Norman Borlaug, cientista americano, o pai da Revolução Verde, o homem que mais salvou vidas no século XX

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Premio Nobel da Paz Norman Borlaug

 

 

 

Norman Borlaug (QuotesGram)

Norman Borlaug (Foto: QuotesGram / DIREITOS RESERVADOS)

 

 

“É impossível construir um mundo pacífico com estômagos vazios e miséria humana.” Norman Ernest Borlaug (1914-2009), o pai da Revolução Verde, o homem que mais salvou vidas no século XX

 

 

Norman Ernest Borlaug (Cresco, 25 de março de 1914 – Dallas, 12 de setembro de 2009), cientista americano, ex-professor de agricultura internacional da Universidade A&M, do Texas, conhecido como o pai da Revolução Verde, recebeu o Prêmio Nobel da Paz em 1970 por sua luta para combater a fome nos países em desenvolvimento.

Na década de 1960, o cientista e agrônomo despertou a ira dos ambientalistas ao pregar o uso de inseticidas e fertilizantes químicos nas lavouras como forma de aumentar a produção de alimentos.

Por meio de novas técnicas de plantio, defensivos agrícolas e sementes selecionadas, ele conseguiu transformar imensas áreas inóspitas da Ásia em grandes produtoras de alimentos, o que reduziu a fome aguda na região.

Com esse feito, ficou conhecido como o pai da Revolução Verde e, em 1970, foi agraciado com o Prêmio Nobel da Paz, mais tarde defendeu o uso de organismos geneticamente modificados, os populares transgênicos. “A salvação das futuras gerações está na biotecnologia”, ensinava.

A Revolução Verde promoveu o desenvolvimento de técnicas de cultivos que permitiram incrementar a produção em países em desenvolvimento, e ajudou a evitar a onda de fome prevista para estas nações na última metade do século XX.

Borlaug também foi um importante professor de agricultura internacional na Universidade A&M. Especialistas dizem que seu empenho em criar colheitas resistentes a pragas e de grande desempenho salvou vidas no mundo inteiro. Seus esforços para criar novas variedades de sementes ajudaram a combater a escassez de alimentos em lugares como a Índia e o Paquistão, tornando os países do terceiro mundo autossuficientes na produção de alimentos.

En 1970, recebeu o Prêmio Nobel da Paz. Em 2007, ganhou a Medalha de Ouro do Congresso, a maior condecoração civil nos Estados Unidos.

– Comemos ao menos três vezes ao dia nos países ricos, e damos por certo que vamos ter o que comer. O progresso foi grande e os alimentos estão distribuídos mais equitativamente, mas a fome é algo comum e aparece com muita frequência – disse Borlaug em recente entrevista.

Borlaug morreu em 12 de setembro de 2009, aos 95 anos, em Dallas, nos Estados Unidos, por causa de um câncer, informou a Universidade A&M, do Texas.

(Fonte: www.oglobo.globo.com/mundo- MUNDO / Por Reuters – 13/09/09)

(Fonte: Veja, 7 de abril de 2004 – ANO 37 – N° 14 – Edição 1848A – AGRONEGÓCIO – ENTREVISTA – Norman Ernest Borlaug/ Por José Edward – Pág: 73/75)

 

 

 

 

 

 

Norman Ernest Borlaug, o homem que mais salvou vidas no século XX

Norman foi um agrônomo americano, microbiologista, humanista e prêmio Nobel da Paz de 1970, cujos trabalhos sobre uma variedade de trigo resistente às doenças permitiram evitar a fome em distintos locais do mundos.

 

Borlaug criou-se em uma fazenda de Iowa, e ao final da Segunda Guerra Mundial se mudou para o México, onde desenvolveu a variedade de trigo semi-anão de alto rendimento, resistente a doenças fúngicas. Como resultado, o México tornou-se rapidamente auto-suficiente e grande exportador de trigo em 1963.

 

Com esta mesma variedade, em pouco tempo, muitos países como Índia, Paquistão, Turquia, Tunísia, Espanha, Argentina e China se tornaram grandes produtores de trigo utilizando a mesma tecnologia desenvolvida no México.

 

Este aumento na produtividade e da produção agrícola de meados do Século XX foi chamado de Revolução Verde. Estima-se que o trabalho de Borlaug tenha salvo da inanição entre 245 milhões e 1 bilhão de vidas em todo o mundo; o que o converteu, sem sombra de dúvidas, no homem que salvou mais vidas na história da humanidade.

 

Em 1986, Borlaug criou o Prêmio Mundial da Alimentação, destinado a reconhecer as pessoas interessadas em melhorar a qualidade,a quantidade e a disponibilidade de alimentos em todo o mundo.

 

E creiam que mesmo Bourlag tinha seus detratores -aquele pessoal que só sabe criticar mas nunca “põe a mão na massa” ou ajuda a procurar uma solução-, que dizem que os métodos de Borlaug criaram dependência de monoculturas em muitos países, entre outras críticas

 

Bourlag foi um humanista abnegado que dedicou a sua vida toda na busca de erradicar a fome no mundo. Por isso fica aqui a nossa pequena homenagem, ainda que com atraso, a um grande super de nosso tempo que poucos sabiam que existia.

(Fonte: https://www.mdig.com.br – Curiosidades – 16 de setembro de 2009)

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