A primeira atleta porto-riquenha – seja homem ou mulher – a levar uma medalha de ouro em uma Olimpíada

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A primeira atleta porto-riquenha – seja homem ou mulher – a levar uma medalha de ouro em uma Olimpíada

Tenista Monica Puig, a “Pica Power”, conquista primeiro ouro para Porto Rico

Na inesperada decisão do tênis feminino na Olimpíada, a porto-riquenha Monica Puig, a “Pica Power”, de 22 anos, surpreendeu a alemã Angelique Kerber, número 2 do mundo, e venceu por 2 sets a 1, com parciais de 6/3, 4/6 e 6/1.

Com a campanha no Rio de Janeiro, Puig entra para a história de Porto Rico por ser a primeira atleta do país – seja homem ou mulher – a levar uma medalha de ouro em uma Olimpíada. Antes dela, uma mulher porto-riquenha sequer havia alcançado um bronze ou uma prata.

Ela só havia vencido um jogo contra top 10 na vida até chegar ao Rio. Nesta campanha do ouro, além de Kerber, a espanhola Garbiñe Muguruza, quarta colocada na lista da WTA, foi eliminada pela zebra caribenha. 

O feito da jovem não para por aí. Ela foi a tenista com o pior ranking – é a número 34 do mundo – a disputar uma medalha de ouro olímpica. Até o início dos Jogos, sua única conquista na carreira havia sido no WTA de Estrasburgo, na França, em 2014.

Na disputa pela medalha de bronze, a tcheca Petra Kvitova venceu a norte-americana Madison Keys, por 2 sets a 1 (7-5, 2-6 e 6-2).

Monica Puig é medalha de ouro no tênis (Foto: Toby Melville/Reuters)

Monica Puig é medalha de ouro no tênis
(Foto: Toby Melville/Reuters)

 

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Puig dita o ritmo do 1º set

No início da partida, as duas tenistas apresentaram dificuldades para confirmar o serviço. Os dois primeiros games tiveram quebras e pontos com muitas trocas de bola.

Kerber e Puig adotaram estratégias ofensivas e buscaram a definição rápida na primeira parcial.

Em um momento importante do set, quem jogou melhor foi a atleta mais nova, Puig, cinco anos mais jovem que Kerber. A porto-riquenha não se intimidou com o currículo da rival, aproveitou as falhas da alemã e fechou a primeira parcial em 6/3.

Kerber, alegando um incômodo lombar, pediu atendimento médico ao fim do set. Para não “esfriar”, Puig teve reação inusitada. Enquanto a adversária era atendida, a jovem aproveitou o intervalo para treinar seu saque.

Puig bate Kerber e fatura 1º ouro da história de Porto Rico - (Foto: Lucas Lima/UOL)

Puig bate Kerber e fatura 1º ouro da história de Porto Rico – (Foto: Lucas Lima/UOL)

 

Kerber segura o ímpeto da rival

O atendimento médico melhorou o rendimento de Kerber e tirou o ritmo intenso de Puig. A porto-riquenha perdeu o embalo do primeiro set e saiu em desvantagem no início da segunda parcial.

Kerber abriu 3/1, mas a porto-riquenha se manteve no jogo despachando excelentes esquerdas de duas mãos para vencer os pontos.

Embora Puig dominasse a maioria dos pontos no fundo de quadra, Kerber se manteve à frente com um bom número de aces e chegou a ter 4/2.

Confiante, a porto-riquenha seguiu buscando a definição com belas esquerdas. Os backhands cruzados fizeram a diferença e a levaram ao 4/4.
No nono game do set, a experiência de Kerber falou mais alto. A alemã soube se defender dos ataques da jovem e conseguiu uma nova quebra. Em seguida, manteve seu serviço, fechou o set em 6/4 e vibrou muito.
Monica Puig fatura 1º ouro da história de Porto Rico (Foto: REUTERS/Toby Melville)

Monica Puig fatura 1º ouro da história de Porto Rico (Foto: REUTERS/Toby Melville)

 

Massacre na última parcial

O gás de Kerber acabou no fim da partida, o que fez com que Puig atropelasse a rival no terceiro set. Diante da apatia e do desgaste da alemã, a porto-riquenha, muito solta, passeou e chegou ao ouro com um acachapante 6/1. O último game foi recheado de jogadas empolgantes e terminou com a jovem muito emocionada por seu feito.
Sua primeira reação após a conquista foi com palavras em inglês: “oh, my God!” (em português, “ai, meu Deus!”). Chorando bastante, ela buscou uma bandeira de Porto Rico e agradeceu o carinho do público.

“Pica Power”: orgulho porto-riquenho

Fiel às suas raízes porto-riquenhas, Puig recusou convites para defender os Estados Unidos. Ela nasceu em San Juan, mas vive desde um ano de idade em Miami, já que seu pai, um engenheiro, foi transferido para a Flórida.
Apesar do orgulho do local onde nasceu, a tenista reconheceu ao UOL que, por viver há muito tempo nos Estados Unidos, não sabe cantar bem o hino de Porto Rico.
A tenista é chamada de “Pica Power” por parte do circuito feminino. O apelido foi dado pelo treinador Alain de Vos, que queria incentivá-la nos treinamentos. A frase “picar (cortar) pedra” em Porto Rico tem sentido semelhante a “comer grama” no Brasil.

(Fonte: http://olimpiadas.uol.com.br/noticias/redacao/2016/08/13 – OLIMPÍADA – 13.08.2016)

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