Primeiros a se submeter à terapia genética.

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CIRURGIA PIONEIRA
TERAPIA GENÉTICA RECRIA ARTÉRIAS EM PACIENTES E INDICA O POTENCIAL DOS IMPLANTES DE CÉLULAS
Nélson Águia (1933- ), aposentado brasileiro, sobrevivente de dois enfartes, foi um dos dez voluntários que emprestaram em dezembro de 2001, o peito para um experimento da terapia genética.
Médicos do Hospital Pró-Cardíaco, no Rio de Janeiro, construíram artérias cardíacas a partir das chamadas células-tronco, estruturas imaturas retiradas da medida óssea dos próprios pacientes. Essas sementes têm a fascinante capacidade de se transformar em qualquer tecido do corpo humano.
Em abril de 2002, os pesquisadores divulgaram os resultados com quatro pacientes, os primeiros a se submeter à terapia, em dezembro de 2001. Em dois deles o sucesso foi absoluto, houve regressão de 100% da isquemia cardíaca (falta de irrigação sanguínea). As células-tronco deram origem a artérias, capazes de buscar sangue driblando as rotas arruinadas. O pesquisador e cardiologista da pesquisa, Hans Fernando Dohmann, “estamos no caminho certo, em cerca de dois anos, essa terapia estará disponível nos hospitais”.
Como as células-tronco são retiradas do próprio paciente, não há risco de rejeição nem qualquer tipo de manipulação genética. Essa linha de pesquisa é considerada uma das mais promissoras da medicina e mobiliza cientistas em todo o mundo. As sementes polivalentes são encontradas em diversas partes do organismo adulto. Já foram identificadas no cérebro, na medula óssea, na retina, nos músculos das pernas, nas células adiposas e até no couro cabeludo.

(Fonte: Revista ÉPOCA – Nº 207 – Editora GLOBO – MEDICINA – Victor Javoski, do Rio – 6 de maio, 2002 – Pág.64)

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