Marco van Basten, brilhante armador e excelente finalizador, foi campeão europeu pelo Milan

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O holandês “VOADOR”

Marco Van Basten, jogador de futebol holandês. Brilhante armador e excelente finalizador, ele foi contratado pela equipe do Milan em 1987, pela qual ganhou o campeonato europeu em 1989 e 1990.

Marco Van Basten, da classe de 1964, foi provavelmente um dos atacantes mais fortes e principalmente completos de toda a história do futebol.

Em 1992, Van Basten sofreu uma lesão nos ligamentos do tornozelo direito e nunca mais se recuperou, apesar de ter feito três cirurgias. Sua última partida foi em maio de 1993.

Van Basten afastou-se definitivamente do futebol dia 17 de agosto de 1995, em Milão, na Itália.

 

(Fonte: Veja, 23 de agosto de 1995 –- Ano 28 –- N° 34 –- Edição 1406 –- Datas -– Pág; 108)

 

 

 

 

Nascimento: 31 de Outubro de 1964, em Utrecht, Holanda.

Posição: Centroavante / Atacante

Clubes: Ajax (1982-1987) e Milan (1987-1995)

Títulos por clubes: 2 Mundiais Interclubes (89 e 90), 3 Liga dos Campeões da UEFA (89, 90 e 94), 3 Supercopas da UEFA (89, 90 e 94), 4 Campeonatos Italianos (87/88, 91/92, 92/93 e 93/94), 4 Supercopas da Itália (88/89, 92/93, 93/94 e 94/95) pelo Milan.

1 Taça das Taças (86/87), 3 Campeonatos Holandês (81/82, 82/83 e 84/85) e 3 Copas da Holanda (82/83, 85/86 e 86/87) pelo Ajax.

Títulos por seleção: 1 Eurocopa (1988)

Títulos Individuais: Melhor jogador do mundo pela FIFA: 1992

Melhor jogador do mundo pela World Soccer: 1988, 1992

Jogador do ano pela UEFA: 1989, 1990, 1992

Jogador do ano pela IFFHS: 1988, 1989, 1990

Onze d’Or: 1988, 1989

Troféu Bravo: 1987

Melhor jogador da Eurocopa: 1988

Ballon d’Or: 1988, 1989, 1992

Jogador Neerlandês do Ano: 1985

Chuteira de Ouro da UEFA: 1986

FIFA 100: 2004

Artilheiro da Eurocopa: 1988 (5 gols)

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Artilheiro da Liga dos Campeões da UEFA: 1989 (10 gols)

Artilheiro do Campeonato Holandês: 1984 (28 gols), 1985 (22 gols), 1986 (37 gols), 1987 (31 gols)

Artilheiro do Campeonato Italiano: 1990 (19 gols), 1992 (25 gols)

O início

Filho de jogador de futebol, Van Basten foi estimulado desde pequeno a seguir os passos do pai. Aliado a isso, se encantava facilmente com as histórias e jogadas de Cruyff, seu grande ídolo. Assim, começou sua carreira na mesma equipe onde o camisa 14 brilhou na década de 70: o Ajax.

A estreia do futuro craque não poderia ser mais emblemática. Em 1982, ele entrou pela primeira vez em campo substituindo o próprio Cruyff e ainda marcando um gol. A torcida do clube alvirrubro via nascer ali seu novo ídolo, e a Holanda percebia que Cruyff seria muito bem substituído. Logo em sua primeira temporada (1982), Van Basten conquistou o campeonato nacional, feito que se repetiria no ano seguinte. Em 1984, o título ficou com o Feyenoord, mas Van Basten conseguiu seu primeiro grande feito: ser o artilheiro da competição, com 28 gols. A partir daquele ano, ele mostraria seu faro de gol apurado e seria soberano na artilharia do campeonato por 4 temporadas seguidas. Além de 1983-1984, Van Basten foi o goleador em 1984-1985 (22 gols), 1985-1986 (37 gols!) e 1986-1987 (31 gols). Mesmo com tantos gols, Van Basten tinha uma característica: era frágil, e suas pernas longas e pouco musculosas eram alvos fáceis para os zagueiros. Com tanta pancada que levava, se irritava, e tentava revidar. Como não conseguia por motivos óbvios, preferia “atacar” de outro jeito: abusando dos dribles e fazendo os zagueirões sentarem, literalmente. Seu tornozelo seria algo como “o calcanhar de Basten” durante sua carreira, e muitas lesões o atrapalhariam nos anos seguintes.

Tricampeão nacional, Van Basten ganhou ainda a Copa da Holanda em 1983, 1986 e 1987, além do primeiro título internacional do Ajax desde 1973: a Recopa Europeia, ao fazer o gol do título na final contra o Lokomotive Leipzig (ALE). Despontando como uma das maiores estrelas da Holanda, Van Basten chamou a atenção do Milan, sedento por retomar sua era vitoriosa e formar uma grande equipe. Em 1987, ele se despediria de seu país natal para iniciar a fase mais fantástica de sua carreira.

Ao lado do também recém-contratado e compatriota Ruud Gullit, Van Basten faria uma dupla de ataque mortal no Milan e deu o título italiano ao clube depois de nove anos. Pouco tempo depois, outro craque holandês chegaria para fechar o trio de ouro holandês: Rijkaard. Estava pronta a seleção rossonera, que ainda tinha Baresi, Maldini, Costacurta, Donadoni, e Ancelotti.

 

A consagração na Holanda

 

Antes de iniciar o apogeu no Milan, Van Basten e seus compatriotas disputaram a Eurocopa de 1988 pela Holanda, comandada novamente pelo célebre inventor do carrossel que encantou o mundo em 1974: Rinus Michels. A equipe era uma das favoritas, mas começou perdendo para a extinta URSS por 1 a 0. No jogo seguinte, vitória por 3 a 1 contra a Inglaterra, com a assinatura de Van Basten, que marcou os três gols do time. No jogo seguinte, outra vitória, por 1 a 0, contra a Irlanda, que garantiu a classificação.

A semifinal foi duríssima: contra a dona da casa, Alemanha, de Matthäus. Os alemães abriram o placar com o próprio Matthäus, de pênalti. Pouco tempo depois, Koeman, também de pênalti, empatou para os laranjas. Aos 43´ do segundo tempo, ele, Van Basten, fez o gol da virada e da classificação. Algozes de 1974, os alemães eram derrotados em casa, com um gosto de revanche histórico para os holandeses. Era a hora da final, contra a URSS, que derrotara a Holanda na primeira fase.

Show da dupla Gullit-Van Basten

A decisão foi bem disputada, com a URSS apostando em Protasov, Mikhaylichenko e o seguro goleiro Dasayev, e a Holanda com ótimos jogadores, como Van Breukelen no gol, Ronald Koeman e Rijkaard na zaga e Gullit e Van Basten no ataque. A Holanda, ávida por uma conquista, abriu o placar com Gullit, aos 32´do primeiro tempo. No segundo tempo Van Basten recebeu um cruzamento da esquerda e chutou, de sem pulo, para marcar um dos gols mais bonitos da história do futebol mundial, do título, da redenção: 2 a 0. Holanda campeã, pela primeira vez em sua história, da Eurocopa. Era a coroação de uma geração brilhante, aplaudida de pé por Cruyff e por todos que não conseguiram dar um título para a geração de 1974 e 1978. Van Basten coroou seu ano perfeito ao receber a Bola de Ouro da revista France Football de melhor jogador da Europa. O holandês era, enfim, o grande protagonista do futebol.

Em 1989, o Milan ainda dividia com a rival Internazionale o posto de equipe italiana mais vencedora da Liga dos Campeões, com dois títulos. Mas Van Basten tratou de ajudar o clube rossonero a encerrar a discussão ao marcar dois gols na goleada do Milan sobre o Steaua Bucareste (ROM) na decisão daquele ano por 4 a 0, dando o tricampeonato à equipe. Ele seria fundamental, também, para as conquistas da Supercopa da UEFA e do Mundial de Clubes, colocando o time no topo do mundo. Marco também continuaria por cima ao vencer sua segunda Bola de Ouro. No ano seguinte, o Milan queria mais e venceu tudo de novo: Liga dos Campeões, Supercopa da UEFA e Mundial de Clubes. Em 1990, ele conseguiu pela primeira vez ser o artilheiro do campeonato italiano, com 19 gols. A hegemonia europeia seria encerrada em 1991, mas, no ano seguinte, Van Basten ajudou o Milan, com seus 25 gols, a conquistar novamente o Campeonato Italiano. No mesmo ano, conseguiria o tri da Bola de Ouro, se igualando a lendas como Cruyff e Platini. Porém, em 1993, sua carreira seria forçadamente encerrada.

O fim de uma estrela

A temporada de 1992-1993 seria a derradeira para Van Basten. Seus tornozelos estavam acabados, vítimas da intensa violência e pancadas dos zagueiros ao longo dos anos para tentar parar o “holandês voador”. Cirurgias infelizes também foram cruciais para forçar o fim da carreira do jogador. Até uma prótese foi sugerida, mas ela o impediria de caminhar normalmente. Em 1993, o Milan venceu novamente o campeonato italiano e chegou à final da Liga dos Campeões. Porém, a equipe não foi párea para seu algoz, o Olympique de Marselha, de Deschamps, Abedi Pelé, Boksic, Barthez e Desailly, que havia eliminado o time na Liga de 1990-1991. A partida foi a última da carreira de Van Basten, que ficou dois anos sem jogar antes de anunciar a aposentadoria, com apenas 30 anos.

A gravidade das lesões nos tornozelos era tão grande que nem mesmo uma partida de despedida foi possível ser realizada. O adeus foi no San Siro lotado de gente e emoção, com Van Basten vestido à paisana e se segurando para não chorar, dando uma volta olímpica para os torcedores. O adeus comoveu até o sisudo Fabio Capello, então técnico do Milan, que chorou na ocasião. Adriano Galliani, executivo da equipe à época (e até hoje no clube), disse que “perdera seu Leonardo da Vinci”. Na verdade, não foi só ele. Todo o futebol perdeu naquele dia uma das maiores lendas do esporte, fatal na grande área, genial com a bola nos pés e decisivo quando suas equipes mais precisaram dele.

Números

Pelo Ajax: 172 jogos e 152 gols, média de 0,88.

Pelo Milan: 195 jogos e 122 gols, média de 0,62.

Pela Holanda: 58 jogos e 24 gols, média de 0,41.

Total na carreira: 425 jogos e 298 gols. Média de 0,70.

(Fonte: http://imortaisdofutebol.com/2012/03/13/craque-imortal-marco-van-basten- CRAQUE IMORTAL – MARCO VAN BASTEN – 13 de março de 2012)

 

 

 

 

 

 

 

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