Para se tornar a primeira mulher brasileira a ganhar uma medalha olímpica em esportes aquáticos, Poliana Okimoto precisou superar o medo de nadar no mar.

Arraias, leões marinhos, peixes, pinguins, a maré agitada, a água fria – a natureza incontrolável -, tudo afastava a nadadora do oceano. Quando a maratona aquática se tornou esporte olímpico, porém, ela decidiu fazer a transição das piscinas ao oceano.

“Eu me preparei para água fria e mar mexido, porque todos diziam que Copacabana era assim”, disse ela, friorenta nata, após o bronze inédito. Mas o mar de Copacabana nesta segunda estava tranquilo e quente. “Deus é brasileiro e me deu as condições ideais. Eu fiz a melhor prova da minha vida.”

Poliana foi a quarta mais rápida depois dos 10 km, mas herdou o bronze porque a francesa Aurelie Muller, que tinha chegado em segundo, foi desclassificada por ter obstruído uma rival no fim da prova.

Aos 33 anos, a nadadora Poliana Okimoto se tornou a primeira mulher brasileira a ganhar uma medalha olímpica em esportes aquáticos. 

Na manhã de segunda-feira (15/08), em Copacabana, Poliana chegou em quarta após os 10 km da maratona aquática e herdou o bronze após uma adversária ser desclassificada.

Ela já tinha saído satisfeita com seu desempenho, mesmo em quarto, a dois segundo da terceira colocada. Mas minutos depois de cruzar a linha de chegada, quando dava entrevistas aos canais de televisão, Poliana soube da desclassificação da francesa Aurelie Muller, que chegara em segundo, por um o movimento ilegal na reta final da prova.

“Eu já sou chorona, quando soube aí mesmo que chorei”, disse Poliana.

 

Francesa é desclassificada, Poliana herda bronze e supera trauma de Londres

 

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A disputa da maratona aquática aconteceu, na segunda-feira (15), apenas pela terceira vez na história dos Jogos Olímpicos. Após ser inserida no torneio em Pequim-2008, a prova foi disputada em Londres-2012 como parte do programa de natação, mas passou a ser considerada uma modalidade individual a partir dos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro.

O pódio fez Poliana esquecer Londres-2012, quando precisou desistir da prova por conta de uma hipotermia. Agora ela é a primeira mulher a conquistar uma medalha para o país nos esportes aquáticos.

A medalha de ouro ficou com a holandesa Sharon Van Rouwendaal, que completou os 10 quilômetros da prova em 1h56m32s1. A francesa Aurelie Muller fez excelente recuperação e ficaria com a medalha de prata ao percorrer a distância em 1h56m48s7, mas a direção da prova desclassificou a atleta após considerar que ela impediu que a italiana Rachele Bruni tocasse a linha de chegada.

Com isso, a italiana, que terminou a prova em 1h56m49s5, acabou saltando para a segunda colocação, com tempo pouco inferior ao de Poliana, que realizou a prova em 1h56m51s4 e acabou promovida para a terceira posição. Na 10ª colocação, Ana Marcela Cunha completou em 1h57m29s.

Após a decisão dos organizadores, a Federação Francesa de Natação entrou com recurso para rever a decisão que tirou a medalha de prata de Aurelie.

Primeira parcial

O pelotão de 26 atletas iniciou a prova no Forte de Copacabana às 10h. Após 30 minutos, a primeira parcial, que é medida após 2,5 quilômetros percorridos, trazia a brasileira Ana Marcela Cunha na liderança da prova, com tempo de 30m51s. A atleta era seguida de perto pela compatriota Poliana Okimoto, que cravou 30m53s1. A holandesa Sharon Van Rowendaal cruzou a primeira boia com o mesmo tempo de Poliana, ocupando a terceira colocação.

Segunda parcial

A segunda parcial, medida após 5 quilômetros de prova, trouxe as brasileiras pouco atrás das posições obtidas na primeira parcial. A queda de rendimento foi provocada pela passagem no posto de abastecimento. As atletas também diminuíram um pouco o ritmo para guardar gás para a reta final da prova.

Terceira parcial

Na terceira parcial, medida após 7,5 quilômetros percorridos, a prova era liderada por Sharon Van Rouwendaal, que havia feito o trajeto em 1h29m29s5. A italiana Rachele Bruni seguia de perto a europeia com tempo de 1h29m33s4. Poliana Okimoto recuperou-se bem da segunda parcial e ocupava a terceira colocação, com 1h29m34s5. Ana Marcela Cunha terminou a etapa na 7ª colocação, percorrendo a distância em 1h29m38s4.

Reta final

Faltando apenas 2,5 quilômetros para o fim da prova, Poliana Okimoto seguia de perto as atletas europeias que lideravam a prova. Já Ana Marcela Cunha sofria para retomar o bom ritmo do início. Contudo, na reta final, a francesa Aurelie Muller teve recuperação espetacular e acabou na segunda colocação. Com isso, a italiana Rachele Bruni acabou caindo para a terceira colocação, tirando a oportunidade de Poliana conquistar sua primeira medalha em Jogos Olímpicos. Ana Marcela também caiu de ritmo e perdeu quatro posições, terminando a prova na 10ª colocação. Porém, após a prova, a direção da prova desclassificou a atleta francesa após considerar que ela impediu que a italiana Rachele Bruni tocasse a linha de chegada, colocando Poliana no pódio.

(Fonte: http://olimpiadas.uol.com.br/noticias/redacao/2016/08/15 – OLIMPÍADA – Relatos das provas/ Por Adriano Wilkson – Do UOL, no Rio de Janeiro – 15.08.2016)

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