Robert Maxwell, foi o “imperador” da imprensa britânica, que dirigiu de maneira ambiciosa sua enorme cadeia de jornais, revistas, emissoras de rádio e televisão, além de editoras, estave à frente de várias companhias donas de jornais como o “Daily Mirror”, o “Sunday Mirror”, o escocês “Daily Record” e o “Sunday Mail”, além de outras empresas

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R. MAXWELL, O “IMPERADOR” DA IMPRENSA BRITÂNICA

(Crédito da fotografia: Cortesia The Independent/REPRODUÇÃO/ DIREITOS RESERVADOS)

 

Ian Robert Maxwell (Slatinské Doly, Tchecoslováquia (atual Solotvyno, Ucrânia), 10 de junho de 1923 – Mar ao redor das Ilhas Canárias, Espanha, 5 de novembro de 1991), foi o “imperador” da imprensa britânica, que dirigiu de maneira ambiciosa sua enorme cadeia de jornais, revistas, emissoras de rádio e televisão, além de editoras.

Nascido em 10 de junho de 1923 na antiga Tchecoslováquia, o magnata pertencia a uma família judia e seu verdadeiro nome era Ján Ludvík Hyman Binyamin Hoch, que mudou após a Segunda Guerra Mundial (1939-45) para Robert Maxwell.

Vítima do nazismo, escapou em 1940 de um campo de concentração e partiu para o Reino Unido, onde chegou como refugiado com apenas 17 anos e, em pouco tempo, se incorporou ao Exército britânico, com o qual lutou na Europa.

Seu dom para os idiomas permitiu que ascendesse rapidamente na hierarquia militar, até chegar à patente de capitão.

Depois da guerra, Maxwell trabalhou para o Exército em Berlim, na área ocupada pelos aliados, onde decidiu publicar revistas científicas e fundou a editora “Pergamon Press”.

Seu interesse, no entanto, não se limitou ao mundo jornalístico e em 1964, foi candidato do Partido Trabalhista pela região administrativa de Buckinghamshire (ao norte de Londres), cadeira parlamentar que ocupou até 1970.

Muitos diários temiam criticar Maxwell por sua personalidade temperamental e sua rapidez em fazer acusações.

Em 1969, Maxwell aceitou uma oferta de compra da “Pergamon” pelo grupo financeiro americano Leasco, enquanto tentava adquirir um periódico a fim de exercer influência política.

Nesse mesmo ano, disputou com o também magnata da imprensa Rupert Murdoch a compra do “News of the World”, mas seus esforços fracassaram e Maxwell acusou o empresário australiano de seguir as “leis da selva” na compra do jornal.

Por volta de 1980, Maxwell já estava à frente de várias companhias donas de jornais como o “Daily Mirror”, o “Sunday Mirror”, o escocês “Daily Record” e o “Sunday Mail”, além de outras empresas.

Assim, o empresário foi presidente e diretor-executivo da “Maxwell Communications Corporation” de 1981 a 1991; presidente do “Mirror Group Newspapers” de 1984 a 1991 e presidente e diretor-executivo do “Macmillion” de 1988 a 1991.

Mas seu desejo de criar um império da informação o levou a contrair numerosas dívidas que se acumulavam, até o ponto em que pediu enormes empréstimos e utilizou os fundos de pensão de suas companhias para não afundar.

No final de 1980, Maxwell comprava e vendia companhias rapidamente, em uma suposta tentativa de tapar buracos financeiros.

A versão oficial é que se afogou após cair do “Lady Ghislane” devido, possivelmente, a uma parada cardíaca.

Maxwell foi enterrado em Jerusalém com honras, e líderes do Governo e da oposição compareceram a seu funeral.

Pouco antes de sua morte, o jornalista americano Seymour Hersh contava no livro “The Samson Option” que Maxwell tinha contatos com o Mossad, serviço secreto israelense, o que o empresário negou taxativamente.

Após seu falecimento e as revelações sobre o estado catastrófico das contas de suas empresas, as companhias de Maxwell foram, em 1992, declaradas falidas, mas o “Daily Mirror”, após várias crises, acabou nas mãos do “Trinity Mirror”, seu atual proprietário.

Robert Maxwell faleceu em 5 de novembro de 1991, aos 68 anos.

O corpo sem vida de Maxwell, foi encontrado nas águas das ilhas Canárias e o caso comoveu o Reino Unido, onde havia uma mistura de admiração e antipatia contra um homem que chegou a ser muito influente graças a seus periódicos.

Desde seu desaparecimento nas ilhas Canárias, onde navegava em seu iate “Lady Ghislane”, surgiram diversas teorias, não comprovadas, sobre seu falecimento. As hipóteses eram de acidente, suicídio ou assassinato.

A versão oficial é que se afogou após cair do “Lady Ghislane” devido, possivelmente, a uma parada cardíaca.

Maxwell foi enterrado em Jerusalém com honras, e líderes do Governo e da oposição compareceram a seu funeral.

Pouco antes de sua morte, o jornalista americano Seymour Hersh contava no livro “The Samson Option” que Maxwell tinha contatos com o Mossad, serviço secreto israelense, o que o empresário negou taxativamente.

(Crédito: https://g1.globo.com/Noticias/Mundo – NOTÍCIAS/ MUNDO/ por Viviana García/ (EFE) – Londres, 4 nov – 04/11/2006)

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