Oduvaldo Vianna, teatrólogo, cineasta e radialista. Estreou em 1915 com a opereta “Amor de Bandido”.

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Oduvaldo Vianna (Brás (São Paulo), 27 de fevereiro de 1892 – Guanabara, 30 de maio de 1972), teatrólogo, cineasta e radialista. Nascido a 27 de fevereiro de 1892, no Brás (São Paulo), filho de dona Leonor e do professor Justiniano Vianna, estreou em 1915 com a opereta “Amor de Bandido”.

E em 1921, com o apoio de grandes atores (Leopoldo Fróis à frente), bateu-se no Rio de Janeiro por uma linguagem teatral brasileira; passando ao cinema em 1935, quando dirigiu no Brasil o filme de grande bilheteria “Bonequinha de Seda” e, na Argentina, as versões de duas peças suas, “O Homem que Nasceu Duas Vezes” e “Amor”.

A carreira de Oduvaldo Vianna foi toda norteada por posições políticas assumidas. Nas elei¬ções para a Constituinte de 1946, ao concorrer à vaga de deputado federal por São Paulo, pelo Partido Comunista Brasileiro, conquistou a primeira suplência.

Porém, no ano seguinte, o PCB foi colocado na ilegalidade, sendo seus parlamentares cassados. Logo vieram as perseguições políti¬cas, com sérias consequências na vida profissional do artista, culminando com sua demissão das Emissoras Associadas, em 1953.

Passados dois anos, Assis Chateaubriand convidou-o para dirigir a TV Tupi do Rio de Janeiro e ele aceitou, mas permaneceu apenas quatro meses no novo veículo (de junho a outubro de 1955).

Voltando ao Brasil no início da década de 40 para lançar na Rádio São Paulo a moderna radionovela (“A Renúncia”). Gênero que continuaria a cultivar, escrevendo em vinte anos mais de cem originais para emissoras do Rio de Janeiro e de São Paulo. Vianna faleceu dia 30 de maio de 1972, aos 80 anos, na Guanabara, onde fizera uma cirurgia do intestino em maio de 1971, sem tornar a recuperar a saúde.

(Fonte: Veja, 7 de junho de 1972 – Edição n° 196 – DATAS – Pág; 78)

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